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Gente Encantada

Que os Deuses te guardem na palma de suas mãos.Abençoadas/os sejam!
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domingo

COMO SABER SE VOCÊ É OU NÃO UMA "BRUXA"?


Olá gente encantada!Que tal saber se você é uma "Bruxa"...

É uma bruxa a mulher que tem o poder de sua própria vida.


É a que dita suas próprias regras.


É a que não se rende ante a abnegação.


É a que não conhece nenhuma pessoa com uma estima maior que a sua e é mais fiel a si própria do que nenhuma outra abstração.


É a mulher que doma e nunca é domada.


É a mulher que diz todo dia em voz alta e sem medos ou receios: Sou uma Bruxa (3 vezes).


É a que transforma a energia que recebe a seu bel prazer.


É a que se apaixona e se entrega a todos seus ideais, mas segundo estes vai mudando e se adaptando.


Na realidade todas as mulheres que encontraram seu lugar no mundo são bruxas.


Mas, por que as bruxas eram temidas, odiadas e perseguidas?


Recordemos que as bruxas eram descendentes diretas das antigas sacerdotisas pagãs adoradoras de uma deusa criativa feminina.


Representavam o terceiro aspecto da trindade sagrada feminina: a anciã sabia, e em conseqüência a mãe de todos os clãs da Europa pré- cristã.


A posição política dessas mulheres não era a de subordinação nem a de esposa uma vez que elas eram dispensadas da justiça e dos cumprimentos das leis. A principio na era medieval em Chester-Inglaterra, a Carta Magna as chama de “Jiudices de wich” que quer dizer ”Bruxas Juízas".


As anciãs tinham na época o poder político da comunidade. Com o advento do Cristianismo lentamente esta posição elevada foi diluindo até que se reverteu totalmente. As Comadres conheciam as ervas para evitar a concepção, sabiam como fazer dar a luz de forma natural e quase sem dor com a ajuda de massagens que aceleravam a dilatação e posições que reduziam a dor. Isto era inconcebível para muitos, uma vez que desafiava a sanção Bíblica de "parirás com dor".


A igreja medieval as detestava por suas ligações com o matriarcado pagão e o culto da Deusa. Eram consideradas inimigas implacáveis da fé cristã. A verdadeira razão por essa hostilidade era a noção que as Comadres podiam ajudar a mulheres a manejar seu destino e ensinar-lhes o segredo da sexualidade sagrada.


As anciãs sábias eram temidas e repudiadas por suas habilidades de profetizas e curadoras porque elas representam a parte post- menopausa do ciclo vital.


As bruxas eram as guardadoras da tradição dos povos e ativavam a memória coletiva através de mitos contos e legendas. As culturas de orientação masculina espancam o aspecto cíclico da vida em sua fase decadente, quem sabe seja por isso que o modelo cultural aceito é o da eterna adolescente.


Talvez, a partir de agora, quando alguém se dirija a nós com deboches , sofismas e nos chamando pejorativamente pelo nome de "Bruxas" nos reste sorrir enigmaticamente, sabendo que longe de nos ofender, nos elogiam comparando-nos com essa raça de mulheres valentes, contestarias, livres e indômitas, grite bem alto ; SOU UMA BRUXA... SOU UMA BRUXA... SOU UMA BRUXA!!!!!!...

Blessed Be! 


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

quarta-feira

O LADO BRUXO DE CADA UM


Olá gente encantada!Tudo bem com vocês?Vamos falar um pouco sobre o  nosso lado bruxo. Preparadas/os?
Desde cedo, aprendemos que temos que ser bonzinhos para com todos, praticar só o bem e buscarmos a perfeição para sermos amados e aceitos.
Desde muito cedo, recebemos a mensagem clara ou subentendida de que não podemos decepcionar quem amamos, pois o castigo será terrível: não gostarão mais de nós.

E ai de nós, se nossos desejos forem diferentes, se tivermos limitações que impedirem de corresponder ao que planejaram para nossas vidas...

Desde crianças nos ensinam a só mostrar nosso lado "fada", aquele que nos torna servis e disponíveis para o desejo do outro, aquele que abdica de si mesmo para que o outro alcance o que aspira.

E, assim, pela vida a fora, tal aprendizado nos é cobrado, gerando um conflito interno, parceiro da culpa e de uma rejeição pelo que somos...

Em dado momento da vida, se você não se tornar auto-didata em dar voz ao seu lado "bruxa(o)", aquele que está atrofiado porque era feio e condenado desde a infância, aquele que faz parte de você e com quem você sempre travou uma luta de não aceitação por medo de ser rejeitado, você irá descobrir que não foi o dono real de sua história de vida, que não viveu realmente, só sobreviveu.

Numa cultura que idolatra o "belo", o "inteligente", o "vitorioso", o forte, só nos é autorizado praticamente a mostrar e a vivenciar nosso lado fada, um lado que considero incompleto e muitas vezes utópico, perfeccionista, de uma exagerada autocobrança, que nos afasta de nós mesmos e do amor que precisamos nutrir.

Ao contrário de uma visão tradicional, vejo o lado bruxa de cada um como sendo aquele que o torna mais humano e compreensível com as falhas da vida.

Enquanto que a fada vive de encantos luminosos, a bruxa faz uso da terra e do que nela existe, mesmo que aparentemente seja feio.

Imaginar a vida como um conto de fadas, onde sem "varinha de condão" não resolveremos nossos problemas e não venceremos os obstáculos, é algo fantasioso e desgastante.

A riqueza de sermos o que somos e que nos faz ser únicos resulta da união de tudo aquilo que habita dentro de nós e, principalmente, do acolhimento de nossas facetas consideradas "estranhas", diferentes ou inadequadas pelos demais.

Embora não tenham nos ensinado, "usar a vassoura" para eliminar o que diversas vezes nos atrapalha, como o que os outros esperam ou pensam de nós e construir nosso próprio caldeirão de valores e crenças, será a grande mágica da vida de quem sabe que é humano e se aceita como é.



☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sábado

BRUXAS/OS ESTUDAM O QUÊ MESMO HEIN?




Olá gente encantada! Tudo bem? O seu sábado está bacana? Tomará  que sim. Já passou pela sua cabeça o que uma Bruxa deve saber ou estudar para ser Bruxa? Você acha que é pouca ou muita coisa? Primeiro, você tem que amar a Deusa e o Deus e depois, mas não tão depois assim você deve estudar MUITO uma série de coisas super importantes que estão ligadas a sabedoria ancestral. Coisas que não são nada significativas no nosso mundo pós-moderno capitalista. Curiosas/os para saber quais são? Bem..
Uma Bruxa estuda: 
Astrologia, as artes divinatórias como o Tarô, as runas, a cafeomancia, a numerologia. Estuda também a aromaterapia, os cristais, os feitiços e simpatias, as velas, os ritos, os sabás, os tipos de Magia, a mitologia, a psicologia, a Natureza, a Lua, o tempo, o vento, os elementos, as direções, o Reiki, os incensos, a cabala, herbologia, horticultura, as diversas religiões, história geral (para entender a Inquisição), a alquimia, as terapias alternativa, Mantras, Mandalas, as receitas mágicas, os grandes Bruxas/os como Starhawk, Andrew Chumbley, Gardner, Sanders e etc,a  poesia ( os feitiços em geral são em rimas), os animais ( para encontrar o seu animal de poder entre outras coisas), artesanato (muitas Bruxas vivem das artes: eu, por exemplo, tenho uma amiga que faz Deuses e Deusas), as fadas, os duendes, os dragões, a ecologia, a reciclagem porque afinal de contas,  todos os caminhos são necessários para que ela desenvolva seus dons naturais e também sobrenaturais. Além disso toda Bruxa tem uma boa biblioteca com livros dos mais variados assuntos.A Bruxa estuda a teoria e a prática de quase tudo. Tudo nos interessa e acrescenta conhecimentos que se juntam  para formar o nosso poder mágico.O melhor caminho da Bruxaria, meus lindos e minhas lindas, ainda é o estudo constante. Sempre temos algo a aprender. Precisamos apreciar todos os ensinamentos para que possamos nos conhecer e conhecer o outro.
Portanto, se você que conhecer o caminho mágico, comece a ler, a comprar livros, a passear pela internet. Sabe aquele ditado: cobra que não anda, não engole sapo? Pois é, Magia é aprendizagem. Ser Bruxa também é.


Bençãos de Luz!

Ariadne







☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

PARA SER UMA BRUXA OU BRUXO


 Boa noite Irmãs e Irmãos!Espero que vocês estejam bem! Já curtiram a nossa página no Facebook? Esperamos a sua visita lá também.


Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!


Karla



















☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

O PERFIL DE UMA BRUXA




Olá gente encantada! Como vocês estão? Quanto tempo! Saudades mil de todoas/os vocês!Achei esse texto pela net e trouxe para a nossa casa. Apreciem.

O PERFIL DE UMA BRUXA

"A autêntica Bruxa esta no interior da pessoa. Por este motivo é difícil você reconhecer uma Bruxa somente de passear nas ruas.
Ao contrário das histórias infantis, a Bruxa não é feia, e muito pelo contrário, ainda mais hoje em dia, elas se cuidam cada vez mais, porque agora, mais do que nunca o acesso as ervas, chás e aprendizado de se usar a natureza como aliada esta fácil.
No instante que resolvemos aceitar que somos Bruxas (porque Bruxa nasce Bruxa), começamos a aflorar nossa sensibilidade e prestar atenção em coisas que passavam despercebidas.
Não é somente ler Tarô, saber nomes de ervas, ser Bruxa não é tomar conta da vida alheia e nem manipular o mundo.
Ser Bruxa é semear alegria e força onde passam. É dar amor a todos a sua volta, é ter senso de humor e se dar bem com a vida!
Quando uma Bruxa entra numa floresta, ela sente a intensidade das vibrações das árvores e plantas, se emociona com as flores, se deleita com os sons da natureza e se houver, das águas também.
A Bruxa assume seu papel de guardiã e mensageira da Grande Mãe.
E nunca se gaba por ser uma criatura com poderes sobrenaturais e assume sua condição com simplicidade e naturalidade.
Ser Bruxa é saber que não somos limitados a uma sociedade pois existe um Universo e não cidades, existe passado, presente e futuro e não somente um calendário.
Aceitar ser uma Bruxa, é grandioso e independente.
É assumir a vida, amar o mundo e o Universo.
É acreditar, é amar incondicionalmente.
É ter uma força grandiosa, complexa, infinita e perfeita..."


Bençãos!

Ariadne


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

quarta-feira

OS ENCANTOS DE CIRCE



Boa noite Irmãs e Irmãos! Eu sou grande admiradora de Rosane Volpato. Seus textos maravilhosos e esclarecedores possuem uma dimensão que nos faz parar, sentar e pensar. Toda vez que a leio, quero dividir com vocês. Pois, estou dividindo um agora. Espero que vocês viajem com ela, como eu sempre viajo.

OS ENCANTOS DE CIRCE

Circe, figura legendária da mitologia grega, é retratada como filha de Hélio, deus-sol e da ninfa Pérsia. Por ter envenenado seu marido, o rei dos sármatas, que habitava o Cáucaso, foi obrigada a exilar-se na ilha de Eana, localizada no litoral oeste da Itália.
O nome da ilha"Eana", se traduz como "prantear" e dela emanava uma luz tênue e fúnebre. Esta luz, identificava Circe, como a "Deusa da Morte". Era também associada aos vôos mortais dos falcões, pois assim como estes, ela circundava suas vítimas para depois enfeitiçá-las.
O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma.
Antigos escritores gregos citavam-na como "Circe das Madeixas Trançadas", pois podia manipular as forças da criação e destruição através de nós e tranças em seus cabelos. Como o círculo, ela era também a tecelã dos destinos.
Circe era considerada a Deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos, sonhos precognitivos, maldições, vinganças, magia negra, bruxaria, caldeirões.




CIRCE E ULISSES

No decurso das suas perambulações, o herói Ulisses (personagem épico da "Odisséia, de Homero") e sua tripulação desesperada, desembarcam na praia da ilha de Eana, onde vivia Circe, a filha do Sol.
Ao desembarcar, Ulisses subiu a um morro e, olhando em torno não viu sinais de habitação, a não ser um ponto no centro da ilha, onde avistou um palácio rodeado de árvores.
Ulisses envia à terra 23 homens, chefiados por Eurícolo, para verificar com que hospitalidade poderiam contar. Ao se aproximarem do palácio, os gregos viram-se rodeados de leões, tigres e lobos, não ferozes mas domados pela arte de Circe, que era uma poderosa feiticeira. Todos esses animais tinham sido homens e haviam sido transformados em feras pelos seus encantamentos.
Do lado de dentro do palácio vinham os sons de uma música suave e de uma bela voz de mulher que cantava. Euríloco, chamou-a em voz alta, e a Deusa apareceu e convidou os recém-chegados a entrar, o que fizeram, de boa vontade, exceto Euríloco, que desconfiou do perigo. A Deusa fez seus convivas se assentarem e serviu-lhes vinho e iguarias. Quando haviam se divertido à farta, ela lhes tocou com uma varinha de condão e eles imediatamente se transformaram em porcos, com "a cabeça, o corpo, a voz e as cerdas" de porco, embora conservando a inteligência de homem.
Euríloco apressou-se em voltar ao navio e contar o que vira. Ulisses, então, resolveu ir ele próprio tentar a libertação dos companheiros. Enquanto se encaminhava para o palácio, encontrou-se com um jovem que a ele se dirigiu familiarmente, mostrando estar a par de suas aventuras. Revelou que era Mercúrio e informou Ulisses acerta das artes de Circe e do perigo de aproximar-se dela. Como Ulisses não desistiu de seu intento, Mercúrio deu-lhe um broto de uma planta chamada "Moli", dotada de enorme poder para resistir às bruxarias, e ensinou-lhe o que deveria fazer.
Ulisses prosseguiu seu caminho e, chegando ao palácio, foi cortesmente recebido por Circe, que o obsequiou como fizera com seus companheiros, e, depois que ele havia comido e bebido, tocou-lhe com sua varinha de condão, dizendo:


-"Ei! procura teu chiqueiro e vai espojar com teus amigos".

Em vez de obedecer, porém, Ulisses desembainhou a espada e investiu furioso contra a Deusa, que caiu de joelhos, implorando clemência.
Ulisses ditou-lhe uma fórmula de juramento solene de que libertaria seus companheiros e não cometeria novas atrocidades contra eles ou contra o próprio Ulisses. Circe repetiu o juramento, prometendo, ao mesmo tempo, deixar que todos partissem são e salvos, depois de os haver entretido hospitaleiramente.
Cumpriu a palavra. Os homens readquiriram suas formas, o resto da tripulação foi chamado da praia e todos magnificamente tratados durante tantos dias, que Ulisses pareceu haver-se esquecido da pátria e ter-se resignado àquela inglória vida de ócio e prazer.
Afinal seus companheiros apelaram para os seus sentimentos mais nobres, e ele recebeu de boa vontade a censura. Circe ajudou nos preparativos para a partida e ensinou aos marinheiros o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com seu canto todos quantos as ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar onde encontravam a morte.
Circe aconselhou Ulisses a cobrir com cera os ouvidos dos seus marinheiros, de modo que eles não pudesses ouvir o canto, e a amarrar-se a si mesmo no mastro dando instruções a seus homens para não libertá-lo, fosse o que fosse que ele dissesse ou fizesse, até terem passado pela Ilha das Sereias.
No poema "Endimião", do poeta Keats, podemos ter uma idéia do que se passava no pensamento dos homens que eram transformados em animais pela feiticeira Circe. Esses versos abaixo teriam sido ditos por um monarca que tinha sido transformado em elefante pela Deusa:

"Não lamento a coroa que perdi,
A falange que outrora comandei
E a esposa, ou viúva, que deixei.
Não lamento, saudoso, minha vida.
Filhos e filhas, na mansão querida,
Tudo isso esqueci, as alegrias
Terrenas olvidei dos velhos dias.
Outro desejo vem, muito mais forte.
Só aspiro, só peço a própria morte.
Livrai-me desse corpo abominável.
Libertai-me da vida miserável.
Piedade Circe! Morrer e tão-somente!
Sede, deusa gentil, sede clemente!



A IMAGEM QUE O HOMEM FAZ DA MULHER



Metaforicamente, a história de Circe e Ulisses, revela a proporção da influência dos encantos femininos sobre os homens. Mostra que quando a mulher se determina a usar todo o seu potencial sexual, enlouquece a cabeça de um homem e ele, inconscientemente se transforma em um animal revelado de acordo com a sua natureza. Portanto, os homens movidos tão somente por fortes desejos sexuais, nunca estarão livres de serem explorados por mulheres que buscam satisfações financeiras e que usarão de subterfúgios e encantamentos para alcançarem seus intentos.
Este lado "feiticeira-prostituta" de todas as mulheres, foi que levou o regime patriarcal romano à caçá-las como bruxas. Este ponto de vista "chauvinista", encontra-se delineado em textos antigos da Bíblia, onde há a afirmação de que os homens são vítimas inocentes da influência maldosa e perniciosa feminina.
Hoje em dia, a imagem que o homem faz da mulher, ainda permanece com essa projeção, embora nem sempre com a mesma grandiosidade e reverência característica da arte clássica. Filmes pornográficos e páginas centrais de revistas populares revelam a imagem interior que os homens fazem das mulheres. E nós, as mulheres brasileiras,infelizmente, somos consideradas perante o mundo inteiro como mulheres lindas, feiticeiras, mas totalmente prostituídas. Digo isso, porque minha própria filha, que mora e estuda na Europa, já sofreu muito esse tipo de preconceito.
E, todo problema consiste em razão do homem no estágio cultural atual jamais avançou além da significação maternal da mulher e essa é a razão para que ele classifique somente dois tipos de mulheres: sua mãe e as prostitutas. Conseqüentemente, a prostituição é um dos principais subprodutos do casamento civilizado.
É muito comum observarmos um homem falar da mudança no relacionamento pessoal que ele experimentou com sua mulher a partir do nascimento dos filhos. A imagem que ele tinha do feminino, que anteriormente o excitava para o ato de amor, agora regride ao modelo maternal estático. Ele se sente preso, muitas vezes sem vitalidade ou senso de criatividade.
As taxas crescentes de divórcio no mundo ocidental, refletem o caminho que alguns homens tomaram para escapar da dominação da esposa-mãe.
Em nosso mundo moderno, a imagem da Deusa-feiticeira Circe está enterrada sob os valores religiosos do patriarcado. Entretanto, ela ainda vive, e pode ser redescoberta como a companheira-da-alma por qualquer homem que possua desejo e a coragem de sacrificar os papéis masculinos estereotipados e valores coletivos antiquados. Estas são as ofertas que a mulher-feiticeira sagrada presenteia o homem no seu templo de amor; lá ela o aguarda, pronta para iniciá-lo no significado de sua vida e despertar sua consciência para uma nova sabedoria.



A JORNADA HERÓICA


A jornada de um herói sempre é pontuada de diversos demônios: os demônios da dúvida, da esperança e de um caminho mais fácil, as seduções da riqueza, do poder e do hedonismo. Em sua longa viagem de volta para Ítaca Ulisses teve que resgatar seus homens da Ilha de Eana e dos encantamentos de Circe que os transformou em porcos. Todas as tentações faziam com que a tripulação esquecesse a viagem.
O herói de nossa história, assim como de muitas outras, costumam partir para uma aventura no mundo; as vezes a jornada é interna, quando o herói desce até as profundezas do inconsciente. Se ele sobreviver a esse mergulho e, muitos dos que o precederam não o conseguiram e à batalha com o monstro que estiver aguardando por ele no fundo, então será capaz de empreender a subida e ser transformado. Essa transformação constitui uma experiência de morte e renascimento. Quem a pessoa foi, como era seu mundo consciente, não existe mais. Tudo foi transformado.
Embora as aventuras heróicas de nossa memória tribal possam tomar alguma forma exterior, os mesmos motivos da convocação, da descida, da luta, do ferimento e do retorno fazem parte da vida cotidiana de cada pessoa. Discernir que cada um de nós faz parte de um rico padrão, e reconhecê-lo no dia-a-dia, é resgatar o princípio de profundidade.
Cada um de nós, ao nascermos, somos lançados na trama de um grande drama, no qual talvez estejamos seguindo um roteiro incerto, mas em que, somos chamados a ser os protagonistas. O término do texto é certo: todos morremos. Mas a peça é construída de modo que o protagonista possa tornar-se consciente e fazer suas escolhas heróicas.
Todas as histórias de heróis até podem nos inspirar ou guiar, mas cabe a cada um responder ao seu próprio chamado, individualizar-se. Como diz a antiga parábola Zen, "estou procurando o rosto que eu tinha antes de o mundo ser criado."




ARQUÉTIPO DA TRANSFORMAÇÃO


O arquétipo de Circe é, antes de tudo, a figura de uma mulher independente, consciente de seus desejos e sua feminilidade. Circe representa o amor, a paixão irracional e um poder incrível. Ela nos traz à luz da nossa força interior, que não só representa a sexualidade, mas também os tesouros do inconsciente.
A grande mensagem contida no mito Circe para mim, reside no fato de nos permitir ver e aceitar os desafios que nossa jornada nos propõe e de assumirmos a responsabilidade de nossas escolhas. Circe nos encoraja a fazermos bom uso de nosso poder interior, para ditarmos o caminho de nosso próprio destino.


Circe nos diz que:

Depois da dor, vem o saber
Do saber, surge o crescimento
O crescimento nos leva a transformação
Da transformação emana o poder.


Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

Abençoadas/os e glorificadas/os sejam!

Karla












☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sexta-feira

BRUXA EU?



  Olá pessoas encantadas!Como vocês estão?Preparados para começar este mês?Bem, julho está ai e para iniciarmos essa caminhada com o pé direito, escolhemos falar sobre nós; Bruxas. Sim, sou uma e orgulho-me. Aliás, nós todos aqui somos. Então, vamos ao que interessa.
 A palavra Bruxa é deliciosa, impregnada de antiqüíssimas memórias que remontam aos nossos mais remotos ancestrais, que viveram em estreito contato com os ciclos naturais e apreciaram o poder e a energia que compartilhamos com o cosmo. A palavra Bruxa pode instigar essas lembranças e sentimentos, até no espírito mais cético.
A própria palavra evoluiu muito através dos séculos e culturas. Há diferentes opiniões sobre as origens da palavra inglesa Witch (bruxa). No anglo-saxão, Wicca e Wicce (respectivamente feminino e masculino) referem-se a um ou uma vidente, ou aquele ou aquela que pode prever informações por meio da magia. Dessas palavras radicais derivamos à palavra Wicca, um termo que muitos na Arte usam hoje para se referirem às nossas crenças e práticas. Wych em saxão e Wicca em inglês arcaico significam “girar, moldar, dobrar”. Uma palavra radical indo-européia ainda mais antiga, Wic ou Weik, também significa “dobrar ou moldar”. Como Bruxas, temos que saber nossas origens! E o significado delas...
Como Bruxas, DOBRAMOS, subjugamos as energias da natureza e da humanidade para promover cura, o crescimento, a vida e a comunhão com os Deuses. GIRAMOS a Roda do Ano à medida que as estações passam. MOLDAMOS nossas vidas e ambientes para que nos promovam as boas coisas da Terra.
A palavra Witch também pode ter a origem na antiga raiz germânica Wit – saber. E isso fornece igualmente um certo insight sobre o que é uma Bruxa – uma pessoa de saber, versada em verdades cientificas e espirituais.
Nas origens de muitas línguas, o conceito de “Witch” fazia parte de uma de constelação de vocábulos para significar Wise (sábio) ou Wise Ones (os sábios). Em inglês, vemos isso com extrema clareza na palavra Magic, a qual deriva do grego Magos e da palavra persa arcaica Magus. Ambas estas palavras significam “vidente” ou “feiticeiro”. No inglês arcaico, o vocábulo Wizard significa “o que sabe”. Em muitas línguas, Bruxa é a palavra encoberta nos termos comuns, cotidianos, para sabedoria. Em francês, a palavra para parteira é sage-femme, “mulher sábia”.
A sabedoria enriquece a alma, não apenas o espírito. É diferente da mera inteligência, informação e sagacidade, que só residem na mente. A sabedoria vai mais fundo do que isso. Quando o cérebro, com sua multidão de fatos e peças de informação, deixa de existir, alma persistirá. A sabedoria imarcescível da alma sobreviverá.
A palavra grega para alma é psyche. Pensamos frequentemente nos psíquicos como indivíduos talentosos e raros porque podem usar como fonte essa sabedoria universal, mas o dom não é raro. Todos nós o possuímos; cada um de nós é um individuo dotado de alma. Todos dispomos de poderes psíquicos ou poderes anímicos, e cada um de nós pode reaprender – ou recordar – como usá-los.
Embora homens e mulheres compartilhem do poder da magia, a palavra Witch tem estado mais comumente ligada às mulheres do que a homens; no entanto, os homens na Arte são também denominados Witches (bruxo). Durante a Era das Fogueiras, 80% das milhões de pessoas que foram queimadas vivas por prática de Feitiçaria eram mulheres. Ainda hoje, a maioria dos praticantes da Arte são mulheres, embora esteja aumentando o número de Bruxos. Há uma boa razão para pensar na Feitiçaria como uma Arte feminina. O poder de uma Bruxa ocupa-se da vida, e as mulheres estão biologicamente mais envolvidas na geração e sustento da vida do que os homens. Não é coincidência que quanto mais homens se fazem presentes no momento do parto e assumem responsabilidades na assistência ao bebê recém-nascido, maior é o número de homens que se interessam pela Arte. O espírito dos tempos está levando homens e mulheres a restabelecerem a ligação com os mistérios da vida que se encontram nos ritmos naturais da mulher, da Terra e da Lua – pois os mistérios da vida são os mistérios da magia.
A magia é o conhecimento e o poder que promanam da capacidade de uma pessoa transferir o seu talento a consciência para um estado inabitual, visionário, de cognição ou percepção inconsciente. Tradicionalmente, certos meios e métodos têm sido usados para causar essa transferência: dança. Canto, música, cores, aromas, percussão de tambores, jejum, vigílias, meditação, exercícios respiratórios, certos alimentos e bebidas naturais, e formas de hipnose. Ambientes espetaculares e místicos, como bosques, vales e montanhas sagradas, templos, também alterarão a consciência. Em quase todas as culturas alguma forma de transe visionário é usada para os rituais sagrados que abrem as portas para a Inteligência Superior ou para o trabalho mágico.
Desde os tempos neolíticos, a prática da Feitiçaria sempre gravitou em torno de rituais simbólicos que estimulam a imaginação e alteram a consciência. Rituais de caça, experiências visionárias e cerimônias de cura sempre tiveram lugar no fértil contexto dos símbolos e metáforas próprias de cada cultura. Hoje, as meditações e feitiços de uma Bruxa continuam essa prática. O trabalho de uma Bruxa é trabalho mental e utiliza poderosas metáforas, alegorias e imagens para revelar os poderes da mente. Os índios Huichol do México dizem-nos que a mente possui uma porta secreta a que chamam de Nierika. Para a maioria das pessoas, ela permanece fechada até o momento da morte. Mas as Bruxas sabem como abrir e transpor essa porta ainda em vida e trazer de volta, através dela, as visões de realidades não-ordinárias que propiciam finalidades e significado à vida.
As imagens e os símbolos da Feitiçaria possuem uma qualidade misteriosa e mágica porque tocam em algo mais profundo e mais misterioso em nós mesmos. Desencadeiam verdades perenes represadas no inconsciente, as quais, como sugeriu Carl Gustav Jung, o grande psicólogo e estudioso das religiões do mundo, fundem-se com as respostas instintivas do reino animal e podem abranger até a criação inteira. O conhecimento mais profundo, do outro lado da Nierika, é sempre o conhecimento do universo. Está sempre presente, ainda que, como a chama de uma vela À luz do sol, pareça invisível e incognoscível. Mas a magia transporta-nos para esses domínios profundos do poder e do luar, onde a chama de uma vela cintila constante. Pode fazer-nos transpor a Nierika e depois trazer-nos outra vez de volta.
Os conhecimentos profundos que provêm do inconsciente nem sempre podem ser expressos em palavras; requerem frequentemente a poesia, o canto, o ritual e a interpretação. Algures no centro as alma humana existe um senso de identidade que jamais pode ser transmitido somente por palavras de um ser humano para o outro. Cada um sabe haver em si muito mais do que pode ver ou expressar, tal como sabe haver no universo mais do que atualmente compreende. Na melhor das hipóteses, o individuo só pode fornecer alusões e lampejos do seu eu mais profundo através das coisas que gosta daquilo que teme, do modo como se desempenha, da forma como sorri. Guardado no centro de seu ser está o segredo do que ele é e do modo como se relaciona pessoalmente com o resto do universo e com a Divindade.
O conhecimento que uma Bruxa tem de si mesma, da natureza, de poder divino que transcende o próprio cosmo pode expressar-se melhor através do mito, símbolo, ritual, drama e cerimônia. Diz-nos Jung: “A estrutura da mente resulta da interação de energias arquetípicas que só podem ser conhecidas em imagens e símbolos, e que os sentidos captam em rituais e eventos luminosos.”.
E verificamos assim que, desde os tempos mais remotos, homens e mulheres virtuosos de todas as culturas criaram práticas ricas em símbolos e metáforas que a mente inconsciente reconhece e entende intuitivamente: tambores, gemas, penas, conchas, varas de condão, taças, caldeirões, ferramentas sagradas e vestimentas feitas de plantas sagradas, animais e matais repletos de poder. São essas as imagens que revelam os padrões de conhecimento que estão subjacentes no universo físico. São essas as imagens que nos conduzem ao poder secreto que se oculta no centro das coisas, incluindo os nossos próprios corações. Com esses ritos e imagens, nós Bruxas, podemos “puxar a Lua para baixo” e ficar constantemente em comunhão com os Deuses!



Amor e Luz Branca!


Ariadne













☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

quarta-feira

O ALFABETO DA BRUXA



O alfabeto Theban é um sistema de ESCRITA com origens desconhecidas. Foi publicado pela primeira vez em Polygraphia de Johannes Trithemius (Johann Heidenberg 1462-1516) em 1518, e foi atribuído a Honorius de Thebas. Já seu discípulo Heinrich Cornelius Agrippa (1486-1535) no livro “The Occulta Philosophia -1531” (A Filosofia Oculta) atribuiu o Alfabeto Theban a d’Abano de Pietro (1250-1316).
O Alfabeto Theban também é conhecido como alfabeto de Honorian ou RUNAS de Honorian, entretanto não há nenhuma evidência de que o alfabeto Theban tenha sido utilizado como runa. Devido ao amplo uso dos praticantes de BRUXARIA e Wiccanos, o alfabeto passou a também ser chamado de “Alfabeto das Bruxas”, e, é normalmente utilizado para substituir as letras latinas ao ESCREVER nos Livros das Sombras, servindo, dessa forma, como uma ESCRITA mágicka de difícil compreensão para leigos, o que cria um belo AR de mistério.
O alfabeto Theban não possui semelhança gráfica com praticamente nenhum outro alfabeto, e não foi encontrado em nenhum local ou publicação antes da de Trithemius. Em comparação ao Latim Arcaico, o Theban, possui uma relação “letra à letra”, perdendo algumas dessas correspondências somente com o Latim moderno, onde as letras J, U e W não possuem representação e são escritos com os mesmos caracteres para I, V e VV consecutivamente.
Ao que tudo indica o Theban não possui nenhuma pontuação além de um caractere que representa o fim de um texto, quase que equivalente a um ponto final. Nenhuma outra pontuação aparece nos textos de Trithemius ou nos de Agrippa e os posteriores a esses. Logo, ao ESCREVER com o alfabeto Theban podemos utilizar nossa pontuação latina ou inventar caracteres equivalentes. As correspondências com o Latim Arcaico e a falta de pontuações sugerem que tal alfabeto foi inspirado no Latim e no Hebraico.






CURIOSIDADES


Johannes Trithemius - Era um abade responsável pela biblioteca de seu convento e um grande estudioso de sua época. Ele foi expulso da abadia em razão de seu grande interesse pelo ocultismo e pela ciência, Johannes foi o mestre de Cornelius Agrippa e Paracelso (1493-1541).


Honorius de Thebas - é um personagem místico da idade média, dizem que ele teria escrito o livro ocultista “The Sworn Book of Honorius” (O Tratado de Honório), mesmo que o primeiro manuscrito desse livro só tenha sido escrito no ano de 1629 d.C. Um mistério ainda ronda a verdadeira identidade desse ocultista, que muitas vezes foi ligado aos papas Honório I e Honório III.


d Abano de Pietro – Conhecido também como Petrus de Apono ou Aponensis, era um médico, um filósofo, e um astrólogo italiano. Era um médico muito famoso e também um MAGO , tendo escrito um grimório chamado “Heptameron” (Não deve ser confundido com o Heptameron de Marguerite de Navarro). Foi por duas vezes perseguido pela inquisição sendo acusado de possuir pacto com o demônio devido ao seu avançado uso da medicina com técnicas de energia e utilização de especiarias árabes. Conseguiu sair da primeira tortura, mas não resistiu a segunda, morrendo e tendo seu corpo raptado por um amigo para que não fosse queimado em praça pública, já que após sua excomunhão os inquisidores ainda iriam queimar seu corpo como um alerta à população.







Karla




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terça-feira

A VASSOURA DA BRUXA


As Bruxas usam vassouras em magia e em rituais. É um instrumento sagrado tanto à Deusa como ao Deus. Isto não constitui novidade;no México pré-colombiano uma espécie de deidade bruxa,Tlazelteotl, era representada voando nua sobre uma vassoura. Os chineses cultuam uma deusa das vassouras que é invocada para trazer bom tempo em períodos de chuva.Além disso, provavelmente devido a seu formato fálico, a vassoura se tornou um instrumento poderoso contra pragas e praticantes de magia negra. Quando colocada no chão transversalmente à entrada da casa, a vassoura barra quaisquer encantamentos lançados contra a casa ou seus ocupantes. Uma vassoura sob o travesseiro traz sonhos agradáveis e protege a pessoa.
As Bruxas européias passaram a ser identificadas com as vassouras porque ambas eram associadas à magia pelo conhecimento popular e religioso. As Bruxas eram acusadas de voar em cabos de vassoura, e isso era considerado uma aliança com as "forças obscuras". Obviamente,o mito foi criado pelos perseguidores de Bruxas.Alguns Wiccanos afirmam que bruxas "voavam" em vassouras pulando no solo, do mesmo modo como crianças em cavalinhos de pau, para promover a fertilidade dos campos. Acredita-se, ainda, que as lendas de bruxas voando em vassouras eram uma explicação pouco sofisticada para a projeção astral.
Ainda hoje a vassoura é utilizada na Wicca. Um Wiccano pode iniciar um ritual varrendo levemente a área (dentro ou fora de casa)com sua vassoura mágica.Este ato de varrer é mais do que uma limpeza física. Na verdade, os
pêlos da vassoura nem precisam tocar o chão. Enquanto varre, o Wiccano pode visualizar a vassoura eliminando os excessos astrais que surgem onde humanos vivem. Isto purifica a área, permitindo assim melhores trabalhos rituais.Sendo a vassoura um purificador, ela é associada ao elemento da
Água. Assim, é também utilizada em todos os tipos de encantamentos com água, inclusive os de amor e de trabalhos psíquicos.
Muitas Bruxas colecionam vassouras, e sem dúvida sua infindável variedade e os materiais exóticos utilizados em sua confecção tornam este um hobby interessante. Se desejar fazer sua própria vassoura mágica, pode tentar a velha fórmula de utilizar um cabo de freixo, galhos de bétula amarrados
com ramos de salgueiro. O freixo é protetivo, a bétula purificante e
o salgueiro é sagrado à Deusa.
Seu cabo representa o Deus, e seus pelos, a Deusa. Ela é utilizada antes de rituais, onde a bruxa varre todo o local, sem tocar a vassoura no chão, "limpando" apenas as energias negativas do local. Esta é uma velha conhecida e amiga das Bruxas.
Toda Bruxa que se preza tem uma Vassoura. Ela representa a União das Energias Universais.
Os pelos e o cabo representam, respectivamente, os órgãos sexuais feminino e masculino.
Havia um ritual muito antigo em que as Bruxas saíam "cavalgando" as vassouras pelos campos e dando grandes pulos, para que as plantas crescessem da altura de seus saltos.Talvez daí tenha vindo a crença de que podiam voar, também havia certos ungüentos e plantas alucinógenas que provocavam a Viagem Astral, o que poderia dar a impressão de estar voando pelo Ar. E se as Bruxas tivessem algum modo de anular a gravidade? Talvez nós consigamos resgatar esse conhecimento algum dia, mas não tente comprovar essa teoria, especialmente se você mora em apartamento. A Vassoura pode ser decorada com Símbolos Sagrados e ter a sua Assinatura Mágica. Antes do ritual, ela é usada para varrer o local onde ele será realizado, representando a limpeza espiritual de toda Energia Negativa.
Esse varrer é mais do que uma limpeza física, na verdade não precisa nem encostar os pelos da vassoura no chão. O wiccano pode apenas visualizar os excessos astrais que surgem onde as pessoas vivem. Ela também serve de ponte entre o espaço do círculo e o mundo exterior, isto é, ela pode ser colocada deitada num ponto, e, se alguém precisar sair, pode fazê-lo pulando a Vassoura sem quebrar o círculo, e procedendo da mesma forma ao voltar.
É bom saber que crianças e animais podem entrar e sair do círculo sem quebrá-lo. Em algumas tradições, a Sacerdotisa cavalga a vassoura ao redor do Caldeirão. Isso pode ser muito engraçado, mas os Deuses da Wicca têm muito bom humor e não fulminam ninguém que dê algumas risadas durante o ritual. Em algumas cerimônias de Casamento, os noivos pulam a vassoura como símbolo de sorte e felicidade (em casamentos de escravos na América como também nas núpcias ciganas).
Na Bruxaria Italiana, chamada Stregeria, Bruxas não voam em Vassouras, e sim, em bodes pretos. A vassoura já era sagrada desde a antiguidade, no México pré-colombiano uma espécie de deidade-bruxa, Tlazelteolt era representada nua voando em uma vassoura.






Nuit
















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quarta-feira

A COZINHA DA BRUXA


Quem disse que cozinha não é lugar de bruxa.É sim! O ato de preparar alimentos funciona como uma verdadeira alquimia.
Os ingredientes utilizados são os mesmos encontrados em qualquer casa: arroz, feijão, condimentos, ervas aromáticas.
A diferença está nos detalhes e no objetivo que se deseja alcançar, ou seja, na magia da mente e dos atos.
Cozinhar em panela de barro atrai abundância financeira e saúde, a de vidro é apropriada para conquistas amorosas e a de ferro favorece os pedidos em geral e qualquer tipo de bruxaria. Nunca use colheres de alumínio, pois pode quebrar o feitiço. O importante é mentalizar o que desejamos enquanto preparamos os alimentos.
E as asas de morcego, rabo de escorpião e patas de urubu? As bruxas não queriam que os conhecimentos da Arte caíssem em mãos erradas por isso colocaram coisas tenebrosas para que as pessoas tivessem nojo ou medo e não usassem esse conhecimento para o mal.

DICIONÁRIO DE COZINHA DA BRUXA:

• Asa de Morcego: Pimenta do reino
• Coração de Boi: Tomate
• Barriga de Sapo: Pepino
· Sangue de Moça Virgem: Vinho tinto
•Rabo de Escorpião: Salsa ou coentro
•Moscas Mortas: Uvas passas
•Olho de Sapo: Azeitona
•Terra de Túmulo: Chocolate
•Elfos Negros: Chá preto
•Ossos Moídos: Farinha de trigo
•Beijo da Sereia: Sal
•Pernas de Aranha: Alecrim
•Penas de Fênix: Louro
•Saliva de Dragão: Vinagre
•Pêlos de Unicórnio: Açúcar
•Lágrimas de Moça: Cebola


O ARMÁRIO DE COZINHA DA BRUXA:

O armário de cozinha guarda uma quantidade surpreendente de ingredientes mágicos, muito temperos e ervas aromáticas que usamos para cozinhar tem associações mágicas. Aqui você encontra alguns temperos e ervas mais comuns e suas associações mágicas:

• Alecrim: Cura, amor.
• Alho: Proteção, purificação.
• Canela: Prosperidade, felicidade no ambiente doméstico.
• Casca de Limão: Diminui a negatividade, cura.
• Cebolinha: Proteção, absorção de más vibrações.
• Cravo-da-Índia: Proteção, para acabar com as fofocas.
• Endro: Segurança.
• Hortelã: Calmante, harmonizador e ajuda a dissolver a raiva.
• Louro: Fortuna, fartura e sorte.
• Manjericão: Dinheiro, sorte.
• Orégano: Traz a beleza e aumenta o poder de sedução.
• Pimenta-malagueta: Poder, sucesso.
• Salsinha: Purificação, proteção.
• Sálvia: Sabedoria.
• Tomilho: Melhora a saúde e aumenta a coragem.






Karla












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segunda-feira

SOU UMA BRUXA PORQUE


Sempre que abro os olhos, ao despertar, me emociono por mais um dia para viver, livre e comprometida com as coisas e as causas da Grande Mãe. Neste momento, procuro refletir a respeito dos tantos dias que nos foram tirados, por inveja, injúria e cobiça, e peço luzes e força a Deusa Mãe para o dia de hoje.

Sou uma bruxa porque, ao abrir as janelas e respirar o ar da manhã, agradeço à Deusa pelo dom da vida e celebro o Pai ar pela sua presença em mim.

Sou uma bruxa porque, ao me alimentar, celebro aquele bendito alimento e bendigo todos aqueles que contribuíram com seu trabalho para que o mesmo chegasse à minha mesa.

Sou uma bruxa porque, sempre de alguma forma renasce o amor em mim, e minha alma agradecida transmite luz.

Sou uma bruxa porque sempre me envolvo e me comprometo a serviço da justiça e da paz no mundo.

Sou uma bruxa porque estou sempre insistindo em abrir as portas do meu coração, para transmitir os ensinamentos dos antigos e facilitar o despertar da grande arte nos corações dos que me cercam.

Sou uma bruxa porque estou sempre acendendo um fósforo sem maldizer a escuridão.

Sou uma bruxa porque busco a verdade sem jamais me conformar com a mentira e o subterfúgio.

Sou uma bruxa porque sempre renuncio ao egoísmo e procuro ser generosa.

Sou uma bruxa quando sorrio para alguém, mesmo estando muito cansada, pois conheço o valor do sorriso.

Sou uma bruxa quando preparo um chá que vai curar, ou pelo menos amenizar a enxaqueca daquela vizinha chata.

Sou uma bruxa quando tomo um animal em meu colo para lhe amenizar a dor. Quando planto e colho uma erva e agradeço a Gaia por tamanha dádiva.

Sou uma bruxa quando persigo a luz de uma estrela com o olhar e o coração nas trevas que nos circundam. Quando levo a fé nos Deuses por entre linhas, apenas com minhas ações.

Sou uma bruxa quando, em rijo, sinto o rio do sangue da vida que escoa nas minhas entranhas. Quando sou fogo que estimula o coito, e água que transforma e modifica cursos.

Sou uma bruxa porque me aconchego no seio sagrado da terra, voltando ao colo sagrado. Quando abro o círculo invocando os ventos do norte, buscando no canal dos antigos o néctar do renascer.

Sou uma bruxa porque quando falo em liberdade me sinto águia. Quando falo de sabedoria me sinto coruja, e quando falo do belo me sinto arara.

Sou uma bruxa porque estou sempre atenta ao perfume, que não posso derramar no próximo sem que também me atinja, e a lei tríplice se faz em mim.

Sou uma bruxa quando vivencio o sabor do pão partilhado. Quando procuro pedir perdão e recomeçar.

Sou uma bruxa quando me recolho ao silêncio perante um julgamento preconceituoso ou injusto a meu respeito, e entrego ao tempo, o único pólo óptico da verdade imutável.

Sou bruxa quando desenvolvo em meu ser a humildade de viver e morrer como o grão de trigo, para depois frutificar searas de luz, de tenacidade e de esplendor.

Sou uma bruxa porque estou sempre ressurgindo das cinzas como Fênix. E assim, retomo a minha vivência concreta, cujo itinerário principal é a minha Deusa interior, forte, guerreira, translúcida, serena e amorosa a despertar em mim.

Por tudo isso sou uma bruxa!

Olá! Você estã Nas Mãos da Lua!

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