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quinta-feira

O SAGRADO VERSUS O PROFANO



Mais uma postagem para refletir:

O Sagrado versus o Profano 

por Rosa Leonor
 

O Arquétipo da Deusa Mãe ressurge pela premência do Princípio Feminino na Terra, devastada pelo poder patriarcal, poder de dominação do mais fraco pela força e exploração da mulher em todo o mundo.

A Deusa-Mãe ressurge da emergência de união dos dois Princípios para restabelecer o equilíbrio do Planeta como organismo Vivo e Inteligente.

Muitas vezes quando me expresso acerca da dimensão do Sagrado e do Feminino Sagrado fico a pensar na legítima confusão que surge na comparação do termo com a idéia que temos de sagrado associando-o à religião. E desse modo, sem reflexão, esta expressão é rejeitada ou negada quer por religiosos, quer por ateus… Ora, o que eu quero justamente salientar aqui é que a dimensão do sagrado para mim e na minha perspectiva está muito mais perto do que as religiões patriarcais consideraram Profano e Pagão do que do religioso como ritual, dogma e preconceito milenar contra a Natureza, as mulheres e o instintivo…

O Profano, afinal, não é senão a Porta que antecede o Sagrado, sendo essa Porta a Mulher Essencial, a mulher das profundezas, a mulher consciente do seu poder inato, realizada na sua interioridade; não a mulher comum dominada pelo arquétipo do Deus Pai… dividida em duas, fragmentada na sua essência, mas a Mulher igual à Deusa, consciente de si mesma como um ser inteiro, unidas as duas mulheres que foram obrigadas a se digladiarem entre si, atemorizadas perante perseguições, em negação de si próprias e em luta pelo filho e pelo pai, coagidas pelas religiões patriarcais…

Urge pois e nesta prespectiva, voltar à Dimensão do Sagrado, voltar a enaltecer os valores da Terra Mãe e por isso da Mulher Pagã também, a mulher que encarnando na sua totalidade as forças da Natureza, fiel aos seus ciclos e senhora da vida e dando à Luz, também pode por consequência, iluminar o homem. Porque foi esse poder de iluminar e transcendência, próprio do ser mulher, essa evidência que é a magia e o mistério da mulher, que o poder patriarcal deitou por terra subjugando e destruindo a mulher e com isso foi destruindo paulatinamente a própria Terra-Natureza-Mãe…

A Mulher é deste modo, o Portal do Sagrado e encarna por isso o Profano que é negado pelos patriarcas enquanto iniciadora do fogo instintivo e libertador… Por essa razão ela foi destronada da sua magnificência de mulher e deusa iniciadora, condenada a subespécie, uma espécie de pecadora inveterada. Foi dividida em dois estereótipos opostos na sua expressão de virgem imaculada e prostituta através do “cristianismo” adulterado pelos padres do deserto.

O facto de os católicos terem destituído de valor transcendente e significado profundo a Mulher e a Terra-Mãe, para enaltecer exclusivamente os valores do Pai e do Céu, os valores ditos “espirituais”, negando assim toda a Natureza, o corpo da mulher e o sexo, destruíram os alicerces da manifestação divina na Terra. Ao negar a mulher, considerando-a um ser inferior e baixo, e castrando os homens numa suposta ascese, sem considerar a sexualidade como motor de evolução espiritual, anulando o verdadeiro casamento entre o que está em cima e o que está em baixo, respectivamente o homem e a mulher na sua relação alquímica, ambos como representantes dos dois pólos complementares, impediu assim a consumação da Grande Obra do Criador…

Sendo a mulher a representante e mediadora das forças cósmica ou telúricas, ela é essencial, tal como o Princípio Feminino, para o homem realizar a Grande OBRA na união sagrada do pólo masculino céu, que ele representa, ao pólo feminino terra, que a mulher é expressão… profana (portal) sagrada (altar) …

Qualquer ser humano que tenha um mínimo de lucidez e sensibilidade poderá perceberá que a Terra-Mãe-Natureza na sua expressão luxuriante e no expoente máximo do seu esplendor, no seu ciclo infinito de nascer morrer e renascer eternos, não pode ser senão SAGRADA e como tal vivida... E disso as religiões e os rituais estão muito longe…

Portanto, para mim, o Sagrado, independentemente da idéia que se possa ter de Deus/a ou da transcendência, e de uma linguagem considerada mística, não é senão o valor da própria manifestação do poder da Vida na Terra e da existência humana. Porque essa manifestação na sua infinita grandeza não pode ser abarcada pela mente racional, por mais instruída que esta seja, e por isso não há nem religião porque dogma, filosofia ou ciência que o revele, se ele não se revelar dentro de cada ser, principalmente através da Mulher e da Deusa da qual todos nascemos…



Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!

Karla  


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

UM POUCO SOBRE A DEUSA



Deusa mãe

Uma deusa mãe (ou deusa-mãe) é uma deusa, amiúde representada como a Mãe Terra; é representada como deidade de fertilidade geralmente sendo a generosa personificação da Terra. Como tal, nem todas as deusas podem considerar-se manifestações da deusa mãe.

O termo Deusa mãe refere-se a um mito universal de divindade feminina relacionada à Natureza, aos ciclos, à fertilidade, e às estatuetas femininas tão distantes quanto as Vênus da Pré-história ou mais próximas como Nossa Senhora. O culto à Deusa mãe foi observado inicialmente na Pré-história (Paleolítico e Neolítico), aonde foram encontradas estatuetas de culto, estendendo-se ao reino da Frígia, aonde ficou mais conhecida como Cibele, e daí à civilizações grega, romana, egípcia e babilônia aonde consolidou-se um enorme panteão de deusas. A existência do culto em várias culturas não-frígias evidência no entanto que Cibele é tão-somente a manifestação local desta divindade, a qual era identificada, entre os gregos, à deusa Réia.

Estudos apontam que a ascensão do patriarcado, iniciada com os hebreus, na religião fez com que a tradição de adoração à deusa se tornasse ameaçadora à consolidação do poder pelos homens, como no culto de Maria (mãe de Jesus), cuja intensa adoração instaura uma competição com a própria idéia de Deus e de Jesus, como reclamaram os protestantes na Reforma.

Esta deusa é representada nas tradições ocidentais de muitas formas, das imagens talhadas em pedra de Cibele a Dione, deusa invocada em Dodona, junto com Zeus, até finais da época clássica. Entre os hinos homéricos (séculos VII-VI a.C.) há uma dedicação à deusa mãe chamado «Hino a Gea, Mãe de Todo». Os sumérios escreveram muitos poemas eróticos sobre a deusa mãe Ninhursaga.

Controvérsia

As deidades que se encaixam na moderna concepção de deusas mães tem sido claramente adoradas em muitas sociedades até a atualidade. James Frazer (autor de A rama dourada) e aqueles a quem influenciou (como Robert Graves e Marija Gimbutas) avançaram a teoria de que todo o culto na Europa e Egeu que incluiu qualquer tipo de deusa mãe tinha origem nos matriarcados neolíticos pré-indoeuropeus, e que as diferentes deusas de localidades distintas eram equivalentes.

Ainda que esta idéia tenha tido boa aceitação como categoria útil para a mitografia, a idéia de que na antiguidade se cria que todas estas deusas eram intercambiáveis não tem sido continuada pelos investigadores modernos, notavelmente por Peter Ucko.

A Bíblia e a Deusa

A arqueologia pré-histórica, como por exemplo no sítio de Çatalhüyük, e a mitologia pagã registram esta origem do culto à Deusa mãe e do ocre vermelho. As mais recentes descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos (300.000 a.C.) e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida. Na mitologia grega, a chamada mãe de todos os deuses, a deusa Réia (ou Cibele, entre os romanos), exprime este culto na própria etimologia: réia significa terra ou fluxo. O académico Joseph Campbell argumenta que Adão (do hebraico אדם relacionado tanto a adamá ou solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom ou vermelho, e dam, sangue) foi criado a partir do barro vermelho ou argila. A identidade da religião com a Mãe terra, a fertilidade, a origem da vida e da manutenção da mesma com a mulher, seria, segundo Campbell, retratada também na Bíblia: ...a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal.

Exemplos de deusas mães

Não há disputas sobre fato de muitas culturas antigas adorarem deidades femininas como parte de seus panteões que encaixam com a concepção moderna de «deusa mãe». As seguintes são exemplos:


Deusas sumérias, mesopotâmicas e gregas

Tiamat na mitologia suméria, Ishtar (Inanna) e Ninsuna na caldeia, Asherah em Canaã, Astarté na Síria e Afrodite na Grécia, por exemplo.


Deusas celtas

A deusa irlandesa Anann, às vezes conhecida como Dana, tem um impacto como deusa mãe, a julgar pelo Dá Chích Anann cerca de Killarney (Condado de Kerry). A literatura irlandesa nomeia a última e mais favorecida geração de deuses como ‘o povo de Danu’ (Tuatha de Dannan), Ceridween.


Deusas nórdicas

Entre os povos germânicos provavelmente foi adorada uma deusa na religião da Idade de Bronze Nórdica, chamada por Jörð que mais tarde foi conhecida como Nerthus na mitologia germânica, e que possivelmente seu o culto persistiu no culto a Freya da mitologia nórdica. Sua equivalente na Escandinávia era a deusa aclamada por "natureza" Jörð e o deus dos mares e da fertilidade Njörðr. Jord possui diversos aspectos parecidos com as outras Deusas, como por exemplo seu nome no Islandês que é Gyðia e quer dizer "Deusa".


Deusas gregas

Nas culturas do Egeu, Anatólia e no antigo Oriente Próximo, uma deusa mãe foi venerada com as formas de Cibeles (adorada em Roma como Magna Mater, a ‘Grande Mãe’), de Gea e de Rea.

As deusas olímpicas da Grecia clássica tinham muitos personagens com atributos de deusa mãe, incluindo Hera e Deméter. A deusa minoica representada em achados arqueológicos como selos ou outros restos, a quem os gregos chamavam Potnia Theron, ‘Senhora das Betas’, muitos de cujos atributos foram logo absorvidos também por Artemisa, parece haver sido un tipo de deusa mãe, pois em algumas representações amamenta os animais que carrega. A arcaica deusa local adorada em Éfeso, cuja estátua de culto era adornada com colares e fajas dos que colocavam protuberâncias redondas, mais tarde identificada pelos gregos como Artemisa, foi provavelmente também uma deusa mãe.

A festa de Anna Perenna dos gregos e romanos no Ano Novo, sobre o 15 de março, cerca do equinócio do inverno, pode haver sido una festa da deusa mãe. Dado que o Sol era considerado fonte de vida e alimento, esta festa também se assemelhavam com a deusa mãe.


Deusas romanas

A equivalente de Afrodite na mitologia romana, Vênus, foi finalmente adotada como figura de deusa mãe. Era considerada a mãe do povo romano, por ser a de seu ancestral, Eneas, e antepassado de todos os subsequentes governantes romanos. Na época de Júlio César se apodava Vênus Genetrix (‘mãe Venus’).

Magna Dea é a expressão latina para ‘Grande Deusa’, e pode aludir a qualquer deusa principal adorada durante a República ou Império romanos. O título Magna Dea podia aplicar-se a uma deusa a origem de um panteão, como Juno ou Minerva, ou a uma deusa adorada monoteisticamente.


Deusas mães túrquicas siberianas

Umai, também conhecida como Ymai o Mai, é a deusa mãe dos turcos siberianos. Se representa com sessenta tranças douradas, que parecem raios de sol. Se crêem que uma vez foi idêntica a Ot dos mongóis.

Conceitos de deusas mãe no hinduísmo

No contexto hinduista, o culto a a deusa mãe pode seguir se até as origens da cultura védica, e talvez mais além. O Rig Veda chama o poder divino feminino Mahimata, um termo que significa literalmente ‘mãe terra’. Em alguns lugares, a literatura védica alude a ela como Viraj, a mãe universal, como Aditi, a mãe dos deuses, e como Ambhrini, a nascida do Oceano Primordial. Durga representa o poder e a natureza protetora da maternidade. Uma encarnação de Durga é Kali, que nasceu de sua frente durante a guerra (como meio para derrotar o inimigo de Durga, Mahishasura). Durga e suas encarnações são especialmente adoradas em Bengala.

Actualmente, Devi é considerada em múltiplas formas, todas representando a força criativa do mundo, como Maya e prakriti, a força que galvaniza a raíz divina da existência em autoproteção como o cosmos. Não é, pois, meramente a terra, inclusive apesar de esta perspectiva seja coberta por Párvati (a encarnação previa de Durga). Todas as diversas entidades femininas hinduístas são consideradas como muitas facetas da mesma divinidade feminina.

Conceito de Deusa Mãe no Paganismo

As religiões pagãs são, no ocidente, aquelas que mais focalizam os cultos em uma Deusa Mãe.

Na religião Wicca acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Essa força superior é adorada sob a forma de duas divindades básicas: a Grande mãe e o Grande Pai. Esse Casal Divino representa todos os demais deuses das diversas mitologias adotadas pelos wiccanos. Como algumas tradições wiccanas seguem uma infinidade de Deusas e Deuses, a crença pagã é que todas essas deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da Grande Deusa e do Grande Deus. Daí o ditado da Wicca que diz que "Todas as deusas são uma Deusa e todos os deuses são um Deus. A Deusa Mãe é a geratriz de Todo o Universo e de tudo o que ele contém, daí a frase: Tudo vem da Deusa e tudo para ela retorna.

Uma consequência do culto à Deusa Mãe na Wicca é a super-valorização da natureza, justificada pela sua ligação à Terra, na forma de Gaia. Além da Terra, outro símbolo muito importante da Deusa é a Lua, onde se manifesta de três maneiras, na forma de Deusa Tríplice, sendo a Lua Cheia associada ao seu aspecto de Deusa Mãe.

Uma questão que muitas vezes se levanta na Wicca é se A Deusa é mais importante do que O Deus. O que se pode dizer é que é uma discussão inócua. A Deusa e O Deus são de igual importância na Wicca. As duas divindades básicas da Wicca são complementares. Não há hierarquia entre elas. 







☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

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