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Gente Encantada

Que os Deuses te guardem na palma de suas mãos.Abençoadas/os sejam!
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sábado

BRUXAS/OS ESTUDAM O QUÊ MESMO HEIN?




Olá gente encantada! Tudo bem? O seu sábado está bacana? Tomará  que sim. Já passou pela sua cabeça o que uma Bruxa deve saber ou estudar para ser Bruxa? Você acha que é pouca ou muita coisa? Primeiro, você tem que amar a Deusa e o Deus e depois, mas não tão depois assim você deve estudar MUITO uma série de coisas super importantes que estão ligadas a sabedoria ancestral. Coisas que não são nada significativas no nosso mundo pós-moderno capitalista. Curiosas/os para saber quais são? Bem..
Uma Bruxa estuda: 
Astrologia, as artes divinatórias como o Tarô, as runas, a cafeomancia, a numerologia. Estuda também a aromaterapia, os cristais, os feitiços e simpatias, as velas, os ritos, os sabás, os tipos de Magia, a mitologia, a psicologia, a Natureza, a Lua, o tempo, o vento, os elementos, as direções, o Reiki, os incensos, a cabala, herbologia, horticultura, as diversas religiões, história geral (para entender a Inquisição), a alquimia, as terapias alternativa, Mantras, Mandalas, as receitas mágicas, os grandes Bruxas/os como Starhawk, Andrew Chumbley, Gardner, Sanders e etc,a  poesia ( os feitiços em geral são em rimas), os animais ( para encontrar o seu animal de poder entre outras coisas), artesanato (muitas Bruxas vivem das artes: eu, por exemplo, tenho uma amiga que faz Deuses e Deusas), as fadas, os duendes, os dragões, a ecologia, a reciclagem porque afinal de contas,  todos os caminhos são necessários para que ela desenvolva seus dons naturais e também sobrenaturais. Além disso toda Bruxa tem uma boa biblioteca com livros dos mais variados assuntos.A Bruxa estuda a teoria e a prática de quase tudo. Tudo nos interessa e acrescenta conhecimentos que se juntam  para formar o nosso poder mágico.O melhor caminho da Bruxaria, meus lindos e minhas lindas, ainda é o estudo constante. Sempre temos algo a aprender. Precisamos apreciar todos os ensinamentos para que possamos nos conhecer e conhecer o outro.
Portanto, se você que conhecer o caminho mágico, comece a ler, a comprar livros, a passear pela internet. Sabe aquele ditado: cobra que não anda, não engole sapo? Pois é, Magia é aprendizagem. Ser Bruxa também é.


Bençãos de Luz!

Ariadne







☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

segunda-feira

RECICLAR É COISA DE BRUXO


Olá gente encantada!Como vocês estão?Adoro esse tempo frio.Todo mundo fica tão bonito de casaco.Só eu mesma para dizer isso.Bem, aqui o negócio é Bruxaria.Achei esse texto e quero dividir com vocês porque ser ecologicamente correto não custa nada e a nossa Mãe agradece.





RECICLAR É COISA DE BRUXO

Ser ecológico, é de costume do(a) Bruxo(a) desde sempre, pois não gostamos de agredir a Grande Mãe, mesmo em pequenas coisas.Fazer a coisa certa é, reciclar, mas até antes disto é saber comprar desde comida, porque as embalagens agridem o meio ambiente, até roupas e eletrônicos.

Faça sua parte se policiando na hora das compras. Fique atento(a) para tomar a melhor decisão na hora de consumir seus produtos.

ESCOLHA PRODUTOS, com embalagens recicláveis, no caso papel, alumino e plásticos. Procure comprar o que puder em grande quantidade, pois você vai economizar na quantidade de embalagens.

CONSUMA PRODUTOS, que já possuem suas embalagens recicladas, pois temos que estimular os fabricantes a usar este processo.

Em sua casa, tenha latas de lixo de cores diferentes, e separe seu lixo, isto não é moda, é necessidade de um mundo mais habitável.

Veja exemplos de escolha na hora da compra em mercado:

AZEITE: prefira a embalagem de lata, pois é mais fácil o processo de reciclagem, diferente do plástico que nem se decompõe no meio ambiente.

MOLHO DE TOMATE: para este vale tanto a lata quanto o vidro e papelão, todos podem ser reciclados diversas vezes.

LEITE: neste caso, o plástico pode ser reciclado, ainda que usado para outro fim. Mas a embalagem Tetra Park (caixinha) se transforma em produto de menos valor.

SACOLA DE COMPRAS: sacolinhas de plástico deveriam ser um crime, porque são!
Não utilize as sacolas de mercado, pois não têm serventia no ramo de reciclagem e é um dos produtos que mais demoram na natureza, para se decompor.
Leve sua sacola, além do mais, é prático você chegar das compras e guardar os produtos, você não precisa tirar de várias sacolinhas e sim de uma só.
E isso vale para compras em shopping, quando você comprar um produto, não aceite aquelas embalagens que vem dentro de outra e mais a sacola. Isso é para enganar os olhos na hora da compra, porque chegando em casa você abre duas horas de embalagem e joga fora.

Enfim, é só ser sensato(a)!

Retirado do site: Magia Zen. Visite-o! 


Bençãos de Luz!


Ariadne




☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

quarta-feira

OS ENCANTOS DE CIRCE



Boa noite Irmãs e Irmãos! Eu sou grande admiradora de Rosane Volpato. Seus textos maravilhosos e esclarecedores possuem uma dimensão que nos faz parar, sentar e pensar. Toda vez que a leio, quero dividir com vocês. Pois, estou dividindo um agora. Espero que vocês viajem com ela, como eu sempre viajo.

OS ENCANTOS DE CIRCE

Circe, figura legendária da mitologia grega, é retratada como filha de Hélio, deus-sol e da ninfa Pérsia. Por ter envenenado seu marido, o rei dos sármatas, que habitava o Cáucaso, foi obrigada a exilar-se na ilha de Eana, localizada no litoral oeste da Itália.
O nome da ilha"Eana", se traduz como "prantear" e dela emanava uma luz tênue e fúnebre. Esta luz, identificava Circe, como a "Deusa da Morte". Era também associada aos vôos mortais dos falcões, pois assim como estes, ela circundava suas vítimas para depois enfeitiçá-las.
O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma.
Antigos escritores gregos citavam-na como "Circe das Madeixas Trançadas", pois podia manipular as forças da criação e destruição através de nós e tranças em seus cabelos. Como o círculo, ela era também a tecelã dos destinos.
Circe era considerada a Deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos, sonhos precognitivos, maldições, vinganças, magia negra, bruxaria, caldeirões.




CIRCE E ULISSES

No decurso das suas perambulações, o herói Ulisses (personagem épico da "Odisséia, de Homero") e sua tripulação desesperada, desembarcam na praia da ilha de Eana, onde vivia Circe, a filha do Sol.
Ao desembarcar, Ulisses subiu a um morro e, olhando em torno não viu sinais de habitação, a não ser um ponto no centro da ilha, onde avistou um palácio rodeado de árvores.
Ulisses envia à terra 23 homens, chefiados por Eurícolo, para verificar com que hospitalidade poderiam contar. Ao se aproximarem do palácio, os gregos viram-se rodeados de leões, tigres e lobos, não ferozes mas domados pela arte de Circe, que era uma poderosa feiticeira. Todos esses animais tinham sido homens e haviam sido transformados em feras pelos seus encantamentos.
Do lado de dentro do palácio vinham os sons de uma música suave e de uma bela voz de mulher que cantava. Euríloco, chamou-a em voz alta, e a Deusa apareceu e convidou os recém-chegados a entrar, o que fizeram, de boa vontade, exceto Euríloco, que desconfiou do perigo. A Deusa fez seus convivas se assentarem e serviu-lhes vinho e iguarias. Quando haviam se divertido à farta, ela lhes tocou com uma varinha de condão e eles imediatamente se transformaram em porcos, com "a cabeça, o corpo, a voz e as cerdas" de porco, embora conservando a inteligência de homem.
Euríloco apressou-se em voltar ao navio e contar o que vira. Ulisses, então, resolveu ir ele próprio tentar a libertação dos companheiros. Enquanto se encaminhava para o palácio, encontrou-se com um jovem que a ele se dirigiu familiarmente, mostrando estar a par de suas aventuras. Revelou que era Mercúrio e informou Ulisses acerta das artes de Circe e do perigo de aproximar-se dela. Como Ulisses não desistiu de seu intento, Mercúrio deu-lhe um broto de uma planta chamada "Moli", dotada de enorme poder para resistir às bruxarias, e ensinou-lhe o que deveria fazer.
Ulisses prosseguiu seu caminho e, chegando ao palácio, foi cortesmente recebido por Circe, que o obsequiou como fizera com seus companheiros, e, depois que ele havia comido e bebido, tocou-lhe com sua varinha de condão, dizendo:


-"Ei! procura teu chiqueiro e vai espojar com teus amigos".

Em vez de obedecer, porém, Ulisses desembainhou a espada e investiu furioso contra a Deusa, que caiu de joelhos, implorando clemência.
Ulisses ditou-lhe uma fórmula de juramento solene de que libertaria seus companheiros e não cometeria novas atrocidades contra eles ou contra o próprio Ulisses. Circe repetiu o juramento, prometendo, ao mesmo tempo, deixar que todos partissem são e salvos, depois de os haver entretido hospitaleiramente.
Cumpriu a palavra. Os homens readquiriram suas formas, o resto da tripulação foi chamado da praia e todos magnificamente tratados durante tantos dias, que Ulisses pareceu haver-se esquecido da pátria e ter-se resignado àquela inglória vida de ócio e prazer.
Afinal seus companheiros apelaram para os seus sentimentos mais nobres, e ele recebeu de boa vontade a censura. Circe ajudou nos preparativos para a partida e ensinou aos marinheiros o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com seu canto todos quantos as ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar onde encontravam a morte.
Circe aconselhou Ulisses a cobrir com cera os ouvidos dos seus marinheiros, de modo que eles não pudesses ouvir o canto, e a amarrar-se a si mesmo no mastro dando instruções a seus homens para não libertá-lo, fosse o que fosse que ele dissesse ou fizesse, até terem passado pela Ilha das Sereias.
No poema "Endimião", do poeta Keats, podemos ter uma idéia do que se passava no pensamento dos homens que eram transformados em animais pela feiticeira Circe. Esses versos abaixo teriam sido ditos por um monarca que tinha sido transformado em elefante pela Deusa:

"Não lamento a coroa que perdi,
A falange que outrora comandei
E a esposa, ou viúva, que deixei.
Não lamento, saudoso, minha vida.
Filhos e filhas, na mansão querida,
Tudo isso esqueci, as alegrias
Terrenas olvidei dos velhos dias.
Outro desejo vem, muito mais forte.
Só aspiro, só peço a própria morte.
Livrai-me desse corpo abominável.
Libertai-me da vida miserável.
Piedade Circe! Morrer e tão-somente!
Sede, deusa gentil, sede clemente!



A IMAGEM QUE O HOMEM FAZ DA MULHER



Metaforicamente, a história de Circe e Ulisses, revela a proporção da influência dos encantos femininos sobre os homens. Mostra que quando a mulher se determina a usar todo o seu potencial sexual, enlouquece a cabeça de um homem e ele, inconscientemente se transforma em um animal revelado de acordo com a sua natureza. Portanto, os homens movidos tão somente por fortes desejos sexuais, nunca estarão livres de serem explorados por mulheres que buscam satisfações financeiras e que usarão de subterfúgios e encantamentos para alcançarem seus intentos.
Este lado "feiticeira-prostituta" de todas as mulheres, foi que levou o regime patriarcal romano à caçá-las como bruxas. Este ponto de vista "chauvinista", encontra-se delineado em textos antigos da Bíblia, onde há a afirmação de que os homens são vítimas inocentes da influência maldosa e perniciosa feminina.
Hoje em dia, a imagem que o homem faz da mulher, ainda permanece com essa projeção, embora nem sempre com a mesma grandiosidade e reverência característica da arte clássica. Filmes pornográficos e páginas centrais de revistas populares revelam a imagem interior que os homens fazem das mulheres. E nós, as mulheres brasileiras,infelizmente, somos consideradas perante o mundo inteiro como mulheres lindas, feiticeiras, mas totalmente prostituídas. Digo isso, porque minha própria filha, que mora e estuda na Europa, já sofreu muito esse tipo de preconceito.
E, todo problema consiste em razão do homem no estágio cultural atual jamais avançou além da significação maternal da mulher e essa é a razão para que ele classifique somente dois tipos de mulheres: sua mãe e as prostitutas. Conseqüentemente, a prostituição é um dos principais subprodutos do casamento civilizado.
É muito comum observarmos um homem falar da mudança no relacionamento pessoal que ele experimentou com sua mulher a partir do nascimento dos filhos. A imagem que ele tinha do feminino, que anteriormente o excitava para o ato de amor, agora regride ao modelo maternal estático. Ele se sente preso, muitas vezes sem vitalidade ou senso de criatividade.
As taxas crescentes de divórcio no mundo ocidental, refletem o caminho que alguns homens tomaram para escapar da dominação da esposa-mãe.
Em nosso mundo moderno, a imagem da Deusa-feiticeira Circe está enterrada sob os valores religiosos do patriarcado. Entretanto, ela ainda vive, e pode ser redescoberta como a companheira-da-alma por qualquer homem que possua desejo e a coragem de sacrificar os papéis masculinos estereotipados e valores coletivos antiquados. Estas são as ofertas que a mulher-feiticeira sagrada presenteia o homem no seu templo de amor; lá ela o aguarda, pronta para iniciá-lo no significado de sua vida e despertar sua consciência para uma nova sabedoria.



A JORNADA HERÓICA


A jornada de um herói sempre é pontuada de diversos demônios: os demônios da dúvida, da esperança e de um caminho mais fácil, as seduções da riqueza, do poder e do hedonismo. Em sua longa viagem de volta para Ítaca Ulisses teve que resgatar seus homens da Ilha de Eana e dos encantamentos de Circe que os transformou em porcos. Todas as tentações faziam com que a tripulação esquecesse a viagem.
O herói de nossa história, assim como de muitas outras, costumam partir para uma aventura no mundo; as vezes a jornada é interna, quando o herói desce até as profundezas do inconsciente. Se ele sobreviver a esse mergulho e, muitos dos que o precederam não o conseguiram e à batalha com o monstro que estiver aguardando por ele no fundo, então será capaz de empreender a subida e ser transformado. Essa transformação constitui uma experiência de morte e renascimento. Quem a pessoa foi, como era seu mundo consciente, não existe mais. Tudo foi transformado.
Embora as aventuras heróicas de nossa memória tribal possam tomar alguma forma exterior, os mesmos motivos da convocação, da descida, da luta, do ferimento e do retorno fazem parte da vida cotidiana de cada pessoa. Discernir que cada um de nós faz parte de um rico padrão, e reconhecê-lo no dia-a-dia, é resgatar o princípio de profundidade.
Cada um de nós, ao nascermos, somos lançados na trama de um grande drama, no qual talvez estejamos seguindo um roteiro incerto, mas em que, somos chamados a ser os protagonistas. O término do texto é certo: todos morremos. Mas a peça é construída de modo que o protagonista possa tornar-se consciente e fazer suas escolhas heróicas.
Todas as histórias de heróis até podem nos inspirar ou guiar, mas cabe a cada um responder ao seu próprio chamado, individualizar-se. Como diz a antiga parábola Zen, "estou procurando o rosto que eu tinha antes de o mundo ser criado."




ARQUÉTIPO DA TRANSFORMAÇÃO


O arquétipo de Circe é, antes de tudo, a figura de uma mulher independente, consciente de seus desejos e sua feminilidade. Circe representa o amor, a paixão irracional e um poder incrível. Ela nos traz à luz da nossa força interior, que não só representa a sexualidade, mas também os tesouros do inconsciente.
A grande mensagem contida no mito Circe para mim, reside no fato de nos permitir ver e aceitar os desafios que nossa jornada nos propõe e de assumirmos a responsabilidade de nossas escolhas. Circe nos encoraja a fazermos bom uso de nosso poder interior, para ditarmos o caminho de nosso próprio destino.


Circe nos diz que:

Depois da dor, vem o saber
Do saber, surge o crescimento
O crescimento nos leva a transformação
Da transformação emana o poder.


Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

Abençoadas/os e glorificadas/os sejam!

Karla












☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sexta-feira

BRUXARIA - ORIGENS



Boa noite Irmãs e Irmãos.Achei este artigo e estava louca para dividí-lo com vocês. Tenham um sábado mágicko!

Bruxaria e humanidade andam juntos. A condição humana se constitui pela interação de um conjunto de características e faculdades, físicas e psíquicas. Sem estas qualidades, não há ser humano. Ser dotado de pensamento é tão essencial na configuração do ser humano como possuir polegares antepostos, postura ereta etc. e, uma vez pensante, há de possuir uma infinidade de possibilidades da mente que reflete sobre o físico e o metafísico; sobre o visível e sobre o invisível; sobre o aqui e o além, o antes, o agora e o depois. A Bruxaria nasce exatamente a partir deste tipo de pensamento e desta forma, ser Bruxo ou Bruxa é inerente a Ser Humano. O "pensamento mágico" é o produto de uma rede de pensamentos sobre todas as coisas que estão além do conhecimento objetivo, do visível nos fenômenos.

A origem da bruxaria está nos problemas metafísicos da raça humana. Os primeiros bruxos e bruxas foram indivíduos que escolheram empregar sua ousadia, seu tempo e sua inteligência, memória e capacidade de observação na solução de problemas nos quais as relações diretas de causa e efeito não são perceptíveis, são ocultas à observação direta. As preocupações físicas do homem atual são, conceitualmente, quase as mesmas dos ancestrais pré-históricos e atentam à manutenção da vida: sustento (comer, beber, vestir, emprego, dinheiro etc.), abrigo (casa), sexo e engajamento social (proteção de um grupo). Algo semelhante ocorre com as preocupações metafísicas, de fundo escatológico (finalista), assombrações do fantasma da morte. A morte ocupa a mente humana desde o Homem de Neanderthal. Uma tumba rudimentar foi uma das primeiras descobertas arqueológicas relacionadas a este tipo ancestral, que existiu há cerca de 100 mil de anos, coexistiu e se miscigenou com a espécie Homo Sapiens:

Antes que o Paleolítico chegasse ao fim, o homem de Neanderthal alcaçava um certo progresso cultural. Nas entradas das cavernas em que vivia ...descobriram-se eiras (área de solo batido) em que era trabalhado o sílex e lareiras de pedra, onde, ao que parece, eram alimentadas enormes fogueiras. Isto sugere a origem da cooperação e da vida grupal ...Maior significado, porém, possui a prática neanderthalense de dispensar cuidados aos defuntos, enterrando-os em sepulturas rasas junto com utensílios e outros objetos de valor. Isso indica, talvez, o desenvolvimento de um sentimento religioso ou, pelo menos, a crença em alguma espécie de sobrevivência após a morte.

Tais práticas são encontradas ainda mais sofisticadas em habiats dos Homens de Cro-Magnon. ...Existem provas suficientes de que o homem de Cro-Magnon tinha idéias muito evoluídas sobre um mundo de forças invisíveis. Dispensava mais cuidados aos corpos dos defuntos que o homem de Neanderthal, pintando os cadáveres, cruzando-lhes os braços sobre o peito e depositando, nas sepulturas, pingentes, colares, armas e instrumentos ricamente lavrados. Formulou um complicado sistema de magia simpática destinado a aumentar a provisão de alimentos. A magia simpática baseia-se no princípio qde que imitando um resultado desejado, se produz esse resultado.

Seguindo este princípio, o homem de Cro-Magnon fez pinturas nas paredes de suas cavernas representando a captura de renas, nas caça; ou esculpiu a imagem do urso das cavernas com o dorso transpassado por azagaias. Modelou bisões e mamutes em argila de depois mutilou-os com golpes de dardo. ...Encantamentos e cerimônias acompanhavam, talvez, a execução das pinturas e imagens e, é provável, que o trabalho de produzí-las fosse realizado enquanto a verdadeira caçada estava em andamento. ...O significado da arte do homem das cavernas esclarece muitas questões relativas à mentalidade e aos costumes primitivos.

Mas as principais obras de arte dificilmente teriam sido produzidas com o fim de criar coisas belas. ...As melhores pinturas e desenhos, geralmente, se encontram nas paredes e tetos das mais escuras e inacessíveis partes das cavernas. Há sinais que o homem de Cro-Magnon olhava com grande indiferença os aspecto artístico de suas obras de arte. Muitas vezes usava a mesma superfície para uma nova produção. ...O importante não era a obra acabada em si mesma, mas o ato de fazê-la. Para o homem paleolítico a verdadeira finalidade da arte era tornar mais fácil a luta pela existência. O próprio artista não era um esteta mas um mágico e sua arte era uma forma de magia destinada a promover o êxito de um empreendimento. MacNALL BURNS, 1975.


A consciência da morte e as idéias especulativas sobre a morte, esta é mais uma característica da condição humana. Todos os fenômenos que ameaçam a vida despertam terrores: as doenças, as catástrofes, violências da Natureza, o sofrimento, dores do corpo e da alma, o destino. São problemas que a agricultura, o pastoreio, a engenharia, a arquitetura, a tecelagem e olaria, não resolvem. Uma comunidade humana precisa de especialistas em dificuldades metafísicas. Os armeiros cuidam de prover os equipamentos de guerra; os caçadores providenciam alimento; os artesão, utensílios e assim por diante.

O feiticeiro, a feiticeira, cuida da tristeza, cuja causa ninguém alcança; cuida da sorte, que ninguém pode prever; cuida da dor na cabeça, cuja fonte ninguém enxerga. Por suas atribuições, o feiticeiro é um especialista em palavras, com suas fórmulas verbais, seus cantos; em performances gestuais, com seus rituais, suas danças; mas também é um botânico conhecedor das propriedades de ervas e outras substâncias; e um artista, que freqüenta as profundezas das cavernas para reprodutuzir nas paredes rochosas, como quem cria realidades, o retrato do própro futuro, situações de vitória e derrota envolvendo homens, mulheres e animais.

A bruxaria foi a primeira religião, a primeira arte e a primeira das ciências humanas e naturais da humanidade. Suas práticas estão presentes em todos os núcleos primitivos de desenvolvimento de sociedades humanas em todo o planeta. Não há império, cultura ou nação cuja história não contenha bruxaria. Porque a bruxaria é a religião e a ciência cotidianas do povo; é maneira como as pessoas simples lidam com a metafísica dos fenômenos: a doença, o sofrimento, o inimigo invisível, a morte. Bruxos e Bruxas existem na China, Japão, Índia, Leste Europeu, Países Baixos, Francos, Anglo-saxões, Íberos, Mediterrâneos, Árabes e Israelenses, Norte-americanos, aborígenes do Pacífico, brasileiros, argentinos, cubanos.

A essência é a mesma: a Bruxaria, em todos os lugares, consiste em agir sobre a realidade (ou sobre o problema), presente ou futura, por meio de "simpatias", ou melhor, estabelecendo "simpatias". A SIMPATIA é um contato; é um meio de relação com o objeto através do pensamento simpático manifestado por gestos que guardam analogia com o que se pretende. O "pensamento simpático" é uma idéia concentrada, intensa, dirigida ao objeto ao qual se refere e ao efeito que se pretende produzir. Por isso, no simbolismo das SIMPATIAS, são usadas substâncias e executadas ações tidas como atrativas ou repulsivas de acordo com o senso geral. Mel, flores e cores alegres para casos de amor; fotos queimadas e bonecos de cera espetados, velas negras, nomes costurados na boca de sapos, para ações de ódio ou rejeição. É o mesmo princípio do feiticeiro pré-histórico, que agia por analogia, combatendo e matando o bisões e antílopes traçados na parede da caverna; ou reproduzia um homem com o falo destacado e uma mulher gorda de grandes seios, quando desejava promover o aumento de uma prole.



BRUXAS E BRUXOS

A primazia da mulher como precursora da bruxaria é enfatizada por muitos autores "exotéricos" que defendem esta idéia enfatizando a hipótese do sistema de hierarquia matriarcal das comunidades primitivas pré-históricas. Argumentam ainda com descobertas arqueológicas de estatuetas representando mulheres opulentas, as Vênus do Neolítico, consideradas como representações de Deusas-Mãe e objeto de culto. Ocorre que, objetivamente, as estatuetas e suposto sistema matriarcal não justificam afirmar o pioneirismo feminino nas práticas mágicas. Não há evidências arqueológicas deste fato assim como não há indícios de que os homens sejam precursores.

O mais provável é a simultaneidade das idéias e práticas da magia entre homens e mulheres. Reflexão e inventividade jamais foram acentuados em virtude do sexo do indivíduo. No que se refere às origens da bruxaria pode-se especular sobre uma tênue divisão de sexos em função de certas especialidades: algumas práticas a cargo de homens, principalmente; outras, talento notável de mulheres. Todavia, não deveriam existir restrições severas ao trânsito dos sexos entre as práticas.

A lógica indica que coube às mulheres a habilidade com a "magia curativa" das ervas e de outras substâncias de origem animal ou mineral. Isso se justifica pela natureza das atividades femininas no cotidiano (coleta, intimidade com as plantas) e pelo conhecimento dos ciclos biológicos relacionados às fases lunares, fenômeno muito nitidamente experimentado em seus próprios corpos. As mulheres devem ter sido também talentosas artesãs de objetos, artistas da pinturas e ornamentos corporais e da dança ritual. Os homens estão claramente relacionados à magia simpática das artes plásticas, a pintura, o desenho e a escultura em cavernas, o que não os exclui do conhecimento sobre as fórmulas medicinais e sobre o encantamento do gesto aplicado ao artesanato em adornos, armas, danças e, possivelmente, o encantamento dos primeiros instrumentos musicais, que certamente foram usados em cerimônias mágicas.





BRUXARIA & RELIGIÃO

Como religião, em seu sentido mais popular, a bruxaria, sem dúvida, correponde a uma abordagem primitiva, simplista, dos problemas metafísicos, das questões existenciais. Entretanto, a bruxaria é, inegavelmente, a semente de todas as religiões. A reflexão sobre os fenômenos mágicos conduziu pessoas mais vocacionadas ao pensamento teológico, cuja primeira expressão é a personificação das forças naturais, do destino. A personificação consiste na concepção de divindades, os deuses, entidades superiores ao homem que governam todas as coisas que fogem ao controle da ação humana direta.

Ainda no neolítico, a teologia, o pensar em deuses, emergiu na mente humana. Desde então, pouco a pouco, a religião passou a ocupar um lugar mais prestigiado que a bruxaria, diante dos poderes das organizações sociais e, já nos primórdios dos tempos históricos, os grandes impérios eram Estados teocráticos, como na Mesopotâmia e Egito, por exemplo. A bruxaria sobreviveu como religião popular e informal, composta pelos sincretismos de crenças mundiais e milenares e até hoje, mesmo depois de passar por severas perseguições, convive, um tanto clandestina, em meio à credibilidade socio-oficial das ciências e das grandes religiões. Mas a magia popular é tão antiga e tão enraizada nas culturas de todo os povos que se tornou quase invisível em pequenos gestos do dia a dia.

São exemplos destas práticas pouco notadas como herança da bruxaria: bater na madeira três vezes para anular uma má influência; o sinal da cruz, o se benzer, substituindo outros gestos mais antigos; a vassoura atrás da porta para espantar visita indesejável; o uso de velas a fim de obter proteção e realizar desejos; uso de amuletos; adoção de certas plantas ornamentais pelas virtudes mágicas associadas, como o alecrim, a arruda, o manjericão, a espada de São Jorge; preferência ou rejeição por certas cores, roupas e objetos ligados a êxitos e fracassos; o hábito mental de manter uma idéia fixa a fim de interferir no visível através do invisível (o pensamento); a crença no "olho gordo" ou "olho de seca pimenteira".

Bibliografia

FRIEDMAN, Estelle. Mil séculos de caverna. In A formação do Homem [Trad. Almira Guimarães]. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura Ed, 1963.

MacNALL BURNS, Edward. Idade da pedra e culturas pré-literárias. In História da Civilização Ocidental [Trad. Lourival G. Machado e Lourdes santos Machado]. Porto Alegre: Globo, 1975.


Artigo retirado do site. Visite:



Abençoada/so e glorificadas/os sejam!

Karla


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sábado

SOBRE BRUXAS E BRUXOS E UM POUCO MAIS


Boa noite Irmãs e Irmãos!Espero que o seu dia tenha sido perfumado. Obrigada por estar aqui. Se você é Wiccana/o, sua presença me honra. Se você não é, isso demonstra a sua tolerância religiosa.Qualquer que seja o seu motivo por estar Nas Mãos da Lua, quero que você saíba que sua presença abrilhanta o nosso espaço.

Bem o assunto hoje sou eu, minhas Irmãs e Irmãos. Então, vamos a ele.

Bruxas e bruxos não são anti-cristãos nem querem acabar com o Cristianismo.

Bruxos(as), acima de tudo, respeitam as demais religiões, assim como exigem o mesmo respeito pela religiosidade deles. É claro que há muitas mágoas guardadas por tudo o que foi feito na história da humanidade, mas não nos prendemos a isso, e sim a atos do presente. Queremos simplesmente viver e praticar a nossa religião. As bruxas e bruxos têm crenças que remontam aos primórdios da humanidade, muito anteriores ao Cristianismo. O Cristianismo tentou suprimir tais sistemas, mas nós não queremos fazer o mesmo (e jamais quereremos).

A Bruxaria não é um culto.

Culto é, originalmente, um grupo de pessoas que segue um líder. Como na Bruxaria não há a existência de líderes (muitas vezes, as bruxas e bruxos praticam sozinhas(os) em suas casas, sem pertencerem a um grupo), não pode ser considerada como um culto.

Bruxas e bruxos não cultuam o diabo.

Buscamos reviver as crenças de um período que remonta aos primórdios da humanidade, um período muito anterior ao Cristianismo. O diabo foi uma criação do Cristianismo e não tem absolutamente nada a ver com as crenças pagãs. Obviamente atribuir as práticas das bruxas e bruxos ao diabo era conveniente, visto que as religiões cristãs recriminam qualquer ato não-cristão como um ato "do diabo". Há cultos ao diabo por todas as partes do mundo, mas estes nada têm a ver com a Bruxaria, tratando-se apenas de pessoas que praticam uma inversão do Cristianismo. Cada um tem as suas crenças, mas felizmente esta não é a nossa. Celebramos os deuses antigos na Natureza.

Bruxas(os) não assassinam pessoas.

Diversos atos maléficos de pessoas perturbadas são atribuídos à Bruxaria. Diversas vezes, vemos no noticiário coisas como "Ritual de Bruxaria leva à morte três pessoas" ou "Bruxa em Pernambuco afirma comer carne humana". Isso é ridículo. Essas pessoas não são, nem de perto, praticantes da Bruxaria. São doentes mentais, criminosas, e devem ser presas.

Não existem "ex-bruxas"

Cansamos de ver em programas televisivos evangélicos pessoas que se intitulam "ex-bruxas". Em tais programas, essas pessoas contam ao pastor-apresentador como faziam "trabalhos" para acabar com a vida das pessoas. Isso não existe. O que essas pessoas faziam (isto é, se chegaram a fazer realmente alguma coisa) não tem absolutamente nada a ver com Bruxaria. A regra de ouro das(os) bruxas(os) é: "Sem prejudicar ninguém, faça o que quiser", pois sabemos que tudo o que fizermos voltará para a gente - é a lei do eterno retorno, que é vista em tudo na Natureza. As(os) bruxas(os) sabem que, se fizerem o mal, tudo voltará para elas de forma muito maior, assim como se fizerem o bem. Por isso, é claro que ninguém vai desejar o mal de ninguém, nem querer prejudicar ninguém. Pessoas com má índole existem em todos lugares, independente de sua religião. E, se uma pessoa é assim, isso significa que ela é uma pobre coitada que um dia pagará por seu atos, e não uma pessoa que pode ser considerada bruxa.

Bruxas(os) não são proselitistas

Você jamais encontrará uma bruxa ou um bruxo distribuindo folhetos sobre Bruxaria nas esquinas da sua cidade, simplesmente porque acreditamos que a religiosidade de cada pessoa é absolutamente pessoal e só ela pode saber o que é bom para ela. A Bruxaria é uma opção pessoal, como qualquer outra religião, e os interessados devem correr atrás do aprendizado, se assim desejarem de coração.

A Bruxaria não é um ato de rebeldia

Pelo menos àqueles que a praticam de modo sério. Há certamente muitos jovens (e até adultos, por que não?) que buscam um meio de escape para fugir da sociedade opressora que os cerca, e dizem-se bruxos ou buscam a Bruxaria apenas para colocarem-se contrários ao sistema. A Bruxaria não é um sistema de auto-ajuda e seus praticantes são pessoas sérias e idôneas, e não um bando de malucos.

Não usamos "símbolos satânicos"

O pentagrama (estrela de cinco pontas), ao contrário do que dizem, não é um símbolo satanista. Ele é um símbolo muito antigo usado até por Pitágoras; seus seguidores o usavam para simbolizar o seu respeito pela beleza matemática do universo. Em muitos lugares e épocas, ele foi utilizado como um símbolo geométrico sagrado. O fato de satanistas usarem o pentagrama não significa que eles são bruxos (da mesma forma como usam o crucifixo e não são cristãos).

Bruxas(os) não usam drogas em seus rituais

Muito pelo contrário: querendo estar cada vez mais próximas à Natureza, a maioria das(os) bruxas(os) busca uma alimentação e hábitos saudáveis, o que descarta imediatamente o uso de drogas. Além disso, realizar um ritual torna-se praticamente impossível sem a pessoa estar consciente de seus atos. Drogas: estamos fora!

Bruxas(os) não praticam orgias

Também não somos pedófilos, comedores de carne humana e outros absurdos que são ditos por aí. As(os) bruxas(os) celebram a fertilidade da Natureza e consideramos o ato de fazer amor um ato totalmente sagrado. Algumas bruxas e alguns bruxos gostam de realizar seus ritos nus porque acreditam que, desta forma, sua energia flui melhor. Porém, trata-se de uma escolha pessoal e não há abusos ou sequer malícia. Viemos nus ao mundo e o pecado foi colocado na mentalidade humana com o decorrer dos tempos. As bruxas trabalharem nuas em seus rituais não significa que elas sejam "pecadoras" ou que estejam praticando sexo; só estão nuas.


Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!


Karla










☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

A BRUXARIA ATRAVÉS DO TEMPO



Boa noite Irmãs e Irmãos!O assunto hoje é uma linha de tempo para falar sobre a Bruxaria.Espero que vocês gostem  desta pequena aula de história nada tradicional.
a.e.c = antes da era cristã
d.e.c. + depois da era cristã


Cerca de 12000 a 10000 a.e.c.
- Encontradas estatuetas de uma Deusa da Fertilidade;
- Pinturas ruprestres na França e Espanha descrevem danças circulares e um Deus (ou um sacerdote representando um Deus) vestindo peles de animais e chifres;


Cerca de 6000 a.e.c.
- A Bretanha tornou-se uma ilha – anteriormente, era unida ao continente europeu;


De 6000 a 5000 a.e.c.
- Início da agricultura no Oriente Próximo; antes viviam da caça (isso significa que o conceito de fertilidade da terra foi acrescentado ao da fertilidade humana e dos rebanhos – assim, novos ritos e crenças foram adicionados à religião e à magia);
- A agricultura também trouxe ao paganismo a importância do Sol e da Lua na vida das pessoas (colheitas, ciclos, morte, renascimento etc.);


3000 a.e.c.
- Neolíticos começam a se estabelecer na Bretanha (dizem que tais povos vieram do Norte da Ásia e, com isso, trouxeram consigo muitos cultos do Além Mundo, como por exemplo de Ísis e Osíris no Egito, em seus conceitos essenciais);


3350 a.e.c.
- Zodíaco de Glastonbury (sugere que as formas das colinas, rios etc ao redor de Glastonbury deram origem às figuras do zodíaco);


2000 a.e.c.
- Povos do início da Idade do Bronze chegam à Bretanha atraídos pelas minas de estanho;
- Construção dos aterros circulares;


1800 a.e.c.
- Construção de Stonehenge e da maioria dos monumentos megalíticos (que até hoje são lugares de poder para cultos pagãos);


1103 a.e.c.
- Refugiados de Tróia fundam Londres (data aproximada);


Século V a.e.c.
- Povos célticos da cultura hallstadt da Idade do Ferro invadiram a Bretanha e ocuparam partes do sudeste. Trouxeram armas de ferro e utensílios, e acredita-se que tais povos trouxeram os druidas como seus sacerdotes, mas é possíveis que os druidas fossem sacerdotes de tribos ainda mais antigas;


55 a.e.c.
- Tentativa fracassada de Júlio César de conquistar a Bretanha;


37 d.e.c.
- José de Arimatéia, com alguns companheiros, refugia-se da Palestina depois da crucificação e funda a primeira igreja cristã na Bretanha, em Glastonbury;


43 d.e.c.
- Um exército romano desembarca na Bretanha e ocupa o país durante 40 anos;
61 d.e.c.
- A Revolta de Boudicca (Boadicea);
- Massacre dos druidas pelo Império Romano;


120 d.e.c.
- A Bretanha é incorporada ao Império Romano por meio de tratado;


324 d.e.c.
- Por decreto do Imperador Constantino, o Cristianismo torna-se a religião oficial do Império Romano;


410 d.e.c.
- Queda de Roma e fim do domínio romano na Bretanha (foi neste quinto século que o rei Arthur deve ter vivido, caso tenha tido uma existência histórica);


553 d.e.c.
- O Conselho de Constantinopla declara a doutrina da reencarnação como sendo uma heresia;


597 d.e.c.
- Santo Agostinho traz o Cristianismo Papal para a Bretanha, agora extensivamente estabelecido entre os anglos, saxões, jutos e dinamarqueses;


607 d.e.c.
- recusa dos cristãos célticos em reconhecer a supremacia de Roma;
- Massacre dos bispos célticos;
- Incêndio da biblioteca de Bangor;


Século VIII
- “Liber Poenitentialis”, de Theodore, proibe a prática da dança usando máscaras de animal, especialmente as de animais de chifres (as pessoas tinham o costume de dançar usando máscaras, como os pagãos faziam);


900 d.e.c.
- O Rei Edgar lamentou o fato de que os Antigos Deuses eram muito mais adorados em seus domínios do que o Deus cristão;


906 d.e.c.
- Regino, em seu “De Eclesiástica Disciplinis”, apresenta o famoso “Canon Episcopi”, denunciando as “mulheres más” que cavalgavam pela noite “com Diana, a deusa dos pagãos”, obedecendo-a como uma deusa e sendo chamados ao seu serviço em certas noites. Esse texto serviu de autorização para a morte de milhares de pessoas;


1066: A conquista Normanda;




1090 a 1270: A era das Cruzadas que terminou em fracasso;


1100: Morte de William Rufus (que provavelmente era um pagão);


1207: Papa Inocêncio III começou a pregar a Cruzada Albigense, dirigida contra os cátaros no Sul da França;




1234: Extermínio dos Stendigers;




1290: Eduardo I expulsa os judeus da Bretanha;


1303: O Bispo de Coventry foi acusado de Bruxaria pelo papa;




1307 a 1314: Perseguição dos Cavaleiros Templários;




1316 a 1334: Período do papado de João XXII, autor de alguns dos primeiros decretos formais contra a Bruxaria;




1324: Julgamento de Dame Alice Kyteler pelo Bispo de Ossory. Ela refugiou-se na Bretanha, onde tinha amigos “bem colocados”; diziam que o Bispo era um deles e a julgou depois que esta cortou relações;




1349: Fundação da Ordem da Jarreteira por Eduardo III (que pode ter sido pagão);


1406: Rei Henrique IV instrui o Bispo de Norwich a procurar e prender as bruxas e feiticeiros na sua diocese;




1430: Julgamento de Joana D’Arc;




1484: Bula Papal do Papa Inocêncio VIII, “Summis desiderantes affectibus”, um ataque feroz aos hereges e bruxas);




1486: Publicação do “Malleus Malleficarum”, sinal da perseguição severa e difundida;


1541: A lei da Bruxaria foi aprovada no reinado de Henrique VIII. Isso indica que as bruxas eram reconhecidas como uma seita herética e confirma a velha história da “era das fogueiras”;




1547: A lei de Henrique VIII foi revogada por Eduardo VI;




1562: Outra lei da Bruxaria foi aprovada, no reinado de Elizabeth I. Na primeira ofensa, a punição era a exposição ao ridículo e, depois de três condenações, morte;




1563: O Parlamento da Rainha Mary, Rainha dos Escoceses, aprovou uma lei decretando morte às bruxas, o que resultou em uma média de 200 mortes por ano, durante um período de 39 anos. Durante os 9 primeiros anos, os números não chegavam a tanto, mas entre os anos de 1590 a 1593, as mortes chegaram a 400 por ano;




1584: Primeira edição de “Discoverie of Witchcraft”, primeiro livro a abordar a Bruxaria de forma racionalista e longe dos absurdos pregados; James I ordenou que o livro fosse queimado;




1597: James VI da Escócia publicou em Edimburgo seu tratado de Demonologia e Bruxaria, o que significa apoio da realeza à caça às bruxas;


1604: A Lei da Bruxaria de James I, a mais severa já introduzida na lei civil inglesa. Havia uma lista de 3 mil bruxas que foram executadas e, a partir daí, o número de execuções anuais foi para 500 (apenas na Bretanha). Durou muitos anos;




1644: Matthew Hopkins começou seu negócio como “General Caçador de Bruxas”, transformando-o em uma carreira lucrativa, oferecendo 20 xelins por bruxa encontrada; em seguida, ele teve vários imitadores;




1681: Lançamento do livro “Sadducismus Triumphatus”, em resposta à crescente descrença das pessoas mais instruídas a respeito da caça às bruxas; tinha-se tornado algo enfadonho;


1711: Último julgamento de Bruxaria na Grã-Bretanha. Jane Wenham foi julgada e considerada culpada pelo júri, condenada à morte, porém, o juiz não aceitou as provas e revogou o caso, libertando-a;




1722: Uma idosa foi queimada como bruxa em Domoch, na Escócia. Esta foi a última execução judicial na Escócia;




1735: No reinado de George II, a lei de Bruxaria de 1735, a qual dizia que, na verdade, a Bruxaria não existia e que ninguém deveria ser processado por isso no futuro, mas quem “fingisse” ter poderes paranormais deveria ser processado como impostor;




1749: Girolamo Tartarotti publicou o livro “Del Congresso Nottorno delle Lammie”, afirmando que a Bruxaria era derivada do antigo culto a Diana e fez uma distinção entre esta e a magia cerimonial, que procurava conjurar demônios; foi um dos primeiros escritores a tomar essa linha;


1809: Velhas idéias ainda persistem na escócia, quando é publicado o Dicionário de Brown, dizendo que uma bruxa é aquela que tem ligações com o diabo;




1848: O Espiritualismo moderno foi fundado como resultado das investigações dos fenômenos produzidos pelas irmãs Fox na América (tais fenômenos já tinham ocorrido antes, mas jamais foram investigados). A Igreja denunciou o Espiritualismo como “diabólico”;




1857: Allan Kardec reintroduziu publicamente a antiga doutrina da reencarnação na Europa;




1892 a 1897: Dr. Charles Hacks e Gabriel Jogand publicaram na França uma série de “revelações acerca do Satanismo”, com o máximo de sensacionalismo, mas nas quais o clero acreditava piamente. A maioria das descrições modernas de “Satanismo” são, na verdade, baseadas em tais “revelações”;


1921: A Dra. Margaret Alice Murray publica o famoso “Culto das Bruxas na Europa Ocidental”, seguido de “O deus das Feiticeiras”. Nesses livros, a autora declarou que a Bruxaria era o que restou das antigas religiões pagãs dos europeus, e não um culto ao diabo;




1939: Data aproximada em que Gardner começou a praticar Bruxaria;




1948: Publicação de “A Deusa Branca”, de Robert Graves, sobre as culturas de culto à Deusa;




1949: Gerald Gardner, sob o pseudônimo “Scirce”, publicou um romance histórico chamado “High Magic’s Aid”. pelo que consta, era o primeiro livro escrito por um bruxo iniciado;




1951: Revogação das últimas leis anti-Bruxaria na Inglaterra;




1954: Publicação do livro “A Bruxaria Hoje”, de Gerald Gardner, o primeiro livro falando realmente sobre quem eram as bruxas e o que faziam;




1955: Uma mulher foi queimada como bruxa no México, a 85 milhas do Texas, sob as ordens de um sacerdote local, realizada pela polícia da cidade;




1963: Iniciação de Raymond Buckland no coven de Gardner;




1963 a 1965: Introdução da Wicca nos Estados Unidos por Raymond Buckland;




1964: A Wicca Alexandrina, ramificação da Gardneriana, entra nos Estados Unidos;




1971: Publicação do livro “Witchcraft From Inside”,d e Raymond Buckland; no mesmo ano, foi publicado o livro “What Witches Do”, dos Farrar;




1974: Publicação do “Livro das Sombras” de Lady Sheeba, uma versão do BOS gardneriano; no mesmo ano, Raymond Buckland publica “The Three”, afirmando que não existe nenhum problema em um bruxo iniciar a si mesmo e montar um coven, mesmo sem estar preparado para tal; depois deste livro, outros sugerindo o “como se iniciar” surgiram no mercado, aproveitando a onda;




1975: Início dos festivais pagãos, tais como o Pagan Spirit Gathering e o Pan Pagan, que duram até hoje; outros festivais foram surgindo durante a década seguinte;




1979: Publicação de “Dança Cósmica das Feiticeiras”, de Starhawk;




1996: Estréia do filme “Jovens Bruxas”, inspirado na religião Wicca;




1997: Lançamento da série Harry Potter que, junto com a internet, impulsionou um verdadeiro boom de buscas e informações sobre Bruxaria no mundo cada vez por mais pessoas;


Muitas bençãos!



Karla


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

BRUXARIA TRADICIONAL

Boa noite Irmã/Irmão! Como foi o seu dia? Espero que tenha sido cheio de vibrações positivas. Bem, hoje o assunto é Bruxaria Tradicional.É o mito que justifica e nos faz entender a origem da Bruxaria Tradicional.Relaxe e leia toda a beleza contida na religião que une e nos leva aos braços da nossa Mãe Terra.


Se diz que a Bruxaria Antiga é uma religião; religião significa re-ligar-se, re-conectar-se com o sagrado, com aquilo que foi con-sagrado, sagrado junto, ao lado de… antes do tempo do não-tempo, quando todos fomos um só, um com tudo, um com o Todo, um com Akasha.


Nesse tempo, quando a Terra ainda não era a Terra, e tudo era seco e duro, as pegadas das mulheres já estavam nela.


Nesse tempo além do tempo, as mulheres caminhavam sobre paisagens desoladas, e em suas gretas, entre densas névoas criavam e recriavam a Vida.


Essas Mulheres possuíam asas, como se fossem compridas vestes, que cobriam seus corpos, protegendo-as; elas existiam antes mesmo do espírito, e mantiveram suas asas até que ele as encontrou.


Nesse momento suas preciosas e negras extensões aladas, tornaram-se cinzas e suaves, e perderam suas coroas, quando rolaram suas cabeças pela terra árida.


Mas antes de que isto acontecesse, a Ânfora da Vida, gerava somente seres femininos, em um eterno ciclo de repetição sem fim e sem esperanças, em um insano desejo de perpetuar a Si mesma.


Entretanto, houve um Eon, no qual a busca pela perfeição e a liberdade da prisão da eternidade, fez com que a Ânfora da Vida, introduzisse em Si mesma, uma causa oposta e complementária a Ela: o ser masculino, e com ele a morte, o conceito da separação e a evolução natural.


Naquele tempo, tudo era seco, duro, desolado e coberto de pontas; pontas que se tornaram os répteis; demônios iníquos, nascidos dos passos do esquecimento, daquilo que ficou pra trás, IN- famas, fora da fama, fora do reconhecimento; infâmias e falta de compreensão, que mais tarde formariam o mal total.


E as mulheres começaram a criar e recriar formas abstratas, nascidas de cada pensamento, de cada palavra emitida ou sonhada.


E criaram e recriaram a Criação, era a Vida gerando a Si mesma, expandindo-se sem restrição, sem barreiras e sem limites, era o Caos Primordial.


Seguiu-se então um tempo, em que o mundo esteve de cabeça para baixo, porque a Terra estava no Céu e o Céu estava na Terra, e uma das mulheres disse:


” – Isto é bom.”


E a outra respondeu:


” – Separemos as coisas.”


E assim se fez.


Em meio a uma grande tormenta, as águas serpentearam, e a Terra, o seco, o duro, comprimiu-se, e uma gigantesca onda, separou-se dela, formando um imenso vórtice, dando origem a uma onda estelar fluída que protegeu a Terra como um anel.


Nesse anel ficaram gravados os símbolos das eras que se sucederiam, para que nunca jamais, nenhuma mulher esquecesse o Eon no qual foram prisioneiras da eternidade.


E a terra, o seco, o duro e desolado, cobriu-se de Beleza e Poder, e a causa Primordial, a Mulher, uniu-se à causa oposta, o Homem, e o espírito se fez e habitou entre eles, criando a separação e a morte.


Agora não tinham asas, a busca da perfeição culminou em uma obra comparável mas inigualável; agora eram livres do horror da eternidade, do ciclo imutável da repetição; agora eram livres para evoluir… mas o espírito as fez esquecer o significado da onda fluída, e novamente com o passar dos Eons caíram em outra prisão pior: o eterno ciclo de morte e renascimento, e em suas memórias agonizam, sem lembrar como escapar, sem saber como renascer ou morrer, somente caminhando, caminhando, como Peregrinos do Altar, buscando na Terra o que ficou no Céu, pedindo ao Céu o que expulsaram da Terra.


E assim vão, sem compreender aonde, nem porquê, somente guiadas por uma sombra que surgiu da Luz, a sombra espectral do espírito que se fez nelas.


Mas ele não é nada, é somente um reflexo da obra perfeita e aprisionada, que um dia povoou uma Terra árida e desolada com a Beleza e o Poder da Sua criação.


Por isso: “Antes de Mim (o Espírito dos espíritos, Akasha) não existia nada, depois de ti (a mulher) nada havia, pois somos a única e real Verdade da Criação.”


Os Peregrinos do Altar ainda o buscam, caminham em um Mundo belo e poderoso, como si somente existisse caos e desolação; vão em pós do Altar onde se assenta a Ânfora da Vida, pois acreditam que ao encontrá-la, todas as perguntas serão respondidas.


Mas esqueceram o mais importante: perguntar, pois sem perguntas não há respostas; e também não lembram que a Ânfora derramou a Vida generosamente por todos os lugares, fazendo que desse jeito não exista a necessidade de buscas e peregrinos, somente faltam as perguntas, dirigidas a si mesmos, os si mesmos que se tornaram pequenas Ânforas que contém a Vida.


A falta dessa necessidade, da necessidade de perguntar, gera os desastres naturais, pois a Terra como ser planetário que é, e que foi criado, espera por suas criadoras, espera que se unam a Ela, e enquanto isso não acontece, continua no Caos Primordial, numa tentativa de voltar ao Eon, onde a separação não existia, um Eon, quando a onda fluída das constelações fazia parte Dela, um tempo em que o seco, o árido, o duro, gerava a Vida em meio as névoas da consciência de um Universo ainda adormecido.


Se depois disto você não se compadece pelo sofrimento terrestre, e não toma para si, o fardo da busca, calçando as sandálias dos peregrinos e começa a perguntar, você não merece chamar-se Mulher, nem ser a herdeira da Linhagem Sagrada das Sacerdotisas Escarlatas, as Sacerdotisas da Mãe Terra.


Em definitiva, é simples entender a importância que a Bruxaria Antiga representa nos dias de hoje, como um dos caminhos a ser percorrido, para encontrar novamente a conexão com a Mãe Terra.




Abençoadas/os sejam!




Karla






Fonte:


Magia Bruxa








☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

Olá! Você estã Nas Mãos da Lua!

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