Seja bem-vindo. Hoje é

Gente Encantada

Que os Deuses te guardem na palma de suas mãos.Abençoadas/os sejam!

quarta-feira

MULHER E MAGIA

Numa antigo grimore do século XII, ha um texto muito belo que pertencia Maga Urganda; famosa feiticeira medieval, que praticava a magia, realizada totalmente com objetos pertencentes as mulheres.

O protagonista deste tipo de prática, era o costureiro…

Segundo ela cita em seu texto, as Parcas – figuras mitológicas gregas - eram as encarregadas de dar a vida através dos elementos de costura.

E de fato, uma das Parcas era encarregada de fiar, outra de medir, e outra de cortar, o fio da existência.

Este exemplo, ainda que simples, reflete a importância que o costureiro tem como elemento mágico.

A “Cura” do Costureiro

Urganda diz que todo objeto, deve cumprir com o seu “destino de objeto“, ou seja, seguir ao pé da letra a função para a qual foi criado.

A função do costureiro é “conter” o que guarda em seu interior, um elemento simbólico de proteção da riqueza familiar.

Por esse motivo, é absolutamente necessário que seja de um material nobre como a madeira, e preferentemente perfumada, porque assim, ao trasladar o seu perfume para todos os objetos no seu interior, se converterá no símbolo da prolongação da Linhagem familiar.

Sendo assim, os costureiros de palha não são os mais indicados.

Para que a caixa destinada ao costureiro seja próspera, deve conter em seu interior durante sete dias, os elementos da prosperidade.

Para este propósito, você deverá colocar dentro dele um punhado de farinha de trigo, uma espiga de trigo e um pedaço de pão.

Coloque estes elementos dentro da caixa na Lua Nova, e feche-a bem, deixando-os lá por sete dias.

Passado o prazo, tire-os, envolva-os em um papel branco e jogue-os num curso de água.

Objetos que deve ter um Costureiro Mágico

Alfineteiro

A almofadinha onde se cravam as agulhas e os alfinetes, deve ser redonda, pois assim inclui-se no costureiro uma forma perfeita, origem de todas as formas do mundo.

É bom que esteja recheado também de flores secas de lavanda ou de ervas silvestres, para que o aroma seja estimulado constantemente pelas agulhadas e alfinetadas.

Dessa forma perfumam-se simbolicamente as feridas que a vida possa nos infligir, fazendo-as menos dolorosas.

Alfinetes

Pela sua similitude com a figura humana, porque tem “cabeça”, devem guardar-se no costureiro em número par, pois assim, se afugentará a solidão de cada um dos membros da família, e é uma garantia de que todos eles encontrarão o verdadeiro Amor.

As Agulhas

Pelo mesmo motivo que os alfinetes, devem ser guardadas em número par; a metade delas deve ter o buraco grande, para garantir aos integrantes da família um olhar vigilante sobre o entorno.

A outra metade deverá ter o buraco pequeno, pois dessa forma se inclui no costureiro, o olhar curto de vista, mas cheio de Sabedoria dos anciãos.

O Dedal

Simboliza a fortaleza e a capacidade de resistência; se possível deve ser de prata ou de metal prateado; antes de colocá-lo no costureiro é preciso enchê-lo com vinho tinto e colocá-lo na Luz da Lua, para garantir a abundancia de bens.

As Linhas

Representam os laços com os objetos do mundo, e com as metas que se desejam lograr; por esse motivo, não devem estar enredados, pois isso significaria retrasar as metas, ou simplesmente não alcançá-las.

É imprescindível ter uma linha branca, se possível de seda, ou então de algodão puro; com ela se enlaçarão simbolicamente as coisas mais importantes e sutis da vida, como o Amor.

A Tesoura

Trata-se de um elemento ambivalente pois tem a capacidade de ferir; antes de guardá-la no costureiro, é preciso cortar com ela, cada uma das pétalas de uma rosa vermelha, pois desta forma deixará de ser um elemento agressivo, para transformar-se em positivo.

A Fita Métrica

É o elemento simbólico da precisão e o sentido da realidade; quem não tiver uma fita métrica em seu costureiro, tampouco terá sentido comum e sensatez.

Os Botões

São o símbolo daquilo que é completo, e por isso são os encarregados de unir uma metade, com a metade que lhe falta.

E nesse aspecto são o símbolo da fidelidade conjugal; ao contrário das agulhas e os alfinetes, devem ser sempre guardados em número impar, para que se sintam impulsados a procurar incansavelmente, “a metade que falta”.

O Espelho

O pequeno espelho circular, que desapareceu dos costureiros modernos, nunca faltava nos costureiros de viajem, na Idade Media.

O objetivo deste espelho, era que as mulheres que se detinham para costurar no caminho, pudessem ver a través dele, a presença de algum assaltante de caminhos, ou algum violador nas suas costas.

Depois, sobreviveu nos costureiros até o século XIX, como símbolo da Luz e o reflexo do Universo, capaz de impor-se á escuridão total do âmbito de clausura, que é uma caixa.

Inclui-lo no seu costureiro, significa incluir nele um símbolo de Luz e Esperança.

A Chave dos Desejos

É Imprescindível que o costureiro tenha uma pequena chave dourada; se a sua caixa de costura não possui uma, pode pedir para qualquer serralheiro que a coloque para você.

A chave dourada é o elemento simbólico que permite abrir o coração do ser amado e conhecer os segredos da alma humana.

Uma mulher que abre e fecha o costureiro com a chave ao longo de sua vida, torna-se mais sabia e mais profunda.

Pelo buraco da chave deve passar uma fita vermelha, para proteger a casa da inveja e outras energias negativas. 

Lugh



✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

terça-feira

CALENDÁRIO PAGÃO



Olá pessoas encantadas!Espero que vocês estejam agasalhadas e bem em suas casas.O nosso assunto hoje é o calendário politeísta. Afinal de contas,as celebrações da velha cultura pagã estão vivas até hoje.Então vamos a ele.


JANEIRO

1 – Deusa Tripla – Europa, Wicca; Deus Janus – Roma.

2 – Deusa Inana, do Céu e da Terra – Pérsia.

8- Deusa Freya, do Amor e da Fertilidade – Asatru, Escandinávia.

11- Carmentalia, Deusa Carmenta preside Nascimentos – Roma.

12- Makara-Sankranti, festival do Sol – Índia.

17- Honra das Macieiras – Celtas.

19- Festival de Thorrablottar, a Deus Thor – Islândia.

21 – Inicio do mês de Luiz – Druidismo.

22- Festival das Musas – Europa.

23 – Festival a Hathor, Deusa da Fertilidade e Harmonia – Egipto.

24- Deusa Isthar, do Amor, Fertilidade e Batalhas – Babilónia.

28- Final da época de Yule; Festival de Up-Helly-Aa– Viking.

30- Feriae Sementiva, festival Deusa Ceres – Roma.

31- Candlemas – Wicca; Festejos de Atégina – Ibéria.





FEVEREIRO
1 – Lady Day, Deusa Tripla – Paganismo; Candlemas – Wicca.
2 – Oimelc – Celta irlandês; Imbolc.

6- Honras a Afrodite, Deusa do Amor – Grécia.

9 –Festival a Narvik Sun Pageant – Noruega.

10- Dia de Anaítis, Deusa da Lua e do Mar – Pérsia; Deusa Aetágina, Mãe e Agrícola – Ibéria.

13 – Parentalia (de 13 a 31) – Roma; Festa das Luzes – Ibéria.

15 – Lupercalia dedicada ao Deus Lupercus – Roma.

16 – Dia de Faunos, Honras a Pãn – Roma.

17 – Dia de Kali – Índia.

18 – Spenta Armaiti, Honras a Spandarmat – Pérsia; Inicio do mês de Nion – Druidismo.

19 – Dia de Nammu – Paganismo.

20 – Dia de Minerva – Roma.

21 – Final da Parentalia, dia dos Lares – Roma.

23 – Terminalia, Deus das Fronteiras – Roma.

24 – Shivaratri, Vigília ao Deus Shiva – Índia.

25 – Carnaval – Ibéria.

28- Sabbatu, Deusas Ceres, Deméter e Gaia – Wicca e Neo-Paganismo.

29- Dia aziago – Wicca Tradicionalista.





MARÇO

1 – Granny Day- Bulgária; Dia das Vestais e honras a Vesta – Roma.

2 – Dia das Deusas Mães – Neo-Paganismo.

3 – Deusa Tripla – Wicca.

4 – Festival de Rhiannon- Celtas Bretães; Festival a Epona – Ibéria e Gália.

5- Navigum Isidis – Roma; Festas de Ísis- Egipto.

8- Dia da Mãe Terra – China.

13- Dia de sorte – Wicca; Burgsonndeg, festival pagão ao fogo – Europa.

14- Dia de Ua Zit, Deusa serpente – Egipto.

15- Festival de Attis e Cibele – Roma.

16 – Holi, festival Hindu da Primavera – Índia

18- Dia de Sheela-na-gig – Irlanda; Inicio do mês de Fearn – Druidismo.

19- Lesser Panathenaea, Dia de Deusa Atenas- Europa; Akitu, Festival do Ano Novo – Babilónia.

20- EQUINÓCIO DA PRIMAVERA às 13.32; Mabon – Paganismo.

21- Festival da Primavera – Wicca. Alban Eiulir – Druidismo.

22 – Ostara – Festas de Equinócio – Wicca e Paganismo.

23- Marzenna Festival da Primavera – Polónia.

24- Dia de Cibele – Roma.

25- Hilária, festival da Alegria e Primavera – Roma.

26- Dia das Nornes- Escandinávia.

27- Liber Pater- Dia dos Homens- Roma.

29- Festival Anual Deusa Isthar- Wicca

30- Festejos a Luna – Roma.






ABRIL
1 – Dia de Arianrod – Celtas;

Festa das Cerejeiras – Ibéria.

3-Festejos a Perséfone – Roma.

4- Megalesia, Festejos a Cibele – Roma.

5- Festival a Kuan Yin, Deusa da Cura – China.

7- Blajini – Roménia.

9- Festival a de A-Ma, Deusa dos Mares – Macau.

10- Dança do Sol – Druidismo.

11- Festival a Anahit, Deusa Lunar – Arménia.

12- Cerealia, (12 a 18) Festejos Deusa Ceres – Roma.

13- Dia de Deusa Diana – Stregaria, Wicca.

14- Festival Deusa Maryamma – Índia.

15- Dia da Terra – Paganismo Internacional; Inicio do mês de Saille – Druidismo.

16- Hiketeria, Festival anual Deus Apolo – Grécia.

17- Festival a Machendrana, Deus das Chuvas – Nepal.

21- Festa Deusa agrária Palas – Roma.

22- Dia da Terra, Gaia. Paganismo Internacional.

23- Vinalia, Festejos a Júpiter – Roma.

28- Festejos Deusa Flora – Roma.

29- Dia da Árvore, plantio a Divindade – Paganismo.

30- Walpurgisnacht, a noite das Bruxas – Alemanha; Beltaine – Paganismo; Rudemas – Wicca.





MAIO


1 – Sabbat de Beltaine – Druidismo, Wicca, Paganismo.

Festejos Deusa Maia, daí deriva o nome deste mês – Roma.
•Festival Donzelas – Ibéria.
•Dia de Bona Dea – Roma, Ibéria.
•Dia das Fadas – Irlanda.

7 – Thargelia, Festejos em honra de Apolo e Artemis – Grécia.
8 – Festival Robin Hood – Inglaterra.

9 – Dia da Europa; Festejos Deusa Europa – Creta – Politeísmo.

10 – Florálias – Ibéria.
12 – Festival anual a Aranya Sashti, Deus das Florestas – Índia.
13 – Festejos Sol da Noite – Noruega; Inicio do mês de Uath – Druidismo.

20- Plynteria, Dia de Atenas – Grécia.

23- Rosalia, Celebrações Deusas Flora e Vénus – Roma; Florálias– Ibéria.

24- Festival Deusa Astarte – Politeísmo; Festival Deusas Diana e Selena – Stregaria, Wicca.

25- Dia de Apolo, Festas masculinas em honra do Deus – Grécia.

26- Dia das Nascentes Sagradas – Celtas .

27 e 28- Festejos a Píton – Delphos – Grécia.

29- Festival ao Deus Marte – Roma.

31- Noite das Promessas– Ibéria.





JUNHO

1 – Dia das Ninfas dos Bosques, festas Crianças, Deusa Nabica – Ibéria; Festival da Ninfa do Carvalho – Paganismo.

2 – Shapatu da Deusa Isthar – Assíria.
3 – Festival dos Cataclismos – Ilha de Chipre.

7- Vestalia – Roma.

10 – Inicio do mês de Duir – Druidismo.
12 – Dia de Zeus – Grécia. Politeismo.
13 – Homenagem a Gerald Gardner – Wicca Gardneriana.

14 – Quinquatrus Menor, Festival Deusa Minerva – Roma.
16 – Honras a Eurydice – Grécia.
17 – Festival do Dragão dos Barcos, solar – China.
18 – Dia de Hera, dia das Mulheres – Roma.
19 – Dia de Cerridween – Paganismo.
20 – Sabbat Solstício Verão – Wicca, Paganismo
21 – Solstício às 7.39; Litha, Festejos de Verão – Paganismo.
22 – Dia de Cu Chulainn – Druidismo.
23 – Noite das Feiticeiras – Ibéria; Fors Fortuna, festejos a Deusa Fortuna – Roma.

26 – Salavi – Xamanismo; Juninas – Ibéria.
27 – Dança do Sol – Xamanismo Norte-americano.
28 – Dia Deusa Hemera – Grécia.
29 – Papa Legba – Voodu.
30 – Dia de Aestas, Deusa do Grão – Roma, Europa.



JULHO
1 – Dia das Mães – Roma.
2 – Dia Deusa Lucina, Dea Carmenta – Roma, Europa.

3 – Dia Deusa Atenas – Grécia
4 – Dia da Pax – Roma; Dia Deusa Concordia – Grécia.
5 – Festejos Deusa Maat – Egipto.

6- Dia do Touro – Ibéria

8 – Nonae Caprotinae Festa dos figos – Deusa Juno – Roma ; Festas do pão (reminiscências nas F. Tabuleiros Tomar) – Ibéria; Inicio do mês de Tinne – Druidas.

9- Panathenaea – Deusa Atena – Grécia; Festejos a Dionisius e Rhea – Grécia; Kronia – Dia de Cronos e Rhea – Grécia, Wicca.
10 – Dia de Holda – Tradição do Norte. Asatru; Dia de Osiris – Egipto, Wicca.
11 – Dia de Hórus – Egipto, Wicca.
12 – Dia de Seth – Egipto, Wicca.
13 – Dia de Erzulie Freda, Deusa Amor e beleza – Haiti, Voodoo.
14 – Amaterasu, Deus Solar – China.
15 – Dia de Nephtys – Egipto; Dia de Lu Pan – China; Dia de Astarte – Cartago, Ibéria.
16 – Celebração nascimento de Ísis – Egipto, Wicca.

23- Neptunalia, Celebrações a Deus Neptuno- Roma, Wicca.

26 – Kachina, dia dos antepassados – Xamanismo.

27- Dia da rainha Hatshepsut – Egipto, Wicca; Procissão das Bruxas – Bélgica.
31 – Honras a Deus Thor- Tradição do Norte, Neo-Paganismo; Oidhche Lugnasa – Celtas; Sabbat Lammas- Wicca



AGOSTO
1 – Festival das Boneiras – Ibéria; Festival Colheitas, Lammas – Wicca, Neo-Paganismo; Lughnasadh – Druidismo.
2 – Festas Deusa Anahit – Pérsia; Dia de Lady Godiva – Neo-Paganismo.

3 – Aomori Nebuta Festival das colheitas – Japão.

4 – Boneiras, Ibéria.
5 – Inicio do mês Coll – Druidas.

6 – Dia Deusa-Terra, Elihino e Igaehindvo- tribo Cherokee, Xamanismo.

7- Adonia – Grécia; Festival Deusa Hathor – Egipto.

8 – Festivais Deusa Vénus – Roma.
9 – Festival espíritos do Fogo – Neo-Paganismo.

12– Lychnapsia, Festival das Luzes a Ísis – Egipto.
13 – Festival Hecate – Neo-Paganismo.

15- Festas Deusa Vesta – Roma, Wicca.

17- Festival Deusa Diana – Trad. feminina na Wicca.

19- Vinalia rustica, festas a Dyonisius e a Minerva – Roma
21 – Consualia, Festejos das Espigas – Roma; Heraclia, Festejos ao herói Hércules – Pompeia.


23 – Volcanalia , festival Deus Vulcano – Roma; Festival Deusa Nemesis – Grécia.

25 – Opiconsiva, Festival colheitas deusa Rhea – Roma.

26 – Dia Deusa Luonnotar – Finlândia.

28 – Celebração das Colheitas –Noruega.

29 – Inicio Ano no Antigo Egipto.

31 – Purificação dos Lares – Ibéria.




SETEMBRO

2- Festejos a Ariadne e Dionisius – Grécia; Inicio do mês de Muin – Druidas.

4- Rito iniciação feminina (4 dias) – tribo Apache, Xamanismo.

5- Festival Deus Ganesh – Índia.

6- Situa, Festival de Oferendas – Incas.

11- Dia das Rainhas – celebrações a Hatshepsut, Nofretari, Nefertiti, Cleopatra – Egipto, Neo-Paganismo.

13- Dia das Almas. Cerimónia do fogo sagrado, honras a Nephtys- Egipto.

15- Harvest Moon- Druidismo.

17- Honras a Deméter – Grécia; Inicio festejos Equinócio (até 4 dias) – Wicca.

19- Festival anual Deusa Gulla, nascimentos – Babilónia.

21- Festival Deusa Atena- Grécia; Harvest Festival – Neo-Paganismo.

22- Equinócio às 23.06h; Alban Elfed- Druidismo; Festejos a Perséfone e Hecatea- Ibéria; Sabbat Equinócio Outonal – Wicca.

24 – Festas Obatala – África Ocidental; Festas de Osiris – Egipto

25 – Pyanopsia Festas Apolo – Grécia; Festival de Sedna, Deusa dos mares – tribos Esquimós, Sibéria, Ártico.

26 – Theseia (4 dias) celebrações a Teseu, herói – Grécia, Creta; Rito de Azazel – Wicca Gardneriana.

27 – Festival da Lua – China.

28 – Thesmophoria, Festival a Deméter – Grécia.

30 – Medritrinalia, Meditrina, Deusa da Medicina e artes curativas – Roma; Epitaphia, Honras aos soldados mortos em batalha – Grécia; Inicio do mês de Gort – Druidas.




OUTUBRO

2 – Dia dos Espíritos guias – Wicca.
4 – Jejunium Cereris, Cerimónia a Ceres, protectora agricultura – Roma.

5 – Nubaigai, festejos pagani das trabalhadoras rurais – Lituânia; Dyonysiad, festival do vinho em honra de Dyonisius e Ariadne – Roménia.


6 – Festejos a Vishnu, duram 9 dias – Nepal.
7 – Festival dos Pagani (camponeses) séc. XV – Alemanha.

8 – Chung Yeung, festival das Sortes – China.

9– Dia de Felicitas – Itália, Ibéria, Wicca.

10- Antigo festival das Luzes – Brasil.

11 – Dia da Anciã das Árvores – Wicca.

12- Celebração nascimento de Aleister Crowley – Thelemitas.

14 – Durga Puja, Comemorações Deusa-Mãe – Bangladesh; Dia Confederação Interplanetária – USA.

15 – Festival a Deus Marte – Roma, Ibéria.

16 – Lakshmi Puji, Festival Deusa da Fortuna – Nepal.

17 – Kanname-sai, Cerimónias Deusa Solar e dos Ancestrais – Japão.

18- Chamada do Sol, dia do Astado – Wicca Gardneriana.

19 – Bettara-Ichi, festejos ao Deus Ebisu – Japão.

21 – Festival a Deusa Ursala – Checoslováquia.
22 – Hi Matsuri, Festival do Fogo e da Purificação – Japão.

24 – Festival dos Espíritos dos Ares – Wicca, Neo-Paganismo; Cultos aos Antepassados – Ibéria.

27 – “Allan Apple Day” – Cornualha.

28- Festival Outuno honras a Isis (6 dias ) – Egipto; Grandes festejos de Baal – Pérsia, Síria, Ibéria; Inicio do mês de Ngetal – Druidas.

29 – Festa dos Mortos, tribo Iroquee – Canada.

30 – Angelitos, cerimónias às almas de crianças mortas, Honra a Deusa Xipe Totec e Tonantzin – México; Dia dos Idos – Ibéria.

31 – Halloween – Wicca e todas as tradições Pagãs; “Witches International Craft Associates” – Festival aberto nos USA.




NOVEMBRO

1 – Samhain – Wicca e Druidismo; Dia dos Espíritos – Voodu; Pomonia, Festas a Pomona Deusa das árvores – Roma; Cailleach´s Reign – Celtas Anglo Saxões.

2 – Dia das Feiticeiras – Ibéria.

4 – Eve of Guy Fawkes Day, Festival pagão muito antigo – Inglaterra.

5 – Devil´s Boulder – Inglaterra.

6- Festividades a Deusa Tiamat – Babilónia.

7- Noite de Hecate – Wicca Gardneriana; Makahiki, Hawai.
8 – Fuijo Matsuri – Japão.

10 – Festividades a Deusa Nicnevin – Paganismo Escocês.

11-Lunantshees, festividades a Faerie Sidhe – Paganismo Irlandês; Dia dos Heróis – Wicca, Paganismo Escandinavo; Vinalia, Honras ao Deus Baco – Grécia.

12 – Epulum Jovis in Capitolia, grandes festividades aos principais Deuses do Olimpo – Roma.
13 – Dia do Infortúnio – Ibéria.
14 – Festividades dos Bardos, músicos – Druidismo.
15 – Feronia, festival pagão do Fogo – Roma, Wicca, Neo-Paganismo.
16 – Festival das Luzes, honras Deusa Lakshmi – India.

18– Ardvi Sura Festival Deusa Ardvi, Mãe das estrelas – Pérsia.

19 – “Warlock Day” – dia do mau olhado – Inglaterra.

21 – Festividades ao Deus Kukulcan (7dias) – Maias.

24- Tori-No-Ichi, Festival da Boa-fortuna – Japão; Honras a Deusas da Maternidade – Egipto.

25 – Inicio do mês de Ruis – Druidas.
26 – Antigo festival às Deusas do Fogo – Tibete.
27 – Parvati-Devi, Festas em Honra da Deusa-Tripla – Índia.
28 – Festival Deusa Sophia, Senhora do Conhecimento – Grécia.
29 – Noite dos Vampiros – Roménia; Festejos Deusa Sehkmet – Egipto.
30 – Noite dos Feitiços – Wicca, Alemanha.



DEZEMBRO
1 – Noite da Adivinhação – Wicca.

2 – Hari Kugo, Dia das feiticeiras – Japão.

3 – Dia de Bona Dea – Roma, Ibéria.

4 – Festival Deusa Minerva – Roma; Festival Deusa Atena e sua cidade – Grécia.

5 – Poseida, festejos Deusas dos Mares – Grécia; Festejos Deusa Lucina, Senhora da Luz e dos Infantes – Ibéria, Itália.

7 – Cerimónia de Despedida a Deusa Perséfone – Grécia.

8 – Dia Deusa Amaterasu – Japão; Festival Deusa Neith – Egipto.
9 – Festa Deusa Tonantzin – México.
10 – Cerimónia da Lua – Esquimós, Árctico.
11 – Dia Deusa Inverno, Bruma- Roma, Itália; Dia de Arianrhod – Paganismo.
13 – Dia das Crianças, Festival das Luzes, Inicio de Yuletide – Wicca.

14 – No ano de 1503 nasceu Nostradamus.


15 – Navidades, – Porto Rico; Yulechild – Ibéria, Wicca, Paganismo.

16 – Posadas, festividades das crianças – México.

17 – Saturnalia, (9 dias) festividades de Saturno – Roma, Ibéria.
18 – Alban Arthan – Druidismo;

19 – Eponalia, dia dedicado Deusa Epona – Roma, Ibéria, Gália; Renascimento do Deus Diev, festival de 4 dias – Wicca escandinava.

19 – Opalia, dia dedicado Deusa Sabina – Roma; Laurentina, Deusa Lara, lares e Penates – Roma; Nameless Day - Druidismo; Inicio mês de Beth – Druidas.

21 – Solstício às 19.23h; Celebrações Solstício Inverno (3dias) – Ibéria, Wicca; Sabbat Yule – Wicca.

22- Midwinter – Neo-Paganismo.

28 – Celebrações Deusa Freya – Wicca, Tradição Norte.

31 – Festejos mundiais Passagem do Tempo – Paganismo.





Fonte:http://www.pt.paganfederation.org/calendario.htm




Bençãos!


Ariadne





☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

A LUA DO LOBO - JULHO



Boa noite Irmãs e Irmão!. Gostei do artigo abaixo  de Rowena Arnehoy Seneween ® e trouxe para dividir com vocês. Desejo a todos uma semana plena e perfumada.

A roda gira e chega Iùil que, em gaélico, é o mês de Julho, conhecido como a Lua do Lobo que representa as águas frias da terra que ficam presas sob a geada, com a aproximação do inverno e os seus mistérios.

Pronúncia em gaélico: Iùil - Julho

É um momento de pausa, interiorização, reflexão e transmutação... Quando a vida simplesmente se transforma!

A natureza agora se recolhe e nos ensina que compartilhar também é uma das formas de sobreviver a todas às crises, além de integrar-se numa sociedade, sem que isto afete a nossa individualidade. É o mês ideal para realizarmos trabalhos em grupo e esforços conjuntos, pois favorece a união dos seres e a unidade.

Essa é a época em que vivenciamos um momento de transição do claro para o escuro, para novamente alcançarmos a luz. Mas, antes de qualquer coisa, precisamos entender as forças que regem esse mês: a Lua e o Lobo.

A Lua representa os mistérios femininos que refletem a força do Sol, simbolizando também, a energia psíquica, a intuição e o inconsciente coletivo que guarda todos os segredos de sabedoria, conhecimento e magia.

O lobo é um animal de poder ligado aos mistérios lunares, que fortalece, estimula e aguça os nossos sentidos, além de nos ensinar a viver em harmonia com a natureza e a compreender o sentido da vida. Ao uivar para a lua, simbolicamente, o lobo nos conecta à novas idéias, ocultas sob a mente consciente.

A transformação em lobo é um dos temas preferidos de várias lendas irlandesas e populares também. Representa o contato com o lado sombrio da alma que desperta os instintos básicos do homem.

Ao unirmo-nos a essas duas grandes forças, interiorizamos suas características e nos movemos para um plano mais sutil... Um plano onde o mestre nos aguarda!

Aproveite essa energia para aprender harmonizar o lado obscuro da sua alma. Um momento propício para expurgar tudo aquilo que precisa morrer. Nossos medos, fraquezas, dificuldades e problemas.

Procure um local calmo e isolado no qual possa entrar em contato com o mestre que reside em seu íntimo. Prepare este local com um incenso de louro ou alecrim, acenda uma vela no seu caldeirão e medite sobre as situações difíceis que está vivendo.

Escreva essas dificuldades num papel e feito isso, leia-o atentamente. Respire profundamente e solte todas as tensões que essa situação lhe traz. Logo em seguida queime o papel, mentalizando que tudo está se transmutando e se transformando.

Num outro papel escreva como será sua vida daqui para frente. Visualize e sinta-se vivenciando essa nova realidade.

Durante três dias leia, reflita e concentre-se no que escreveu, lembre-se o mestre dessa jornada é você e seus sonhos, metas e ideais são as novas sementes que serão lançadas, em breve, na próxima primavera. Comece agora mesmo a prepará-las!

Guarde esse papel num envelope (para acompanhar sua evolução espiritual) e coloque-o em um local secreto, até a próxima Lua do Lobo, onde, mais uma vez, uma nova energia estará presente em sua vida.

Que os Deuses lhe bendigam e iluminem sua nova jornada!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
http://brumasdotempo.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com


Abençoadas/os e glorificadas/os sejam!
Karla


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sábado

AUTODEDICAÇÃO

 Boa noite Irmãs e Irmãos!Estamos estreando o nosso novo visual.Agora uma floresta está Nas Mãos da Lua. É sempre bom buscar mudanças.Bem, o nosso assunto de hoje é autodedicação.É o chamado que nos faz trilhar o caminho da Arte.
A autodedicação nada mais é, do que um ritual que marca sua decisão de trilhar o caminho da wicca. O período de dedicação, é de 1 ano e 1 dia, ou seja o ano lunar de 13 meses e 28 dias. Este é um período de estudo, prática, e devoção á Arte, aos Deuses e a Natureza. Deixo claro aqui, que um ritual de autodedicação não transforma ninguém em Wiccano do dia pra noite isso só acontece com o tempo e com a própria entrega a Arte.
Antes de iniciar a sua dedicação é necessário ser honesto consigo mesmo, e se questionar sobre a razão de escolher a Wicca, como seu caminho espiritual. Depois de responder a essas perguntas com clareza, e estiver certo de que é isso que você quer, realize o ritual.
Abaixo você encontra 2 tipos de rituais de autodedicação, você pode utilizar um dos dois ou também, pode usá-los para se basear e criar o seu próprio ritual.

1-) Ritual de Autodedicação

Você já deu o primeiro passo, em seu caminho, então marque uma data para fazer seu ritual de dedicação. Para ritualizar este compromisso, coloque um pouco de água em uma tigela, ou taça e salpique um pouco de sal. Usando a ponta do seu dedo indicador voltado para o chão, desenhe um círculo imaginário a sua volta (sentido horário) e visualize uma ardente chama azul.

Então segure a taça com água e sal, e entoe algumas palavras como essas:

"Com essa poção eu faço minha dedicação
Para o caminho dos Deuses Antigos.
Quando um ano e uma dia passar.
Estarei pronto para me iniciar."

Depois usando a ponta do seu dedo indicador, unte sua testa com o sinal da Lua Crescente ou do pentagrama. Permaneça alguns momentos, em silêncio, refletindo sobre o seu novo caminho, esteja aberto para ouvir as vozes do Deuses dentro de você. Depois disso abra o círculo com o dedo indicador, mas desta vez no sentido anti-horário.



2-) Ritual de Autodedicação

Tome um banho de água morna, encha uma esponja com sal e algumas gotas de óleo essencial de sândalo (ou qual prefeir) e esfregue seu corpo. Enquanto se banha abra sua consciência para níveis mais elevados de percepção. Respire fundo. Limpe sua mente. Depois de tomar o banho vá até um local silvestre, que se sinta bem, onde você sinta os poderes da terra, dos elementos. Use sua imaginação para encontrar o local ideal. Tenha consigo um óleo de aroma rico, como: sândalo, olíbano, canela. Ao escolher o local, tire os sapatos, sente-se e relaxe por alguns momentos, mantenha sua mente livre de outros pensamentos.
Deite-se de costas, e sinta o contato com a Terra. Respire profundamente, chame a Deusa e o Deus, com os nomes que achar melhor, diga esta invocação ou improvise:

Ó Deusa Mãe,
Ó Deus Pai, Respostas a todos os mistérios e ainda assim mistérios não resolvidos;
Neste local de poder eu me abro
À sua Essência.
Neste local e a este tempo eu me modifico;
Daqui por diante sigo o caminho da Wicca.
Dedico-me a Vocês, Deusa Mãe e Deus Pai.

Descanse por um momento e depois continue:

Eu inalo suas energias em meu corpo,
Eu sinto o divino da natureza,
E a divindade dentro de mim
Ó Grande Deusa,
Ó Grande Deusa,
Torne-me sua essência
Torne-me sua essência
Torne-me sua essência.

Você poderá se sentir pleno de energia, ou calmo e a terra vibrando de energia.
Saiba que a Deusa e o Deus estão te escutando. Após a invocação molhe o dedo com o óleo e marque o símbolo da Deusa e o símbolo do Deus (figura abaixo) em seu corpo, onde quiser. Enquanto unta seu corpo, visualize esses símbolos penetrando em sua carne, e a seguir dispersando-se em milhões de pequenos pontos de luz. A auto-dedicação está encerrada. Agradeça à Deusa e ao Deus pela atenção. Medite um pouco antes de deixar o local.



Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!


Karla



☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sexta-feira

BRUXA EU?



  Olá pessoas encantadas!Como vocês estão?Preparados para começar este mês?Bem, julho está ai e para iniciarmos essa caminhada com o pé direito, escolhemos falar sobre nós; Bruxas. Sim, sou uma e orgulho-me. Aliás, nós todos aqui somos. Então, vamos ao que interessa.
 A palavra Bruxa é deliciosa, impregnada de antiqüíssimas memórias que remontam aos nossos mais remotos ancestrais, que viveram em estreito contato com os ciclos naturais e apreciaram o poder e a energia que compartilhamos com o cosmo. A palavra Bruxa pode instigar essas lembranças e sentimentos, até no espírito mais cético.
A própria palavra evoluiu muito através dos séculos e culturas. Há diferentes opiniões sobre as origens da palavra inglesa Witch (bruxa). No anglo-saxão, Wicca e Wicce (respectivamente feminino e masculino) referem-se a um ou uma vidente, ou aquele ou aquela que pode prever informações por meio da magia. Dessas palavras radicais derivamos à palavra Wicca, um termo que muitos na Arte usam hoje para se referirem às nossas crenças e práticas. Wych em saxão e Wicca em inglês arcaico significam “girar, moldar, dobrar”. Uma palavra radical indo-européia ainda mais antiga, Wic ou Weik, também significa “dobrar ou moldar”. Como Bruxas, temos que saber nossas origens! E o significado delas...
Como Bruxas, DOBRAMOS, subjugamos as energias da natureza e da humanidade para promover cura, o crescimento, a vida e a comunhão com os Deuses. GIRAMOS a Roda do Ano à medida que as estações passam. MOLDAMOS nossas vidas e ambientes para que nos promovam as boas coisas da Terra.
A palavra Witch também pode ter a origem na antiga raiz germânica Wit – saber. E isso fornece igualmente um certo insight sobre o que é uma Bruxa – uma pessoa de saber, versada em verdades cientificas e espirituais.
Nas origens de muitas línguas, o conceito de “Witch” fazia parte de uma de constelação de vocábulos para significar Wise (sábio) ou Wise Ones (os sábios). Em inglês, vemos isso com extrema clareza na palavra Magic, a qual deriva do grego Magos e da palavra persa arcaica Magus. Ambas estas palavras significam “vidente” ou “feiticeiro”. No inglês arcaico, o vocábulo Wizard significa “o que sabe”. Em muitas línguas, Bruxa é a palavra encoberta nos termos comuns, cotidianos, para sabedoria. Em francês, a palavra para parteira é sage-femme, “mulher sábia”.
A sabedoria enriquece a alma, não apenas o espírito. É diferente da mera inteligência, informação e sagacidade, que só residem na mente. A sabedoria vai mais fundo do que isso. Quando o cérebro, com sua multidão de fatos e peças de informação, deixa de existir, alma persistirá. A sabedoria imarcescível da alma sobreviverá.
A palavra grega para alma é psyche. Pensamos frequentemente nos psíquicos como indivíduos talentosos e raros porque podem usar como fonte essa sabedoria universal, mas o dom não é raro. Todos nós o possuímos; cada um de nós é um individuo dotado de alma. Todos dispomos de poderes psíquicos ou poderes anímicos, e cada um de nós pode reaprender – ou recordar – como usá-los.
Embora homens e mulheres compartilhem do poder da magia, a palavra Witch tem estado mais comumente ligada às mulheres do que a homens; no entanto, os homens na Arte são também denominados Witches (bruxo). Durante a Era das Fogueiras, 80% das milhões de pessoas que foram queimadas vivas por prática de Feitiçaria eram mulheres. Ainda hoje, a maioria dos praticantes da Arte são mulheres, embora esteja aumentando o número de Bruxos. Há uma boa razão para pensar na Feitiçaria como uma Arte feminina. O poder de uma Bruxa ocupa-se da vida, e as mulheres estão biologicamente mais envolvidas na geração e sustento da vida do que os homens. Não é coincidência que quanto mais homens se fazem presentes no momento do parto e assumem responsabilidades na assistência ao bebê recém-nascido, maior é o número de homens que se interessam pela Arte. O espírito dos tempos está levando homens e mulheres a restabelecerem a ligação com os mistérios da vida que se encontram nos ritmos naturais da mulher, da Terra e da Lua – pois os mistérios da vida são os mistérios da magia.
A magia é o conhecimento e o poder que promanam da capacidade de uma pessoa transferir o seu talento a consciência para um estado inabitual, visionário, de cognição ou percepção inconsciente. Tradicionalmente, certos meios e métodos têm sido usados para causar essa transferência: dança. Canto, música, cores, aromas, percussão de tambores, jejum, vigílias, meditação, exercícios respiratórios, certos alimentos e bebidas naturais, e formas de hipnose. Ambientes espetaculares e místicos, como bosques, vales e montanhas sagradas, templos, também alterarão a consciência. Em quase todas as culturas alguma forma de transe visionário é usada para os rituais sagrados que abrem as portas para a Inteligência Superior ou para o trabalho mágico.
Desde os tempos neolíticos, a prática da Feitiçaria sempre gravitou em torno de rituais simbólicos que estimulam a imaginação e alteram a consciência. Rituais de caça, experiências visionárias e cerimônias de cura sempre tiveram lugar no fértil contexto dos símbolos e metáforas próprias de cada cultura. Hoje, as meditações e feitiços de uma Bruxa continuam essa prática. O trabalho de uma Bruxa é trabalho mental e utiliza poderosas metáforas, alegorias e imagens para revelar os poderes da mente. Os índios Huichol do México dizem-nos que a mente possui uma porta secreta a que chamam de Nierika. Para a maioria das pessoas, ela permanece fechada até o momento da morte. Mas as Bruxas sabem como abrir e transpor essa porta ainda em vida e trazer de volta, através dela, as visões de realidades não-ordinárias que propiciam finalidades e significado à vida.
As imagens e os símbolos da Feitiçaria possuem uma qualidade misteriosa e mágica porque tocam em algo mais profundo e mais misterioso em nós mesmos. Desencadeiam verdades perenes represadas no inconsciente, as quais, como sugeriu Carl Gustav Jung, o grande psicólogo e estudioso das religiões do mundo, fundem-se com as respostas instintivas do reino animal e podem abranger até a criação inteira. O conhecimento mais profundo, do outro lado da Nierika, é sempre o conhecimento do universo. Está sempre presente, ainda que, como a chama de uma vela À luz do sol, pareça invisível e incognoscível. Mas a magia transporta-nos para esses domínios profundos do poder e do luar, onde a chama de uma vela cintila constante. Pode fazer-nos transpor a Nierika e depois trazer-nos outra vez de volta.
Os conhecimentos profundos que provêm do inconsciente nem sempre podem ser expressos em palavras; requerem frequentemente a poesia, o canto, o ritual e a interpretação. Algures no centro as alma humana existe um senso de identidade que jamais pode ser transmitido somente por palavras de um ser humano para o outro. Cada um sabe haver em si muito mais do que pode ver ou expressar, tal como sabe haver no universo mais do que atualmente compreende. Na melhor das hipóteses, o individuo só pode fornecer alusões e lampejos do seu eu mais profundo através das coisas que gosta daquilo que teme, do modo como se desempenha, da forma como sorri. Guardado no centro de seu ser está o segredo do que ele é e do modo como se relaciona pessoalmente com o resto do universo e com a Divindade.
O conhecimento que uma Bruxa tem de si mesma, da natureza, de poder divino que transcende o próprio cosmo pode expressar-se melhor através do mito, símbolo, ritual, drama e cerimônia. Diz-nos Jung: “A estrutura da mente resulta da interação de energias arquetípicas que só podem ser conhecidas em imagens e símbolos, e que os sentidos captam em rituais e eventos luminosos.”.
E verificamos assim que, desde os tempos mais remotos, homens e mulheres virtuosos de todas as culturas criaram práticas ricas em símbolos e metáforas que a mente inconsciente reconhece e entende intuitivamente: tambores, gemas, penas, conchas, varas de condão, taças, caldeirões, ferramentas sagradas e vestimentas feitas de plantas sagradas, animais e matais repletos de poder. São essas as imagens que revelam os padrões de conhecimento que estão subjacentes no universo físico. São essas as imagens que nos conduzem ao poder secreto que se oculta no centro das coisas, incluindo os nossos próprios corações. Com esses ritos e imagens, nós Bruxas, podemos “puxar a Lua para baixo” e ficar constantemente em comunhão com os Deuses!



Amor e Luz Branca!


Ariadne













☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

quinta-feira

SAPOS E BRUXAS



Olá pessoas Nas Mãos da Lua!Nossa postagem de hoje é pra lá de bacana.Bem, nada como sapos e bruxas. Pois, então entenda e aprenda.

Dentro do imaginário popular, seja nos contos de fadas, na arte lúdica, ou na superstição, sapos, magia e bruxas estão bastante ligados. É fácil reconhecer isto nas famosas lendas de príncipes que se tornam sapos por meio dos encantamentos de uma bruxa, ou nas imagens e retratações feitas por artistas durante a Idade Média, onde a figura da bruxa muitas vezes era encontrada junto de sapos. Como é sabido dentro dos meios Tradicionais da Arte, as lendas, contos populares e superstições guardam resquícios de costumes mágicos antigos, e este ensaio tem a intenção de explanar sobre as associações mágicas existentes no sapo, e sua importância para a chamada Bruxaria Tradicional.

O sapo é um anfíbio que vive em ambientes úmidos, principalmente pela necessidade de seus ovos e girinos. Existem cerca de 4.800 espécies de sapos, e estes se distinguem das rãs pelas membranas interdigitais menos desenvolvidas e pela pele mais seca e rugosa. Quase todos os sapos da família Bufonidae tem duas glândulas na parte de trás da cabeça. Em estado de irritação ou medo, estes sapos liberam substâncias venenosas destas glândulas. Estas substâncias, chamadas de bufotoxinas são psicoativas, em maior ou menor escala, dependendo da espécie do sapo, por isso, eles são chamados de “Sapos Psicoativos”. O Sapo do Rio Colorado (Bufo alvarius) contém as bufotoxinas 5-MeO-DMT e bufotenina, enquanto as outras espécies contém apenas a bufotenina. Ambas são substâncias classificadas como “Triptaminas Alucinógenas”, que podem causar efeitos alucinógenos quando a pele ou veneno do sapo são fumados ou assimilados pela língua. Ao contrário da crença popular, o veneno dos sapos não causa verrugas. Em algumas tradições Xamânicas das Américas, eram usadas combinações destes venenos para se alcançar comunhão com o Mundo Espiritual e para a transcendência do Xamã. Na Europa, as bruxas também se utilizavam de bufotenina, assim como de ervas e fungos alucinógenos, para entrarem em comunhão com o Senhor Chifrudo e seguirem para o Verdadeiro Sabbat, que é o Local de Poder no Outro Mundo, onde ocorre o Congresso com o Espírito, ao invés da concepção moderna de Rito Sazonal.

“No século XVI, os círculos bruxos do noroeste da Espanha utilizavam o sangue do sapo para confeccionar seus ungüentos de vôo. Em 1525 Maria de Ituren confessou ter digerido um ungüento de vôo a partir de pele de sapo e tanchagem, sem dúvida misturados em uma base oleosa. As bruxas suecas fabricavam os seus ungüentos com gordura de sapo, saliva de serpente e plantas venenosas. Os covens alemães têm a reputação de fritar os sapos para preparar tais ungüentos. Os ungüentos a base de gordura de sapos eram também utilizados pelas bruxas húngaras e do Leste da Europa para chegar ao êxtases do “vôo pelo espírito”.” [1] O Sapo tem há muito tempo uma conexão com o Mistério, os Segredos e os Poderes Noturnos. São animais reservados, que aparecem somente durante a noite, e sempre ligados a ambientes aquáticos e úmidos; o sapo habita tanto na terra como na água, passando de um ambiente para o outro confortavelmente, o que o torna um ser associado ao “trânsito entre os mundos” , e ligando-o como mensageiro entre a terra e o submundo. É interessante notar como até mesmo esta idéia, do sapo como guardião dos mundos, está presente em lendas e contos antigos e modernos; um exemplo disto é o recente filme O Labirinto do Fauno de Guillermo del Toro, onde um grande sapo que habita em uma árvore é o guardião da chave para o Reino Subterrâneo, e a personagem Ofélia só consegue adquirir tal chave após destruir o sapo, uma clara referência à Ordália. Também por habitar em regiões pantanosas, o sapo é especialmente sagrado para as deidades ctônicas, mais uma associando-o ao mundo inferior.

Os artistas da Idade Média retratavam os sapos em ligação com o Diabo, e por sua vez como Animais Familiares das Bruxas. É interessante notar que, dentro de muitas das irmandades e sectos de Bruxaria Tradicional, tanto os sapos, como as serpentes e dragões são os seres diretamente ligados ao Diabo, uma das muitas máscaras do Senhor Chifrudo das Bruxas, e ele por muitas vezes aparecia no Sabbat se utilizando da forma de um desses seres. As bruxas também tomavam a forma de animais para irem ao Sabbat, e uma das formas mais comuns era a do sapo. Assim como os Xamãs americanos, elas se transfiguravam nos animais para seus ritos, e novamente aqui vemos o autentico uso dos enteógenos[2] para tal ato sagrado. Como descrito pelo Ocultista Nigel A. Jackson, o símbolo do Diabo pela tradição heráldica medieval, consistia em três sapos sobre o brasão, o que afirmava a ligação com os poderes do mundo abaixo. As bruxas bascas eram marcadas com o sinal conhecido como “Pé de Sapo” , pelo Diabo. Encontramos em Gypsy Sorcery and Fortune Telling de Charles G. Leland, a referência de uma Associação de Feiticeiros da Espanha, em 1610, onde a pessoa que era admitida nesta Ordem recebia uma marca em forma de sapo sobre sua pálpebra e que um sapo de verdade lhe era dado como Familiar, conferindo-lhe poderes como o da invisibilidade, mudança para a forma de animais variados e o poder de se transportar para lugares distantes. Até o fim do século XIX, no Oeste da Inglaterra, havia uma tradição de Magia Popular Medicinal, das quais seus praticantes, conhecidos como Toad Doctors (Médicos-Sapos) acreditavam na cura de diversas doenças, inclusive e mais propriamente aquelas causadas por feitiçaria, por meio do uso de um fetiche feito com a perna de um sapo vivo dentro de um saquinho de musselina e o pendurando em torno do pescoço da pessoa doente.

No Leste da Inglaterra, principalmente no condado de Essex, há uma tradição mágica de bruxos solitários conhecidos como Toad-Witches (Bruxos-Sapos). O folclore, mantido até os dias de hoje, reza que há um rito solitário que visa a obtenção de poderes mágicos, mais propriamente o poder de dominar as bestas e animais e destes especialmente o Cavalo, que é conferido por meio de um amuleto feito do osso de um sapo. É dito que este amuleto, o Toad-Bone Charm (Fetiche-de-Osso-de-Sapo), pode servir como uma chave em todos os assuntos concernentes da Arte Sábia. O rito de obtenção deste amuleto é considerado dentro da Bruxaria Tradicional, como uma Iniciação Solitária e Vertical. Ao contrário da tão afamada “auto-iniciação” onde a pessoa faz um ritual e se considera um Iniciado, a Iniciação Solitária depende de diversos sinais e provações para ser concluída, e se tais sinais não forem dados, o ritual não é concluído e não há Iniciação. Dentro dos costumes dos Toad-Witches, aquele que busca a Iniciação deve procurar um tipo específico de sapo, sacrifica-lo com um espinho de blackthorn (Prunus spinosa) , e deixar sua carne ser comida pelas formigas para se obter apenas os ossos. Estes ossos são então ser recolhidos e jogados em uma corrente de água, e apenas um osso deve voltar para as mãos do praticante, em meio a vários fenômenos naturais que tem por objetivo amedrontar e tirar a atenção do mesmo. Se o osso do sapo não voltar o rito não foi bem sucedido, caso o osso retorne para suas mãos, então ele pode prosseguir nas outras etapas do rito, as quais culminarão no encontro com o Diabo e a Iniciação em si. O próprio sacrifício do sapo em si já é a primeira das provações para saber se o rito poderá ou não ser feito pelo praticante. É dito que somente se pode prosseguir neste Mistério se o modo do sacrifício for revelado por sinais e presságios; é dito ainda que, caso nenhum presságio for recebido, sabe-se que o rito não deve ser feito, e prosseguir é ser amaldiçoado [3].

As referências mais antigas do uso dos Toad-Bone Charms aparecem na História Natural de Plínio, em aproximadamente 77 d.C. Os poderes atribuídos por Plínio ao Osso de Sapo, entre os quais o de domar animais, seduzir, favorecer o amor e causar a discórdia, são os mesmos do rito inglês. Vemos aqui claramente um indício da antiguidade de tal Mistério. Plínio também descreveu como proteger magicamente as colheitas das tempestades, colocando um sapo em um pote e enterrando-o nos campos. As referências de Plínio são repetidas por Agrippa em seu Filosofia Oculta, escrito aproximadamente em 1509 e publicado na Alemanha em 1531. Scot, em Discoverie of Witchcraft, 1584, também cita o uso do osso de sapo como um amuleto de bruxaria, onde novamente a carne do sapo é devorada por formigas e o osso usados para se produzir prodígios mágicos, para o bem e para o mal. Segundo a magia medieval, para tornar-se amado, deve-se colocar um sapo morto num recipiente de barro, cheio de furos, e colocar este recipiente no topo de um formigueiro. Depois que as formigas consumirem toda a carne, deve-se moer o osso até virar pó e mistura-lo com sangue de morcego, e então jogar este pó na comida e bebida da pessoa de quem se deseja o amor. O pó dos ossos de sapos também era utilizado na magia medieval para a abertura de portas e cadeados trancados.




De acordo com Andrew D. Chumbley, o falecido Magister da Cultus Sabbati, o sapo mais indicado para o Mistério dos Toad-Witches na Inglaterra seria o Natterjack Toad (Bufo calamita). Este é um sapo difícil de ser encontrado e que vive no meio da areia.

No Brasil, temos uma espécie de sapo muito interessante, e que é especialmente sagrado dentro das manifestações mágicas da Irmandade de Bruxaria Tradicional Via Vera Cruz. Este sapo é conhecido pelo nome científico Bufo crucifer. Como um sapo da família Bufonidae ele contém a Bufotenina e é encontrado em florestas densas, rios, pântanos de água doce, jardins rurais e florestas antigas. Infelizmente é um sapo que está ameaçado pela perda de habitat natural. Ele é especialmente sagrado por carregar em suas costas uma mancha na forma semelhante de uma cruz – daí seu nome crucifer, “o que carrega a cruz”. Neste contexto, ele serve como um elo entre céu e inferno. Além do extenso uso do osso de sapo na Bruxaria, há também uma pedra especial, chamada de Pedra-de-Sapo ou crepaudina, encontrada na cabeça dos sapos, dotada de poderes ditos mágicos. Nigel Jackson cita que tal pedra cura todas as picadas e mordidas de animais e que, colocada sobre um anel, a pedra empalidece quando na presença de venenos. Em “As You Like It”, Shakespeare faz uma referência à crepaudina: “O sapo hediondo e venenoso tem em sua cabeça uma pedra preciosa”. É dito também que tal pedra protege aquele que a usa como amuleto de qualquer tipo de malefício e feitiçaria. Entre os ciganos Rom, o Diabo normalmente aparece sob a forma de um sapo ou rã, e seu nome é “Beng”, que em Romani significa “como uma Rã”. Para os ciganos da Romênia, a Rainha das Fadas vive sob a aparência de um Sapo de Ouro. O Sapo é também associado às deidades obscuras bruxas Hécate e Lilith, ambas as deidades relacionadas com a Rainha de Elphame dentro do contexto da Arte Sábia. Outra ligação do sapo com o Reino das Fadas, e por sua vez com a Rainha de Elphame e com o Diabo, encontra-se na antiga palavra italiana “fata”, que significava tanto sapo quanto fada. Para a Bruxaria Italiana encontrada na Florença, como exposta por Charles G. Leland, Diana é a “Rainha das Fadas” e um de seus animais sagrados é o sapo. O sapo também é ligado ao conceito de fertilidade. Para os antigos egípcios, ele era o animal sacro de Hekat, a deusa da fertilidade e encontramos nas práticas do coven de Auldearne, em 1662, uma prática mágica curiosa para atrair a fertilidade para os campos, onde um sapo puxava um arado pela terra enquanto os bruxos clamavam ao Diabo pela fertilidade da Terra. O Sapo é o Animal Familiar da Bruxa, que lhe dá a chave para o Submundo e lhe confere o Congresso com o Diabo, Mestre Chifrudo do Sabbat. Ele é o Guardião dos Mundos, é o bruxo e é também o próprio Diabo. A ligação entre os sapos e as bruxas são muito mais reais e próximas do que apenas o imaginário popular.




“Você pode andar pelo caminho,
Você pode falar as palavras,
Mas você pode Encantar o Cavalo?”



Possam a Bênção, a Maldição e a Sabedoria lhe serem conferidas pelo Sapo da Encruzilhada.



Nota biográfica: Draku Qayin é o Escriba e Convocador da Irmandade da Arte Sábia Via Vera Cruz. Atualmente está escrevendo um livro sobre Bruxaria Tradicional, onde além de outros temas ligados à Arte, ele também abordará os Mistérios dos Homens Sapos.


[1] – Jackson, Nigel A. – “Call of the Horned Piper”, Capall Bann Publishing.


[2] – Enteógeno ou enteogénico é um neologismo que vem do inglês: entheogen ou entheogenic, tendo sido proposto no ano de 1973 por investigadores, como sendo o termo apropriado para descrever estados xamânicos ou de possessão extática induzidas pela ingestão de substâncias alteradoras da consciência.


[3] – Mais informações sobre este Mistério podem ser encontradas no “One: The Grimoire of the Golden Toad” de Andrew D. Chumbley, publicado pela Xoanon Publishing.




Amor e Luz Branca

Nuit



☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

Olá! Você estã Nas Mãos da Lua!

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