Seja bem-vindo. Hoje é

Gente Encantada

Que os Deuses te guardem na palma de suas mãos.Abençoadas/os sejam!

quarta-feira

O CÍRCULO MÁGICO



Olá gente encantada! Vamos falar um pouco sobre o círculo mágico.
Oh! Mãe Lua!Dentro do círculo estou!Espero que vocês gostem e aprendam sobre a importância dele para a nossa religião.

Significado do Círculo Mágico

Antes das perseguições aos pagãos ocorridas na Inquisição, todos os rituais de Bruxaria eram realizados ao ar livre, na natureza, que é a morada dos Deuses.

Geralmente eram feitos em círculos feitos de pedras,semelhantes a Stonehenge (círculo de pedra), lugares estes de grande magnetismo e força.

Mas, quando começou a perseguição às bruxas, todos esses locais foram destruídos, e nossos ancestrais passaram a fazer seus rituais dentro de suas casas.

Desde então, o Círculo Mágico passou a ser utilizado pelas bruxas.

Por tradição, em qualquer ritual, é necessário traçar o círculo, para sacralizar a área que será utilizada de forma que esta se torne condigna dos Deuses e energias lançadas no ritual.

Ele é traçado no início de cada cerimônia e destraçado no final dela.

Traçando um círculo você estabelece uma ponte entre o mundo visível e o invisível, entre o mundo físico, e o dos Deuses, fazendo com que dentro do círculo devidamente traçado você fique além do tempo e do espaço, conectando você à outros mundos.

Além da proteção ele marca o início de um ritual, e geralmente é traçado percorrendo por três vezes consecutivas a área do ritual, com o Athame ou Bastão.

Em seguida os elementos da Natureza são convidados a compartilhar do ritual, bem como a Deusa e o Deus.

O Círculo Mágico é tido como o melhor meio de preservar e conter a energia criada durante um ritual, por isso é imprescindível em qualquer prática ritualística.

As Bruxas e os bruxos consideram que a terra é sagrada,pois a Deusa está presente em tudo, não havendo necessidade de sacralizar o lugar do ritual.

Sob esse ponto de vista, o Círculo é utilizado para concentrar a energia durante o ritual, e para impedir possíveis interferências de outras energias no andamento do mesmo.

De qualquer forma, o Círculo Mágico é uma proteção e uma bênção da Deusa para a realização de um ritual.

Abrir um círculo de proteção é extremamente necessário quando se trata de lidar com energias desconhecidas.

E é importante abrir, fechar e agradecer pela proteção.

É muito pessoal o modo de pedir por esta proteção, e você pode se adaptar a um modelo já existente ou criar um, contanto que não se esqueça do básico que são os elementos, os elementais e seus guardiões.


ABRINDO O CÍRCULO MÁGICO

Para abrir o círculo, você precisará do seu athame. Se não dispuser de um, use os próprios dedos da mão projetiva.

Andando em círculo vagarosamente em sentido horário (que deverá ir sendo acelerado aos poucos), visualize a energia saindo do seu athame ou dedos e marcando os limites do círculo…enquanto isso diga:

COM ESSE ATHAME, ABRO O CÍRCULO. QUE TODAS AS COISAS PREJUDICIAIS À REALIZAÇÃO DESTA CERIMÔNIA FIQUE DE FORA. QUE ESTE CÍRCULO PROTEJA A MIM,

(se tiver outras pessoas…QUE ESTE CÍRCULO PROTEJA A TODOS NÓS).

A partir deste instante, começa o ritual. Agradeça a Deusa e ao Deus por estarem presentes e fale:

LESTE:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO LESTE. VENHAM SE JUNTAR A MIM NESTE CÍRCULO. PODERES DO AR, VINDE AQUI! VIGIEM ESTE ESPAÇO. EU OS SALDO.

SUL:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO SUL. VENHAM SE JUNTAR A MIM NESTE CÍRCULO. PODERES DO FOGO, VINDE AGORA! EU OS SALDO.

NORTE:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO NORTE. VENHAM SE JUNTAR A MIM NESTE CÍRCULO. PODERES DA TERRA, VIGIEM ESTE ESPAÇO! EU OS SALDO.

OESTE:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO OESTE. VENHAM SE JUNTAR A MIM NESTE CÍRCULO. PODERES DA ÁGUA, PROTEJAM ESTE ESPAÇO! EU OS SALDO.

Feito isso, desenhe no ar o pentagrama de invocação e inicie o ritual.


DESFAZENDO O CÍRCULO

Agradeça a Deusa e ao Deus por terem estado presente e, também aos elementos.

LESTE:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO LESTE. PODERES DO AR, AGRADEÇO SUA PRESENÇA AQUI, COMO GUARDIÕES DE MEU CÍRCULO. VÃO EM PAZ, SENHORES, COM MINHAS BÊNÇÃOS E AGRADECIMENTO. OBRIGADA E ADEUS!

SUL:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO SUL. PODERES DO FOGO, AGRADEÇO SUA PRESENÇA AQUI, COMO GUARDIÕES DE MEU CÍRCULO. VÃO EM PAZ, SENHORES, COM MINHAS BÊNÇÃOS E AGRADECIMENTO. OBRIGADA E ADEUS!

NORTE:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO NORTE. PODERES DA TERRA, AGRADEÇO SUA PRESENÇA AQUI, COMO GUARDIÕES DE MEU CÍRCULO. VÃO EM PAZ, SENHORES, COM MINHAS BÊNÇÃOS E AGRADECIMENTO. OBRIGADA E ADEUS!

OESTE:
SALVEM OS GUARDIÕES DAS TORRES DO OESTE. PODERES DA ÁGUA, AGRADEÇO SUA PRESENÇA AQUI, COMO GUARDIÕES DE MEU CÍRCULO. VÃO EM PAZ, SENHORES, COM MINHAS BÊNÇÃOS E AGRADECIMENTO. OBRIGADA E ADEUS!

Feito isso, desenhe o pentagrama no ar e mais uma vez agradeça e desfaça o círculo andando em círculo no sentido anti-horário visualizando a energia voltando para seu athame ou dedos (mão receptiva). Basicamente é isto. Volto a lembrar que este método deve ser usado apenas como modelo, como base para criar ou incrementar sua própria abertura e encerramento!


Bençãos!
Ariadne


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

terça-feira

YULE


Por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul
Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.

É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa. O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.

O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.

Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.

Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.

Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.

Esse Sabbat representa o retorno da luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.

Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.

Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”. Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.

A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.

O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.

As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.

A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre nós Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.

Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.

Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.

O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.

Correspondência de Yule

Cores: vermelho, verde, dourado e branco.

Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.

Deuses: o Deus, como a Criança da Promessa, e a Deusa, como a Mãe.

Ervas: azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.

Pedras: rubi, granada, olho-de-gato.

Comidas e Bebidas Tradicionais: bolos de frutas, nozes, pães variados, vinho quente e frio, uvas e maçãs, melões, porco ou peru assado.

Atividades:
- Cantar com a família.
- Decorar a árvore de Yule.
- Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule.
- Tocar sinos para homenagear as fadas.
- Colocar guirlandas na porta principal de casa.
- Espalhar visco pela casa.
- Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros.
- Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.
- Fazer uma boneca de milho.
- Fazer uma Tora de Yule.

Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log):
Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.
Antigamente era utilizado para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.
Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:
• Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
• Ramos verdes;
• Uma tora de madeira.
Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada. Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.
Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.

Tora de Yule Alternativa
Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat. Você precisará de:
• Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
• Fitas verdes, vermelhas e douradas;
• Ramos verdes;
• Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.
Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes. Coloque um avelã em cada furo. Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.

Árvore de Yule
A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.
Para fazer a árvore você precisará de:
• Um pequeno pinheiro verde;
• Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
• Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
• Pequenas velas.
Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.



ABENÇOADAS/OS E GLORIFICADAS/OS SEJAM HOJE E SEMPRE!FELIZ YULE PARA VOCÊS!


SÃO OS NOSSOS VOTOS




☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

FELIZ YULE









☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

segunda-feira

OS QUATRO VENTOS

  

Bem, nunca é tarde para uma postagem bacana. Essa é a nossa de hoje. Tenham uma terça iluminada.

Dentro dos oito segmentos, nós construímos nossa Teia, compreendendo o relacionamento fundamental entre as quatro estações do ciclo natural do ano, e como eles afetam o modo que nós vivemos a vida na terra.

Os nativos poeticamente descrevem as Quatro Estações como o Pai Céu e a Mãe Terra chegando juntos. Vamos discutir as Quatro Estações e as Direções com esse conceito na mente.

Nós nascemos nesta vida durante uma das Quatro Estações do ano, e de acordo com a cosmologia nativa, carregamos o poder dos ventos que predominavam nessa hora.

Vamos entender o significado disso, o vento é o ar em movimento, e o nativo liga o Ar á Mente. A Mente, assim como o Ar, não pode ser vista. Somente sua presença pode ser sentida e seu poder , experimentado. Num momento o poder do Ar pode ser observado vendo-o passar pelas árvores, movimentando suas folhas, derrubando frutas, espalhando sementes, movimentando as águas nos oceanos, nos tornados, furacões, nas brisas que refrescam.

De acordo com ensinamentos ancestrais, a Terra é protegida por "Escudos de Ventos" que envolvem e circulam o planeta. Eles vêm em movimentos espirais ascendentes e descendentes que são afetados pela energia solar e lunar. O planeta é envolvido por um campo de energias eletromagnéticas como uma casca de ovo, assim como o ser humano.

Na Sabedoria Ancestral aprendemos que os Quatro Ventos são fortes poderes, inerentes aos Quatro Pontos Cardeais. São poderes espirituais que afetam todas as criaturas vivas na Terra, especialmente os humanos, assim como a atmosfera e o meio ambiente.

O Sol e a Lua regulam as marés e fluxo dessa energia na " Aura da Terra" . Quando estamos relacionados com a Direção, nos alinhamos ao movimento dessas poderosas forças e suas expressões de energia Nós não podemos ver esses grandes poderes, mas podemos compreendê-los através da contraparte física, e podemos experimentar sua influência, pelos seus efeitos em nosso temperamento.


Vamos examinar como cada um dos "Quatro Ventos" afetam a direção de nosso temperamento.

Os Ventos do Leste na primavera nos desafiam a sairmos para fora, depois de muito tempo dentro, durante os meses de inverno. Então, o Leste é associado à franqueza e disposição.

Os Ventos do Sul no verão nos convidam a passar mais tempo fora, para gozar o sol quente do verão, quando tudo no mundo natural floresce e exala fragância.. Então, o sul é relacionado ao rápido crescimento, florescimento e desenvolvimento.


Os Ventos do Oeste chegam com o outono, é o tempo de crescimento, onde as coisas chegam à maturidade. É tempo de colheita, onde somos compensados por nosso trabalho passado.O Oeste é associado com a intronspecção.

O frio vento do Norte, no inverno purifica e limpa a Terra e força as pessoas a ficarem mais para dentro, para manter calor, renovar e refrescar a sí mesmo.

Cada direção é também ligada a uma hora do dia. O Leste com a madrugada e o nascer do Sol de um novo dia, o Sul com o meio-dia e o Sol à pino, o Oeste com o crepúsculo, quando o Sol vai descansar, o fim do dia e o tempo de reflexão e repouso, e o Norte com a meia-noite, o descanso e a renovação.

Cada um dos Quatro Ventos, das Quatro Estações e as Quatro Horas do dia, estão relacionados às influências no nosso modo de vida. De acordo com a cosmologia nativa, são especiais qualidades de influência do vento o poder que predominatemente carregamos de nosso nascimento, como nossa marca pessoal, codificado em nossa mente.

Os nativos relatavam tudo o que podia ser observado e entendido do meio-ambiente. Qualquer princípio ou lei cósmica ou natural, que afetava a vida do homem, os mistérios do nascimento e morte, o destino dos homens, podiam ser entendidos através da observação das forças naturais em ação.

Os nativos converteram o intangível até uma forma que pudesse ser entendida e relatada através de comparações (metáforas), com a natureza, com os animais, plantas e minerais. Animais selvagens, por exemplo, dividem o meio ambiente com eles. Eles conhecem os habitos individuais e características de cada espécie, conhecem os diferentes temperamentos, e sabem que cada animal tem a sua personalidade própria. Eles comparam os segredos da natureza e as qualidades que possuem com características similares encontradas nos animais, répteis, pássaros, peixes, etc.

Em outra palavras, os nativos pesonificam essas forças intangíveis, que muitos povos de outras culturas associam humanizando seus deuses. Eles todavia, usam mais animais, plantas, minerais do que representações humanas. Essas personificações são chamadas de " TOTENS" .


Quem sente o coração da Terra, quem sabe ouvir a Voz da Alma do Mundo, é também capaz de compreender a linguagem das plantas, da chuva, dos animais, das flores... dos ventos!!! Ah! Os Ventos! Eles são portadores de todos os conhecimentos e de toda a sabedoria, porque onde quer que soprem, de onde quer que venham, trazem a Essência, o Espírito do Criador e o próprio espírito deles. Carregam também consigo espíritos que se espalham ou se organizam; que cantam, choram, sonham ou renascem, ou caminham na espectativa de uma reencarnação, ou no desejo de viajar por outros planetas, buscando servir, aprender... ou talvez procurando o Amor, a Paz, a Luz, os Brilhos!!!
Cada Vento tem a mão amiga de um Silfo, de uma Fada e, principalmente, a proteção e a sabedoria de um Arcanjo, de um Anjo para orientá-lo, iluminá-lo, guardá-lo.

O Vento do Sul foi confiado a Uriel, Arcanjo das Profecias, Anjo dos escritores, intérprete da Lei do Retorno e, talvez por isso, nos mostre nossa "Criança Interior", estimulando-nos a conservá-la. Para tanto, tenta nos falar da inocência, da confiança, da humildade, da paciência, dos sonhos... Entre muitas outras coisas, procura renovar e fortalecer nosso entusiasmo, nossa alegria e nossa fé.

Quando o Vento vem do Oeste, traz a esperança do Arcanjo Gabriel, seu protetor, e o desejo de transmitir apenas boas notícias, conhecimentos úteis, especiais, internos. Em razão disto, coloca em nós a vontade de pensar, refletir, meditar, pois não há nada melhor para um aprendizado correto e para uma comunicação perfeita do que a introspecção.

Se o Vento surgir do Leste, trará toda a liberdade, conquistada através da coragem, do amor e da iluminação, características tão comuns em Miguel, seu condutor. Vento Leste... Vento do Arcanjo Miguel, Vento que o ajuda na limpeza da "psicosfera" da Terra. Vento Leste, Vento de Miguel, Vento de força, de combate, de tantas vitórias! Vento que afasta as dúvidas, os pensamentos negativos e detém o Poder com Bondade e Justiça. Vento Leste, Vento de Miguel... Vento que abre a porta dourada da sabedoria e da Luz, para que possamos entrar em novos níveis de entendimento.

Quanto ao Vento Norte, Vento do Arcanjo Rafael, Chefe da Medicina Celestial e representante dos Anjos da Guarda, transborda de bálsamos e de aromas para restabelecer a saúde física, mental, emocional e espiritual da humanidade. Este Vento ensina a gratidão e canta canções de agradecimento pela sabedoria que possui. Sabedoria esta que pretende derramar sobre quantos a queiram receber. Os Ventos refrescam a Terra, embalam as Águas! Apagam o Fogo, purificam o Ar! Os Ventos levam e trazem as chuvas; amenizam o calor do Sol, contam histórias... Os Ventos varrem as tristezas da Terra e trazem as alegrias dos Céus. Algumas vezes, por necessidade, trazem o sofrimento. Muitas vezes, como presentes, espalham alegrias. "A Voz dos Ventos: a Voz audível do Universo". Bem dizem os Celtas que a Natureza é o lado visível de Deus.

Fico pensando também que as quatro direções dos Ventos nos levam a tantas reflexões... O Norte é sempre o ponto de partida, embora nem sempre seja o ponto de chegada. O Norte é o começo, a origem.

O Leste, lugar da criatividade, da iluminação, por causa do Sol? Por causa do Arcanjo Miguel? Dizem que no Leste construimos nossa Fé, porque sendo ele o laboratório da imaginação, nos permite captar muitas coisas para nosso Espírito, inclusive o Fogo, o Brilho do Sol para nos aquecer a alma, clarear a inteligência e despertar todos os dons que mais se afinizarem às nossas tendências ou aos nossos desejos. O Leste é o lugar ideal para lançar a semente de novos projetos.

Oeste: lugar das promessas e das realidades felizes; da esperança...

Sul: a alegria, a vitalidade, o entusiasmo, a inspiração...

As quatro Direções... Todas levam ao "Caminho"!


"Agradecemos aos Quatro Ventos que trazem as estações, as mensagens das direções, o movimento dos moinhos e dos barcos e o frescor para nossas vidas. Unimos nossos corações e agradecemos a sabedoria e os ensinamentos dos Quarto Ventos."

Amor e Luz Branca!


Nuit



☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

A PAPISA OU GRANDE SACERDOTISA



Olá Irmãs e Irmãos! Espero que o seu domingo tenha sido mágicko. O nosso assunto de hoje é o Tarô. E é o meu tema preferido porque estas cartas estão na minha vida há muito tempo.

Gostaria de dividir com vocês um pedacinho do livro Jung e o Tarô, escrito por Sally Nichols. É um livro imprescindível para quem quer aprender a Arte. Jung sempre foi o meu preferido pelo seu pensamento, pelos seus estudos sobre o Inconsciente Coletivo e pela grande influência de Schopenhauer em sua obra entre outros. Encontrá-lo neste livro aliado ao Tarô foi maravilhoso. Espero que vocês gostem também. Download do livro citado no final desta postagem.


A PAPISA OU A GRANDE SACERDOTISA

O Trunfo número dois do Taro retrata uma papisa de antiga e misteriosa origem Historicamente nunca houve uma papisa mas, por vários séculos, uma muher chamada "Papisa Joana" desfrutou de uma existência alegre na imaginação pública. Disfarçada de padre, esse personagem lendário finalmente subiu através das ordens para tornar-se papa. Ninguém suspeitava de que o "Papa João" era mulher, até que o fato, um dia, se revelou de maneira constrangedora. No meio de solene procissão papal, o "Papa João", de repente, deu à luz uma criança! Essa lenda não teve origem num fato externo mas, como todos os mitos, envolve uma verdade interior tão óbvia que é amiúde ignorada. A principal atividade criadora que distingue Joana de João — o fator relevante e revelador - é o parto. O gênio para fazer bebês é o poder secreto da mulher e sua fraqueza pública.
Se bem pudesse governar vastos reinos espirituais e temporais, o verdadeiro Papa João não poderia ter realizado esse milagre de todos os dias. O homem pode propagar e celebrar o Espírito Divino mas somente através da mulher o espírito se faz carne. É ela quem capta a centelha divina em seu ventre, a protege e alimenta e, finalmente, a gera na realidade. Ela é o vaso da transformação.
Do ponto de vista masculino da lei e da ordem, o ato criativo de Joana pode parecer um infeliz acidente que interrompe a procissão civilizada. Que choque há de ter sido o ver-se diante da sanguinolenta confusão da realidade - o infante a berrar e todos aqueles cueiros - no meio da pompa e circunstância! Que falta de consideração da Natureza desmazelada interromper tão rudemente a celebração do puro espírito! Mas até quando diz isto, o homem se vê obrigado a reconhecer a tremenda importância do poder da mulher. "Puro espírito" é puro disparate. A menos de ser apanhada, trazida ao terreno e instalada na realidade, a inspiração alada se espalha sem finalidade e sem propósito. Sem o nascimento não haveria procissão. A não ser que o espírito fosse realmente feito carne, a celebração papal não teria sentido.
Portanto, aqui, diante de nós na carta número dois, está sentada a Mulher. Embora chamada Papisa, não é literalmente a esposa do papa. Visto que, na seqüência, ela se segue ao Mago, que é um sábio revestido da dignidade sacerdotal, ou mago, podemos pensar nela como numa Suma Sacerdotisa, nome, aliás, que lhe dão alguns baralhos modernos. O Mago representa o yang primário, ou princípio criativo masculino. A Papisa pode ser vista como representação do yin primário, ou aspecto feminino da divindade. Personifica as qualidades de Ísis, Ishtar e Astarte, todas deusas que reinaram sobre os rituais dos mistérios das mulheres. Em seus aspectos espiritualizados surge como a Virgem Maria e como Sofia, a Sabedoria Divina. O seu número dois é um número sagrado para todas as divindades femininas.
A Papisa é uma figura feminina substancial, pesada, sentada - possivelmente entronizada. Ostenta as vestes cerimoniais e a tiara da Igreja, representando, assim, o poder espiritual além da sua pessoa individual. Segura na mão um livro aberto, sem dúvida um livro sagrado, simbólico da Palavra Divina.
Talvez esteja refletindo sobre o que acabou de ler. Talvez mantenha o livro aberto para podermos ver a Palavra... vede como estava escrito "no princípio''. Nos quadros da Anunciação, a Virgem Maria, não raro, se apresenta com um livro aberto; segura o livro dos Profetas, que lhe prediz o destino como portadora do Divino Infante. Aqui no Taro se diria que o livro tem significação semelhante, indica que, através da Papisa, o espírito será realizado, trazido à realidade. Tradicionalmente, não é a mulher quem faz a lei, ela é o instrumento da sua promulgação; não controla o próprio destino, que evolverá como estava escrito. A mulher não se põe a agir para procurar o seu fado, pois a essência do feminino é a receptividade. Não escolhe; é escolhida. Suceder-lhe-á como estava predito "no princípio".
A pala amarela que atravessa o peito da Papisa de um lado a outro pode indicar que ela aceita o
destino, que suportará o fardo com paciência bovina e servirá o espírito com humildade. A pala enfatiza o eixo horizontal da cruz, a dimensão da realidade terrena. Liga o direito ao esquerdo, o consciente ao inconsciente, unindo-os de um modo prático. De maneira semelhante, suas mãos se unem para segurar o livro da profecia; ela aceita a Palavra com todo o seu ser. Esse sentimento de compromisso ecoa na touca branca, parecida com a que ostentam certas ordens de monjas e as mulheres ao fazerem a primeira comunhão. Usada de um modo geral nos tempos medievais, a touca hoje se conserva como sinal de dedicação especial ao Espírito Santo. Esconde os cabelos da mulher, sua "glorificação", símbolo de atração sexual e de poder de sedução. A Papisa, porém, está enfeitada com uma tiara cravejada de jóias, que chama a atenção para uma glória mais preciosa do que os cabelos mortais, e cuja forma de colméia indica fertilidade perpétua, organização instintiva e nutrição doadora de vida. Suas três camadas mostram que esse poder se manifesta em todos os mundos: no celeste, no terrestre e mesmo debaixo d'água.
O toucado de três camadas também liga a pessoa que o usa à feiticeira de três caras, Hécate,
escura personagem pré-olímpica, de cujo domínio partilhará a Papisa nos três mundos. A dama do nosso Taro simboliza um requinte e uma espiritualização de natureza instintiva aparentemente muitas eras distantes da vingativa Hécate: sem embargo disso, a Papisa não se senta satisfeita no trono. O toucado em forma de colméia lhe serve de constante lembrete de que os instintos, contrariados, podem atacar com ferrões maldosos.. Atrás da Papisa estendeu-se um grande véu ou cortina sustentada por dois pilares, rapidamente vislumbrados debaixo do véu à sua direita e também debaixo do seu cotovelo esquerdo. É evidente que ela está sentada à entrada de alguma coisa - talvez um templo ou santuário íntimo, de cujos mistérios é a guardiã.
Podemos apreciar as qualidades misteriosas da Papisa colocando-a em contraste com o Mago,
retratado fora de casa, num campo aberto. Tudo nele - a forma de lemniscata do chapéu, a varinha
empunhada no alto por uma das mãos, a bolinha segura com tanta delicadeza entre o dedo e o polegar da outra mão, juntamente com os implementos e instrumentos do seu ofício sobre a mesa à sua frente - tudo sugere ação. Ele está em vias de fazer alguma coisa. Até os cabelos, com cachos dourados, caindo livremente debaixo do chapéu, parecem vivos. Sua posição com os pés espalhados é a do maestro no pódio, pronto para dirigir uma execução. Como o condutor, o Mago não está fixado permanentemente no lugar. Concluída a execução, mudar-se-á para outros campos. Tampouco está constrangido pelas limitações do tempo terrestre. As curvas extravagantes da lemniscata do chapéu ligam-no ao infinito - indicando que quem o usa tem aceso a dimensões mágicas de percepção impessoal, transcende as realidades mundanas do tempo e do espaço.
Não assim com a Papisa. Ela está quase enraizada no lugar, passivamente sentada, imóvel.
Sentimos que sempre esteve ali sentada e assim continuará até o fim dos tempos. Ao passo que o
chapéu e a varinha do Mago sugerem ação e experiência, a tiara e o livro dela indicam contenção e
tradição. Em contraste com a liberdade do Mago no espaço, os pilares da Papisa marcam as limitações da dura realidade.
O poder do Mago é o fogo: o poder quente, brilhante, rutilo do sol. O poder da Papisa é a água: o
poder frio, escuro, fluido da lua. Ele controla por meio da força rápida, do conhecimento e da idéia. Ela governa pela lenta persistência, pelo amor e pela paciência feminina.
Os pilares reiteram a dualidade expressa no número dois da Papisa. Sua essência é o paradoxo.
Ela abrange tudo, abarca assim o bem como o mal - até a vida e a morte. Ela, que é a mãe da vida,
também preside à morte, já que tudo o que vive na carne precisa, um dia, morrer na carne. Somente a luz não confinada do puro espírito é imortal.
A magia do Mágico, como o seu sexo, está na frente. A magia da Papisa, velada e oculta como os
seus cabelos, está escondida pelas cortinas atrás dela? Ou ela a guarda "debaixo do chapéu"? Ou a sepultou entre as águas do seu ventre? Onde quer que esteja escondido, o segredo da mulher, como o da natureza, permanecerá sempre oculto à penetração da consciência masculina. Na base da estátua de Ísis em Sais, estão inscritas as seguintes palavras: "Sou tudo o que era, que é, e que sempre será. Nem mortal algum jamais pôde descobrir o que jaz debaixo do meu véu." Dela é o reino da profunda experiência interior; dela não é o mundo do conhecimento exterior.
Sentimos que o poder do Mago está, de certo modo, sob o seu controle consciente, que ele pode
"usar de franqueza". Não é este o caso da Papisa: a natureza da sua magia está escondida até mesmo dela. Acontece, em parte, "nas suas costas", como está representado. Guardiã do nascimento e do renascimento, ela nos guarda mas não os controla.
Nas culturas primitivas, a mulher era vista como a única fonte da vida, porque não se considerava
o ato sexual ligado de algum modo à gravidez. Entendia-se que o homem não representava papel algum no processo da concepção. Era até conhecido como intruso, uma força destrutiva da criação, como está exemplificado mitologicamente na história do rapto de Perséfone. Uma vez que não se compreendia o papel do homem no processo da vida, cada mulher que engravidava havia de sentir-se misteriosa eincompreensivelmente escolhida pelos deuses. Como aconteceu a Maria, a notícia do seu destino devia parecer ter descido inexplicavelmente como anunciação do céu. O parto era um santo mistério, e um mistério da mulher. Os primeiros limites sagrados que se conheceram foram os destinados ao parto. Mais tarde, erigiram-se templos nesses sítios. Assim o princípio feminino personificado em Ísis, Ishtar, Astarte e, depois, em Maria, vieram a ser ligados não só ao nascimento no corpo, mas também ao renascimento numa nova dimensão de percepção, que transcende a carne.
Hoje em dia, a despeito da pílula, da educação sexual e da liberação das mulheres, o parto
continua a ser, graças a Deus, um mistério sagrado. O planejamento familiar é mencionado com
desenvoltura, mas a verdade é que cada gravidez ocorre (ou não) pela graça de Deus. Toda mãe em perspectiva, por mais disposta que esteja, ainda precisa ser escolhida pelo destino para assumir esse papel. O próprio acontecimento milagroso ainda é um mistério, e ainda é um mistério da mulher. Acontece a ela. Com o homem, o ato da propagação acontece fora dele, tanto física quanto psicologicamente. O homem pode procriar uma dúzia de filhos sem jamais ter conhecimento de que o fez. Mas, em se tratando da mulher, a concepção e o próprio filho acontecem dentro do seu corpo - no próprio centro do seu ser. A partir do momento em que ela concebe, quer o saiba quer não, a mulher está literalmente grávida de um filho. Seja qual for a sua atitude intelectual, no fundo do inconsciente de cada mulher a gravidez ainda é experimentada com uma anunciação profética. Para ela, cada nascimento é uma recriação do Divino infante. Parece significativo que as mulheres estejam começando hoje a restabelecer uma conexão consciente com a experiência do parto. Através do parto natural e de outras técnicas que dispensam o emprego de drogas, as mulheres permanecem conscientes no momento de parir, de modo que podem ligar-se emocional e espiritualmente à experiência e participar conscientemente desse supremo ato de criação. Mais significativo ainda é o fato de que os maridos, longe de serem excluídos do "recinto sagrado", são convidados a participar do ritual do parto e a partilhar da experiência como co-criadores.
Finalmente, a criatividade feminina e o princípio feminino (negado por um período demasiado longo em nossa cultura) estão conquistando os seus direitos.
A liberação das mulheres é encarada, às vezes, estreitamente, como um movimento que visa a
libertar as mulheres da maçada do trabalho de casa e dos preconceitos dos homens em todas as áreas da vida. Mas o que está sendo realmente almejado é a libertação, tanto dos homens quanto das mulheres, da subserviência ao princípio masculino, um dirigente cuja autonomia há muito estabelecida converteu-se em tirania para homens e mulheres ao mesmo tempo. Em seu nível mais profundo, esse movimento não é uma guerra entre os sexos mas, antes, uma luta árdua da parte de ambos os sexos para libertar a Papisa das masmorras do inconsciente e para elevá-la ao lugar a que tem direito como cosoberana do seu equivalente masculino. A atual revolução psicológica e social pode ser vista como a promulgação, em termos humanos, da Assunção da Virgem Maria, recém-dogmatizada pela Igreja Católica. Teologicamente, a Virgem tem agora um lugar seguro no céu à mão direita de Deus. Mas depois de séculos de genuflexão espiritual diante do princípio do pai (que dominou por tanto tempo nossa cultura judeu-cristã), é difícil, tanto para as mulheres quanto para os homens, dar o mesmo destaque ao princípio feminino.
Um dos nossos problemas pode ser que o conceito "igual mas diferente" é de aceitação difícil para
uma sociedade competitiva, em que cada pessoa, lugar ou coisa é instantaneamente computadorizada, avaliada e rotulada. Dir-se-ia que em nosso esforço por experimentar os sexos como iguais às vezes tendemos a obliterar-lhes as diferenças. Compreensivelmente, a atual fase de transição é uma fase de confusão para todos; mas parece particularmente assim para os que dentre nós fomos educados numa era em que as diferenças sexuais, por mais distorcidas que fossem pela cultura, eram claramente definidas. O mesmo não acontece hoje. Simples donas de casa passam por nós nos supermercados vestidas como alguma coisa saída dos Anjos do Inferno; heróis do futebol, antigamente pouco amigos das fitas do avental, agora posam para a imprensa vestindo o avental inteiro - e com os cabelos encaracolados! Mais desconcertantes ainda são os trajes e o procedimento uniformes do chamado unissexo, em que todos trazem cabelos compridos e blue jeans e todos carregam os próprios cobertores e mochilas; e não é fácil achar uma pista do verdadeiro sexo da pessoa.
Talvez não mereçamos nem precisemos saber quem é o quê (supondo, naturalmente, que os
próprios indivíduos tenham uma boa compreensão dos fatos da vida). Mas podemos compreender a
confusa admiração de Ogden Nash pela tartaruga, em que o sexo é similarmente escondido: "Creio que é muito esperta a tartaruga / sendo, em tais condições / tão fértil." E podemos esperar que esteja prestes a nascer um novo papel "igual mas diferente" tanto para os homens quanto para as mulheres. Um dos modos com que talvez possamos ajudar-lhe o parto é através de uma experiência mais plena e mais consciente do princípio feminino, por tanto tempo negligenciado, e da compreensão de como opera em todos nós, homens e mulheres.
Como primeiro passo, seja-nos permitido esclarecer a nossa terminologia. Não se pretende que os
termos feminino e masculino, tal como Jung os emprega, se correlacionem com a dicotomia fisiológica homem-mulher. Eis por que são úteis conceitos como yang-yin ou Logos-Eros, pois deixam claro que o que nos interessa aqui são dois princípios de vida, ambos os quais operam em todos os homens, em todas as mulheres e em toda a natureza. Entretanto, parece importante também conservar alguns tons harmônicos em nossa linguagem. O sexo é um paradigma na experiência humana para a compreensão dos opostos e sua transcendência final. Através da não-identidade da relação sexual chegamos a experimentar a força dinâmica dos opostos em nossas entranhas e, através do êxtase da sua reconciliação, vislumbramos sugestões de uma totalidade que transcende a carne moral.
Assim os termos masculino-feminino são usados aqui para denotar pólos positivos e negativos de
energia, cuja interação dinâmica propaga, motiva e ilumina nossas vidas. Por exemplo, assim como o corpo do homem tem características femininas secundárias, assim a sua psique - seus humores e
comportamento — sofre a influência do chamado lado feminino, a cuja personificação Jung deu o nome de anima. Quando o homem não tem consciência da sua anima, pode ser inteiramente dominado e destrutivamente influenciado por ela. Quando toma consciência dela e das suas necessidades, ela pode inspirá-lo e conduzi-lo à sua própria totalidade. Em termos junguianos, a Papisa representaria para o homem um desenvolvimento muito elevado da anima. Simbolizaria a figura arquetípica que o relaciona com o inconsciente coletivo. Sendo mulher, a Papisa seria uma forma altamente diferenciada de Eros; simbolizaria a feminilidade, um eu espiritualmente desenvolvido.
As muitas facetas da feminilidade espiritual não podem ser captadas em palavras, nem mesmo em
imagens; mas escolhi algumas ilustrações que podem ampliar e enriquecer o significado dessa carta.
Examinando essas imagens talvez possamos ligar-nos à "magia da Lua" em nós mesmos. Pois todos,
homens e mulheres, temos ao nosso alcance dentro de nós os poderes assim do Mago como da Papisa.
Se esses dois pólos não interagissem em nós não haveria vida - nem criatividade.



Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!


Karla




☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sábado

CORES E MAGIA



Olá pessoas encantadas! E ai, como foi o seu sábado? O meu foi tranquilo, junto com a minha família e os meus amigos. Foi bastante colorido também.Adoro essas festas juninas com todas aquelas bandeirinhas. Inspirada por tantas cores, resolvi trazer a magia das cores hoje para vocês. Então, descanse e leia.

Que as cores influenciam diretamente nossa vida: interfere no nosso humor, desempenho e etc, não temos dúvidas e ignorar tal poder seria pura ignorância nossa.

Segue uma pequena descrição sobre as cores.

VERMELHO: Dá energia e vitalidade. Estimula o sangue e libera adrenalina. Combate resfriado sem febre. Dispensa o cansaço e ameniza dores reumáticas.
LARANJA: Tonifica, combate à fadiga, estimula o sistema respiratório e fixa o cálcio no organismo. Aumenta o otimismo.
AMARELO: Estimula o sistema nervoso central, contribui para a regeneração de problemas ósseo, bom para prisão de ventre, potencializa o fósforo e o sódio. Estimula o intelecto.
VERDE: Favorece o equilíbrio hormonal, estimula órgãos digestivos, tem ação refrescantes e antiinfecciosa. Alivia a insônia.
AZUL: Calmante, analgésico, indicado nas infecções com febre. Atuam no sistema nervoso, vasos, artérias e todo o sistema muscular. Combate o egoísmo e traz a harmonia.
ÍNDIGO: Ação coagulante. Atua diretamente na corrente sangüínea. Usado em casos de ferimentos e sangramentos em geral. Estimula os cincos sentidos e a intuição.
VIOLETA: Ação calmante e purificadora do sangue. Elimina toxinas e estimula a produção de leucócitos. Bom nos casos de pneumonia tosse seca, asma, irritação da pele e dor ciática. Reduz medos e angústias, diminui a irritação.



EFEITOS DAS CORES
Branco: Pureza, paz e virtude.
Vermelho: Paixão
Amarelo: Ouro
Laranja: Alma humana
Verde: Natureza/ Mata/ Saúde
Azul: Espiritual
Violeta: Devoção e energia
Rosa: Amor
Preto: Isolamento
Marrom: Terra


DICAS DE CORES PARA ROUPAS
Branco: vista branco quando estiver necessitando de paz, calma e sentir necessidade de estar limpo, puro.
Vermelho: vista vermelho quando precisar de coragem, força de vontade; quando sentir necessidade de atrair alguém. É um estímulo sexual e é muito atraente.
Amarelo: quando necessitar o tonificar o sistema nervoso, para estimular a intuição e atrair dinheiro.
Laranja: para obter sucesso monetário.
Verde: para ganhar presente, para diminuir seu stress.
Azul: para obter harmonia, paz e tranqüilidade.
Violeta: Para buscar inspiração e imaginação.
Rosa: para encontrar a felicidade e obter a simpatia.
Preto: elegância e afastar invejosos.
Marrom: é bom evitar usar roupas desta cor.


Fonte: Adaptado do livro "Diário de Magia - Manual de Esoterismo"



Muitas Bençãos




Ariadne








☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

sexta-feira

LEI TRÍPLICE

Olá Irmãs e Irmãos! Agradecemos a sua presença que muito nos honra. Um pouco mais sobre a nossa Lei Tríplice. Aprecie e aprenda.

É comum nós,os wiccanos dizermos frases, do tipo: “faça o que quiseres, se for para o bem” e outras frases, que ouvidas ou lidas por pessoas leigas em Wicca, podem ser mal interpretadas e podem levar estes leigos a pensar que nossa religião não tem qualquer tipo de controle, pois “Tudo é Permitido!”, o que sabemos que não é verdade!

A verdade é que temos a Lei Tríplice, a única Lei  da Wicca, que na verdade é a mais completa, das 200.000 que poderiam existir.

Esta Lei se baseia no princípio de que tudo que fizermos retornará para nós (aquele que pratica o ato) 3 vezes maior do que fizemos inicialmente.

Veja, se desejarmos, por exemplo, que uma determinada pessoa caia e quebre o nariz, pode ter certeza que mesmo demorando este desejo inicial retornará 3 vezes maior fazendo com que você (que desejou) caia, quebre o nariz, os braços e a cabeça!

É claro que isto é apenas um exemplo, mas acho que serve para você entender o significado da Lei Tríplice.

Devemos tomar muito cuidado com tudo o que fazemos na Wicca, pois o que pensamos estar certo pode voltar como uma bomba sobre nós.

Muitas vezes você pode interferir, sem saber, na vida de uma pessoa ou no curso natural das coisas ao seu redor. Esta interferência pode ser ruim para o caminhar natural das coisas ou pessoas.

Já parou para pensar que as pessoas têm seu livre arbítrio para fazer ou deixar de fazer o que bem entender?

Antes de ajudar uma pessoa que se encontra enferma numa maca de hospital, você precisa ter o consentimento dela, pois a SUA vontade de que ela melhore e saia do hospital pode ser contrária à da pessoa que quer mais é morrer, porque não vê mais sentido em nada!

O mesmo se aplica àquelas pessoas que por amor ou loucura, não sei, quer “amarrar”, ou seja, obrigar uma pessoa, que nem sabe que ela existe, ficar de “4”, perdidamente apaixonado e cego de amores...Acha isto certo? Acho que não, né? Pior ainda quando estas pessoas loucas de amor decidem fazer feitiços usando as energias e procedimentos mirabolantes para conseguir o que quer! E Conseguem!!!!!! Não é novidade nenhuma escutar casos de casamentos desfeitos e tragédias homéricas por causa destas ações. Com certeza, o troco chegará, cedo ou tarde, mas, chegará!

Para estas pessoas, um recadinho: CUIDADO!!!

Claudiney Pietro, em seu livro “Wicca – Ritos e Mistérios da bruxaria moderna”, diz o seguinte:

“Quando interferimos no livre arbítrio de uma pessoa estamos efetuando um ato negativo contra a pessoa e contra nós mesmos. Quando um Bruxo faz isso, está trabalhando com a Baixa Magia, e ele pagará caro, pois o Universo nos retribui tudo o que emitimos aos outros numa escala de 3.”

Ponha uma coisa em sua cabeça: NO UNIVERSO HÁ A FAMOSA LEI DO REFLEXO, OU SEJA, TUDO QUE VOCÊ FAZ, VOLTA PARA VOCÊ MESMO E MUITO MAIS FORTE! Ponto final e não discutamos mais sobre esta questão.

Claudiney, prossegue afirmando que os feitiços são parte integrante do núcleo operacional da Wicca. Este feitiço é colocado pelo autor como sendo “um conjunto de técnicas e conhecimentos específicos que quando colocados em prática, enviam uma projeção mental ao Universo”...”Um feitiço age DIRETAMENTE com a natureza”... “Tudo na natureza é vivo e possui energias específicas acumuladas”...”quando canalizadas corretamente, passam à agir em benefício daqueles que sabem utilizá-las”.

Você precisar ser consciencioso quando usar suas energias em seus ritos. Tenha em mente que apesar de muitas vezes esquecermos deste detalhe, NÃO SOMOS SENHORES DA MAGIA, DAS PESSOAS E DAS SITUAÇÕES!

Scott Cunningham em seu livro Guia Essencial da Bruxa Solitária dá algumas dicas de como você utilizar bem seu poder evitando assim, ser punido por seu mal uso. Vamos a elas:

1. O Poder não deve ser usado para gerar danos, males ou para controlar os outros. (Se surgir necessidade para tais atos, o Poder deverá ser usado APENAS para proteger sua vida ou de outros);

2. O Poder só deve ser utilizado conforme as necessidades;

3. O Poder pode ser utilizado em seu benefício, desde que ao agir não prejudique ninguém;

4. Não é sábio aceitar dinheiro para utilizar o Poder, pois ele rapidamente controla o que o recebe. Não seja como os de outras religiões;

5. Não utilize o Poder por motivo de orgulho, pois isto desvaloriza os mistérios da Wicca e da magia;

6. Lembre-se sempre de que o Poder é um Dom sagrado da Deusa e do Deus, e não deve JAMAIS ser mal usado ou abusado;

Agora vai minha dica: antes de agir em favor ou contra algo ou alguém, pare, reflita em cada uma destas dicas de Scott Cunningham e veja se não fere nenhuma. Se estiver tudo certo, siga tranqüilo

Fonte Bibliográfica: CUNNINGHAM, Scott: Guia Essencial da Bruxa Solitária, Editora Gaia; PIETRO, Claudiney: Wicca Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna, Editora Germinal

A Lei

1. Somos da Antiga Tradição, daqueles que caminham com a Deusa e com o Deus e recebem seu amor.

2. Conserve o Sabbats e Esbats para melhorar suas habilidades, caso contrário, diminuirá sua conexão com a Deusa e com o Deus.

3. Mal nenhum. Esta é a antiga lei e ela não está aberta para interpretações ou mudanças.

4. Que não jorre ou caia sangue nos rituais; a Deusa e o Deus não precisam de sangue para que sejam adorados de maneira apropriada.

5. Aqueles da nossa Tradição são bons com todas as criaturas, no entanto, aqueles que têm pensamentos negativos e nos esgotam inteiramente, não são dignos de nossa perda de energia. A miséria é auto-imposta, assim sendo, também a alegria, portanto crie alegria e despreze a miséria e a infelicidade. E tudo isto com sua força interior. Não há mal algum.

6. Ensine somente aquilo que você sabe, dê o melhor de si, para aqueles estudantes que você escolheu, mas não passe conhecimento para aqueles que poderiam usar seus ensinamentos para destruir ou controlar. Além disso, ensine sem vangloriar-se, se lembre sempre: aquele que ensinar por vaidade conseguirá somente um pouco de orgulho por seu trabalho; mas aquele que ensinar por amor será envolvido pelos braços da Deusa e do Deus.

7. Sempre se lembre disso se você pretende estar dentro da Tradição, mantenha a Lei próxima a seu coração, pois é a natureza do Wicca manter a Lei.

8. Se a necessidade chegar, nenhuma lei poderá ser modificada ou descartada, e se novas leis forem escritas para substitui-las, contanto que estas novas leis não descaracterizem as antigas: não há mal algum.

9. Bençãos do Deus e da Deusa para todos.


Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!

Karla




☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

quarta-feira

CASAMENTO PAGÃO OU HANDFASTING

A cerimônia pagã de casamento, conhecida como handfasting, é uma simples união entre duas pessoas que se amam e fazem seus votos frente a frente. Ou seja, um ritual de casamento normal, como em todas as religiões. Tem origem européia e era comum em culturas célticas e eslavas. O termo vem do verbo handfast, que na era medieval era a denominação do contrato de casamento.
Existem diversas formas de ser realizada. O casal pode amarrar seus pulsos com fitas, cordas ou cabos enquanto fazem suas juras. Os votos significam um compromisso com a outra pessoa e consigo mesmo. No final da cerimônia, as mãos são soltas, simbolizando que o casal está junto por sua própria vontade.

Também são trocados anéis, que simbolizam uma aliança. A troca de alianças é um costume que tem origem no Paganismo, inclusive.
Quem pode oficiar um casamento pagão? Não há regra, mas geralmente são celebrados por sacerdotes de cada tradição, pois se entende que sejam as pessoas com maior conhecimento ali e tudo o mais.
Os casamentos pagãos não têm como regra “que sejam felizes para sempre”, mas que fiquem juntos enquanto se amem. Tradicionalmente, os handfastings duram 1 ano e 1 dia. Passado esse tempo, o casal renova seus votos se assim desejar. Eu gosto dessa idéia porque significa que você está com alguém porque quer mesmo, e não porque assinou um papel.
Geralmente a cerimônia é realizada ao ar livre, a fim de honrar os quatro elementos (terra, ar, água e fogo), e estão presentes todas as pessoas que desejam boas energias ao casal. Os votos do casal geralmente incluem amor, respeito, honra e proteção à família. Podem ser utilizados elementos para dar um ar tradicional à cerimônia, e isso depende da tradição ou vertente seguida pelo casal, mas a cerimônia básica, somente com o essencial, também é comumente realizada. A verdade é que não existe uma maneira fixa de celebrar o handfasting - depende realmente da vertente que o casal vivencia.
Não existe qualquer restrição com relação ao sexo das pessoas que celebram este ritual, assim como não há restrição quando pessoas se amam.
Como se trata de uma cerimônia de caráter religioso, os envolvidos podem querer casar-se também no que chamamos de “casamento civil”, apenas para oficializar burocraticamente a união, assim como acontece nas demais religiões.


Lugh


☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

Olá! Você estã Nas Mãos da Lua!

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