Seja bem-vindo. Hoje é

Gente Encantada

Que os Deuses te guardem na palma de suas mãos.Abençoadas/os sejam!
Mostrando postagens com marcador tarô. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tarô. Mostrar todas as postagens

sábado

O TARÔ

Boa noite Irmãs e Irmãos! Acabei de ler A Bíblia do Tarô, de Sarah Bartlett e gostei muito. É um livro interessante tanto para quem quer aprender a ler essas cartas maravilhosas quanto para quem já está familiarizado com as lâminas. As informações são precisas e há vários métodos de tiragens. Vale a pena ter um livro como este para quem ama o Tarô. Eu, como considero a inversão das cartas, achei que esta lacuna ficou aberta, uma vez que a autora não faz tanta referência a este tópico. Sei que há controvérsias sobre a inversão das lâminas, mas foi assim que aprendi. Portanto, sempre levo em consideração quando uma carta está de "cabeça para baixo". Abaixo você pode ver a capa do livro:

E já que o assunto é o Tarô, gostaria de dividir com vocês o artigo maravilhoso de Ricardo Pereira. Apreciem.



Concepções históricas, imaginárias, iconográficas
e simbólicas do feminino no Tarô

de Ricardo Pereira




O imaginário humano é historicamente alimentado por vários tipos simbólicos, manifestados, dentre muitos, em formas míticas ou mitológicas, com a prevalência de seres que encarnam e expressam, sobretudo, as forças da natureza.

É possível observar em diversas abordagens de historiadores da arte sobre a arte minóica, do terceiro e do segundo milênios antes de Cristo, afirmações que, por essa época, os artistas já demonstravam uma imaginação aberta para os horizontes de uma mitologia fundamentalmente naturalista.

Sabe-se, que os adeptos dos muito antigos cultos naturalistas ou “naturistas” veneravam forças misteriosas a fim de garantirem a fecundidade da natureza, dos solos e dos animais. Eram essas forças atributos de divindades protetoras das colheitas, dos rebanhos e das fontes de água. Cada lugar tinha as suas próprias divindades

No âmbito do Tarô, o mito do feminino é concebido iconograficamente perpassando por vários arcanos, nos quais se encontram encerrados vários elementos simbólicos associados à natureza, à terra como força geradora, à mulher como sua principal representante. Em contraponto, tal mito denota simbolicamente, estagnação, aprisionamento, cilada, unilateralidade, fixação e até privação.

Essa linguagem simbólica feminina atravessa tempos cósmicos, históricos e o Tarô a expressa, iconográfica e esteticamente, utilizando-se de mecanismos como signos, alegorias, metáforas, arquétipos e mitos, muitos deles criados e contemplados na época primitiva, dos nômades caçadores e, posteriormente, nos primórdios da agricultura, ou seja, bem antes dos tempos que remontam à Antiguidade clássica, adentrando-se à Europa medieva e renascentista, passando pela idade moderna, chegando ainda bastante atual nos cenários da contemporaneidade, legitimando a primordial hierofania intrínseca à relação da mulher com o divino espírito da terra, do mundo e, por que não reafirmar, parafraseando Eliade (1992), com o cosmos.
Segundo Argan (2004) “[...] as primeiras manifestações artísticas remontam, todavia, uma época muito mais longínqua, ao fim do Paleolítico. Dezenas de milênios a. C os homens, que viviam da caça e da coleta ocasional de frutas silvestres, já conheciam o valor da imagem ou da figuração.”

Dentre as mais antigas idealizações artísticas do feminino, destacam-se, como exemplos, algumas estatuetas rupestres, denominadas, aqui, de "três Vênus ou de "três deusas".

A primeira é a Vênus de Willendorf, estatueta de pedra calcária medindo 11,1 cm de altura. Foi descoberta em 1908 pelo arqueólogo Josef Szombathy no sítio arqueológico do paleolítico situado perto de Willendorf, na Áustria, podendo ter sido esculpida em pelo menos 24.000 a. C. A segunda é a Vênus de Laussel (à direita) ou "mulher com corno", estatueta de 43 cm de altura pertencente à arte paleolítica, encontrada em 1909, pelo doutor Gaston Lalanne, em Dordonha na França, podendo ter sido esculpida entre 22.000 ou 18.000 a. C. A terceira é a estatueta de terracota, denominada de Vênus de Dolní Vestonice, datada entre 29.000 a.C. e 25.000 a.C., encontrada na República Tcheca, em 1924, pelo arqueólogo Karel Absolon.

Devido a essas três estátuas apresentarem traços volumosos, aparentemente estados de gravidez e seios pendulares, inferiu-se que elas poderiam ter alguma relação simbólica com os conceitos de fertilidade e abundância, sendo, portanto, associações míticas da "Grande Mãe", ou ainda, da "Mãe Terra".

Em um período anterior ao primeiro milênio a. C. , conforme Escolástica (1995) "[...] divindades surgiam em cada canto, bastando para isso um fenômeno qualquer –boas colheitas, tempestades, um raio que fendesse a terra – e ali era erigido um santuário e um novo culto era criado em homenagem a uma deusa. Vivia-se à espreita de sinais que vinham da terra ou do céu e o ser humano postava-se em adoração como um servo e devoto da natureza."

Nesse contexto das representações do feminino, essa simbologia da Deusa, da "Grande Mãe" é bem conhecida, estabelecendo-se e fortalecendo-se a partir do período neolítico (8.000 anos a. C.), associando-se ao vínculo existente entre a terra e a natureza, os ciclos e a fertilidade. Por essa época o matriarcado emerge e se estabelece nas civilizações neolíticas, assim como a noção da ligação simbólica existente entre a mulher e a terra, estando ligados a elas os fenômenos do nascimento e da morte.

Toda essa hierofania é encontrada, por exemplo, na antiga Índia, com a deusa Parvati e na antiga Frígia, com a deusa Cibeli, símbolos manifestos de sagração da natureza, das forças da terra, correspondendo aos fenômenos da fertilidade e da gestação femininas; a terra sempre associada à mulher, representando a grande mãe: fecunda, geradora, provedora. A figura da Deusa impera absoluta por esse período.

Mesmo com a constituição posterior de uma cultura ou de um sistema patriarcal, segundo Campbell (1988), iniciado com os hebreus, que transferiu o poder do ventre ao falo; ou do estabelecimento histórico de todo um sistema de repressão em torno do feminino, as representações da mulher sobrevivem através da conscientização de sua ampla e poderosa energia com caráter, para muitos, sagrado, concreta do ponto de vista de sua existência como um centro gerador de criação e da vida, como profunda fonte, até os dias de hoje, não só de edificação, mas também de inspiração.

No Ocidente, as antigas culturas greco-romanas divinizaram representações do feminino através da constituição de um panteão de deusas conectadas à natureza, à beleza e ao processo de gestação em analogia a simbologia da lua, cultuando-se deusas como Afrodite, no que diz respeito aos gregos, e Vênus, no que se refere aos romanos e, ao longo do tempo, à Virgem Maria com a consolidação, em solo europeu, do cristianismo católico apostólico romano, lançando-se as bases de construção simbólica e cultural da mulher no mundo ocidental. Sobre esse aspecto destaca Moura (2010):

É importante considerar também a possível transmutação das deusas gregas e romanas no mito cristão da Virgem. Gonzáles de Chaves situa a Virgem Maria ao final de uma cadeia evolutiva iniciada com as deusas clássicas da cultura ocidental, sugerindo que "a mulher tem estado cercada do sagrado". Isso quer dizer que a construção da mulher na cultura ocidental envolveu diferentes discursos (clássico, medieval, moderno, pós-moderno) e problemáticas históricas, que de certa forma vão modelar sua identidade.É evidente que na Idade Média a Igreja pretendeu, com o prenúncio da Ciência que já a incomodava com suas revelações “indiscretas”, lançar política e estrategicamente sobre solo europeu uma espécie de fé cega não só na infalibilidade papal, mas, sobretudo no caráter imaculado da Virgem, dotando-a de honras a fim de transformá-la, aos olhos cristãos, em uma deusa, ou melhor, em uma “virgem-mãe” representação comum nos contos e mitos populares orientais e pagãos, os quais precedem ao advento do Cristianismo católico, como diz Blavatsky (2008):

[...] a ‘Virgem Imaculada’ fora transformada em uma Divindade Olímpica que, tendo sido, por sua própria natureza, colocada na impossibilidade de cometer um pecado, não pode pretender nenhuma virtude, nem mérito pessoal por sua pureza, precisamente porque, como nos ensinaram a acreditar na nossa juventude,

ela foi escolhida entre todas as mulheres. Se Sua Santidade a privou dessa virtude, talvez ele pense, por outro lado, tê-la dotado de pelo menos um atributo físico, que as outras deusas-virgens não possuem. Mas mesmo esse novo dogma, que, associado à nova pretensão de infalibilidade, quase revolucionou o mundo cristão, não é propriedade original da Igreja de Roma. Trata-se apenas de um retorno a uma heresia quase esquecida dos tempos do Cristianismo primitivo, a dos coliridianos, assim chamados porque ofereciam bolos em sacrifício à Virgem, a qual acreditavam ter nascido de uma Virgem. A nova fórmula ‘Ó Virgem Maria, concebida sem pecado’ é simplesmente uma aceitação tardia daquilo que os padres ortodoxos chamavam no começo de uma ‘heresia blasfema’.

Nesse contexto de exaltação na Idade Média, por parte de Sua Santidade e dos clérigos católicos, à imagem da Virgem-Mãe Imaculada, é possível observar por essa época ou ao mesmo tempo a adoção de uma determinada estética, na obra artística amparada sob orientações claras dessa instituição religiosa, de evitação a qualquer expressão profana ou “erótica” do corpo feminino, símbolo de manifestação do próprio mal.

Embora na Idade Média não se possa falar da existência de uma arte erótica, o pintor medievo relegou ao “erótico”, imagens iconográficas contidas em representações artísticas do Inferno. Corpos nus femininos, principalmente os de mulheres adultas, quase não são observados em pinturas dos primeiros 50 anos do século XV, com exceção de imagens de Eva no paraíso. Dessa mesma forma, nas lâminas dos Tarôs desse período, naqueles ditos Tarôs Clássicos, o nu feminino é desprivilegiado, embora para o povo medieval o corpo humano, juntamente com o universo e a natureza, fosse considerado algo sagrado e cada coisa carregada de altos teores alegóricos e valores simbólicos. A exibição miraculosa, fantástica, maravilhosa, sobrenatural da nudez feminina servia muitas vezes como uma espécie de alerta contra o pecado.


É por essa perspectiva, que as representações femininas em sua maioria, naqueles Tarôs medievos, com destaque para os do período renascentista, trazem imagens de mulheres, apresentando-se austeramente vestidas ou encobertas por longas túnicas.

Nesse contexto, os arcanos maiores também não nominados, atribuídos ao artista italiano Bonifácio Bembo, do Tarô Visconti-Sforza (Pierpont Morgam Library & Família Bergamo - 1435/40?), publicado hoje pela editora norte-americana U.S. Games Systems, Inc., "A Papisa" e "A Imperatriz", destacam-se por suas longas e folgadas túnicas, como podem ser observadas abaixo.
Nessa ordem de arcanos maiores ora citados, observa-se nesse primeiro uma espécie de vestimenta sacerdotal ou seria um hábito da Ordem Umiliata de Biossano? E, no segundo arcano uma túnica renascentista, típica das mulheres da nobreza européia. O dourado é a cor predominante na iconografia das cartas.

A túnica renascentista, vestuário feminino bem antigo, consistia, segundo Laver (1989), de uma saia ampla, ricamente bordada e uma blusa, com mangas ajustadas aos braços e compridas, a ela costuradas, podendo-se vestir sobre essa peça uma beca ou houppelande, caindo em pregas amplas até o chão, com cintura apertada por uma faixa. Nesse conjunto de vestimentas predominavam cores como, ouro ou dourado, escarlate e púrpura (símbolos da realeza e dos eclesiásticos), azul e verde, as preferidas no vestuário de reis, rainhas, clérigos, aristocratas e nobres da corte européia medieva, tudo isso também muito bem destacado na iconografia de alguns dos tarôs pertencentes a essa época, inclusive no Visconti-Sforza e, significativamente, em tantas outras obras da pintura medieval. O gosto pela cor e pela luz na Idade Média não é evidente apenas nas roupas, destaca Eco (2010), revela-se ainda nos costumes cotidianos, esteticamente nos enfeites e nas armas.

Nesse conjunto de vestuário medieval é, ainda, observado sobre a cabeça feminina um finíssimo véu, apetrecho muito antigo e sem origem certa que, desde o século XIII, era usado como símbolo de virtuosidade e honradez pelas mulheres casadas, retratando a sua subordinação ao homem, e que, aos poucos, vai sendo abandonado por elas em seu modelo tradicional, mas continuamente visto nas cabeças de freiras e viúvas, ou sendo substituídos por outros de desenhos ou formas caracteristicamente inovadores, mas, não deixando de se perpetuar em reminiscências através da arte.

À arte e à beleza na estética medieval, segundo Eco (2010), conferiu-se uma espécie de sentimento do homem, do mundo e da divindade típicos da visão cristã, de uma concepção da beleza puramente inteligível, metafísica, de ordem cósmica, fundada em uma idéia de moral aos moldes de um pensamento escolástico, o qual fora substituído gradativamente no Renascimento a partir da retomada de interesse pelos clássicos gregos e às idéias de Platão, até então ignorados na Idade Média. É a vez do humanismo, do neoplatonismo e do antropocentrismo.

Nesse contexto, no auge do Renascimento, por volta de 1450 vê-se um novo sentido ou olhar artístico sobre o feminino (e não sobre a mulher, sua importância e o seu papel social) nas obras de vários artistas, dentre eles Botticelli. Como destaca Moura (2010):

O período da Renascença trouxe uma nova significação para o feminino, aqui o 'dom' da beleza é associado ao divino, e, nesse caso a mulher bela estaria mais próxima da divindade, com isso, no século XV algumas representações da Vênus (Afrodite) substituem a imagem de Maria. Na obra de Botticelli, ‘O Nascimento da Vênus’, possivelmente assistimos ao nascimento de uma nova divindade, ao triunfo da beleza, à apoteose da mulher, Vênus substitui a Virgem Maria.

Nesse sentido, o arcano maior "A Papisa" passou por esse período da História, também, a ser classicamente associado aos aspectos lunares, a todos os atributos inerentes à lua como símbolo de passividade, fertilidade, fecundidade, maternidade, magia, sabedoria, segredo, sombra e luz. As deusas míticas lunares Ishtar (Babilônia e Assíria), Isis (Egito) e Astarte (Fenícia), dentre outras, correspondem, em alguns Tarôs, a esse arcano maior e a sua evidente representação de sagração do feminino, representado pela simbologia da Deusa ou da Grande Mãe.

Existem algumas conexões e inferências históricas bem conhecidas dos tarólogos sobre a simbólica e as concepções iconográficas desse arcano maior, como por exemplo, a de que ele poderia representar a lendária papisa Joana, possivelmente uma mulher de origem alemã, que (tra)vestida de monge conseguiu conviver com os clérigos e ser eleita Papa após a morte de Leão IV, que ocorrera em 17 de julho de 855. Na História faltam evidências importantes que possam garantir a fidedignidade desse fato.Outra versão já aproxima a origem desse arcano maior, A Papisa, à família Visconti, do ducado de Milão, na Itália. Consta que, com chegada à Milão, por volta de 1260, de Guglielma da Boêmia, religiosa, benzendeira e influente pregadora do “princípio feminino” do Espírito Santo, foi-se constituindo uma seita herética na Europa, em Brunate, Província de Como, na Lombardia, Itália, a dos guglielmitas ou a dos “filhos do Espírito Santo”.Conforme destacado por Benedetti (1998), tal seita buscava reforçar a crença de que Guglielma era a verdadeira encarnação do Espírito Santo na terra, apanágio, esse, que ela buscava ocultar enquanto esteve viva, com tamanha veemência, por temer a intolerância e represálias da Igreja. Mesmo pregando de forma discreta, conseguiu reunir um número significativo de devotos. Faleceu em 1281, aos 60 anos de idade.
Afirma-se, que a orientação da seita esteve voltada profundamente à divulgação da doutrina da divindade de Guglielma. Dedicou-se, sobremaneira, ao alcance do objetivo de eleição, nos domínios da Igreja católica, de uma “papa/papisa” mulher, a qual deveria guiar e orientar os discípulos e devotos guglielmitas pelos caminhos de encontro com o Espírito Santo, salvando pagãos, judeus e sarracenos das doutrinas corruptas daqueles por eles denominados de “falsos cristãos”, os quais seriam liderados pelo Papa Bonifácio VIII.



Segundo Cawthorne (2002), quem teria sido designada por Guglielma, antes mesmo de ela falecer, para que no Pentecostes de 1300 viesse a materializar tal intento, fora Maifreda de Pirovani, abadessa da Congregação Umiliata de Biassono, de Milão e prima de Matteo Visconti. Maifreda tinha o apoio de um dos principais discípulos da seita guglielmita, Andrea Saramita, a quem Guglielma, quando em vida, chamava de “filho primogênito”.


Nesse contexto, infere-se, que um dos objetivos da seita guglielmita era o de constituir um novo colégio de cardeais com uma representatividade exclusivamente de mulheres. Sabendo dessa tentativa herética de usurpação do poder papal, o Papa Bonifácio VIII, pontífice durante os anos de 1294 a 1303, lançando mão dos mecanismos da Inquisição, ordenou que Maifreda e os seus seguidores fossem executados.

Como consequência de um processo iniciado em julho de 1300, os devotos de Guglielma acusados de heresia pela Igreja Católica foram queimados em plena Praça Vetra, de Milão. Durante a apresentação da sentença, os restos mortais de Guglielma, que já havia falecido há 19 anos, foram profanados e exumados de um túmulo da Abadia de Chiaravalle, sob a ordenação do inquisidor Guido da Cocconato, sendo queimados na fogueira juntamente com os seus seguidores.
Guglielma é considerada Santa, apenas pelos aldeões de Brunate, tendo seu dia comemorado, sempre, no quarto domingo do mês de abril, em festa não considerada oficial pelos clérigos da Santa Madre Igreja. O seu nome não aparece nos Acta Sanctorum, não possuindo, portanto, hagiografia na Igreja Católica.

Diante esse fato, algo curioso se evidencia na história de Guglielma. Após uns 150 anos, mais ou menos, da execução dos guglielmitas em Milão, um de seus seguidores, de forma anônima, mandou que pintassem a imagem de Guglielma abençoando dois devotos (talvez Maifreda e Andrea Saramita) e a expôs no retábulo da Igreja de Santo Andrea, em Brunate. Em 1745 a pintura foi enquadrada em mármore esculpido, sendo ainda venerada no local.

Por meio desse capítulo importante da historiografia das heresias, pode-se observar o anseio pela edificação de uma Igreja do feminino. Nesse contexto, observa-se claramente que a representação simbólica do lado feminino de Deus incomoda ou incomodou, fazendo o catolicismo deparar-se, ainda hoje, com a própria tradução visível e histórica de uma Igreja-Instituição, mesmo à época sonhada, mas que fora, realmente, chefiada por mulheres.

Percorrendo em leitura pela historiografia italiana, observa-se que em pouco mais de 10 anos após a execução dos guglielmitas, por volta de 1311, duas facções políticas tiveram bastante influência em solo milanês, os guelfos (partidários dos papas) e os gibelinos (partidários do vicario imperial).

Esses grupos, após a morte de Henrique V, do Sacro Império Romano-Germânico (1125), que falecera sem deixar herdeiros diretos, batalhavam para dirigir os destinos de diversas regiões da Itália. Em Milão, a vitória atribuiu-se, em muitas batalhas contra os guelfos da família della Torre, aos gibelinos, facção declaradamente antipapal, liderados pela família Visconti, tendo Matteo Visconti como um dos seus principais representantes.

Tais fatos ocorreram a mais ou menos uns 150 anos antes do surgimento do Tarô Visconti-Sforza, o qual pode também ter sido publicado pelo ano de 1450, período que Milão fora conquistada por Francesco Sforza, que era casado com Bianca Maria Visconti, filha de Filippo Maria Visconti, último duque de Milão e descendente dessa família. Observa-se, na História do Tarô, que o Tarô Visconti-Sforza fora encomendado por essa família, governante de Milão, a fim de representar o seu poder político na região, além de expressar simbolicamente a descendência dos Visconti com Júpiter e Vênus.
Diante tal perspectiva histórica, vale destacar que as antigas famílias dinásticas européias cuidavam por preservarem suas memórias. Como os Visconti eram gibelinos, pode-se inferir, por outro lado, que a imagem do trunfo A Papisa, no Tarô encomendado por essa família, pode ter sido, pelo menos em parte, uma representação feminina de um ícone antipapal, ou ainda, uma espécie de homenagem ou alusão à Maiffreda. De outra forma, observando-se atentamente o domínio do conjunto da obra artística empreendida no arcano maior, A Papisa, do Tarô Visconti-Sforza, e levando em consideração o tempo histórico em que pode ter sido produzido e o fato de o símbolo falar por si mesmo, é possível inferir que o desejo do artista medievo, que pintou essa carta, era o de representar uma espécie de simbólica neoplatônica do sagrado feminino através de uma espécie de simbiose de símbolos, de uma espécie de mescla do que representava para o cristão europeu a imagem da Virgem Maria, trazendo no ventre, Jesus, o filho de Deus, concebido pelo poder do Espírito Santo, somada ao que representava os símbolos inerentes à gravidez por concepção natural, através do sexo, também tão naturalmente sagrado quanto o emblemático dogma cristão da virgem imaculada.

O que poderia significar então, do ponto de vista simbólico, uma freira ou abadessa grávida? Observando com um olhar técnico a estrutura e a simbólica do Tarô, afirma-se categoricamente que tal fusão simbólica choca-se, significativamente, com o do arcano seguinte, A Imperatriz. Certamente, essa seria mais uma hipótese, adicionada as já mencionadas e as ainda não assinaladas, dos possíveis tipos de representação do feminino para o trunfo, "La Papessa", desse Tarô.

Outros elementos simbólicos são bem destacados na iconografia desse arcano do Tarô Visconti-Sforza. Imageticamente, nesse arcano maior é observado, em um estilo gótico de pintura, o encobrimento, através de ampla e folgada veste sacerdotal ou hábito religioso, do corpo feminino, que para a Igreja, estava profundamente associado aos prazeres e ao pecado da carne. Ela é representada grávida, não há duvidas! Mostra um olhar sereno e contemplativo, simbolizando a ligação sagrada do gênero humano com o Divino, com o Criador, voltado para a sua esquerda, ou seja, denotando a forte relação da humanidade com o passado ou com uma tradição.

Sobre esse emblema Pratas (2009) destaca que "[...] na Arte Gótica, a principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste".

Nesse tipo de arte, pode-se observar a manifestação da idéia de um espaço sagrado e atemporal, alheio à vida mundana, conseguido com a substituição da luz por fundos pintados ou ornados de dourado. Essas técnicas e conceitos são perceptíveis tanto na pintura mural, quanto no retábulo, assim como em iluminuras.

Sabe-se que, na Idade Média, assim como algumas famílias poderosas italianas, a Igreja de Roma demandou representações artísticas da imagem da Virgem Maria, durante certo período, aos muitos tapeceiros, tecelões, pintores, escultores europeus com o objetivo de doutrinar fiéis, além do de decorar o interior de suas igrejas. No caso das famílias nobres, sobretudo, milanesas, encomendavam-se tais obras, ou com fins de decoração de palácios ou, também, de educação religiosa no domínio familiar.

Certamente que, dessa prática de mecenato, tais famílias italianas podem não ter eximido o Tarô, empreendendo-lhe uma finalidade meramente lúdica, mas é possível que, também tenham esboçado-lhe todo um papel de cunho pedagógico, ou ainda, pretenderam conferir-lhe um status de repositório no qual deveria ser resguardado e preservado toda uma memória familiar, histórica e cultural, o que se pode inferir sobre o Visconti-Sforza Tarô.

Toda essa lógica impressa, pelo artista, no arcano maior A Papisa nesse Tarô, faz algum sentido quando nos atentamos para o fato de que no quattrocento grande parte do conhecimento construído e adquirido era elaborada pelos eclesiásticos e poucos eram os que lhes tinham o acesso, já que maioria da população medieva, formada por camponeses, não sabia ler e nem escrever.

Eram eles, os clérigos, os formadores de opiniões, os que moldavam as crenças, os valores e os comportamentos e se utilizavam da arte como um de seus instrumentos de doutrinação e dominação, utilizando-se, talvez, do Tarô no sentido de se fazer prevalecer determinadas doutrinas por meio não só do uso do artifício da comunicação oral, mas, principalmente da ferramenta visual da imagem que fora ali constituída pelas mãos do artista, divulgando-a como uma das espécies de representação autêntica de heresia, de confronto e refutação aos mais que fundamentados, verdadeiros e sagrados ideais cristãos, fincada em solos europeus desde os tempos dos templários

Além dessas, o Tarô em sua estrutura carrega outras representações do feminino, com suas nuances, encerrando símbolos profundos que tratam de assuntos de ordens prática ou espiritual como "justiça", no maior A Justiça; "poder, administração e controle", no maior A Força; "resiliência, esperança e serenidade", no maior A Estrela; "medos, sonhos, fluxos, fases, magia e os mistérios da fêmea", no maior A Lua; e "arte, beleza, maternidade, proteção e realização e tudo o que envolve o universo feminino", no A Imperatriz.

Nesse âmbito, não somente no "A Imperatriz" foi agregada uma simbólica profunda, intrínseca ao mundo feminino. Além de nos outros arcanos acima citados, nas 4 (quatro) Rainhas que compõem os arcanos menores da corte esse arsenal de significados simbólicos também é evidenciado.

Importante enfatizar, que em alguns Tarôs bem antigos, como o próprio Visconti-Sforza e alguns do século XIX, como o Vacchetta Tarô, de 1893, o arcano maior "A Lua" é representado por imagens de mulheres. Diferentemente desses, elas podem ser retratadas dividindo o conjunto iconográfico da carta com alguma figura masculina, como nos Tarôs de Carlos VI ou Grigonneur, de 1470(?) aonde é observado um casal de astrólogos ou astrônomos e, também, no 1JJ, de 1831/1838, aonde se vê um trovador e uma donzela.

No que se refere aos arcanos maiores A Papisa e A Imperatriz, as muitas representações simbólicas do feminino que lhes são destacadas, através das mudanças que são comuns ao passar do tempo, podem trazer inúmeros diferenciais iconográficos sob a ótica dos mais diversos autores dos "inúmeros" tipos de Tarô existentes.

Alguns desses novos olhares cuidam de expressar tais símbolos originariamente clássicos através de imagens e aspectos alegóricos pertencentes aos mitos, às tradições bíblicas ou somados a outros sistemas simbólicos, por exemplo, dotando o Tarô de uma iconografia e de um significado surreais. Nesse sentido, “[...] o imaginário, enquanto mobilizador e evocador de imagens utiliza o simbólico para exprimir-se e existir e, por sua vez, o simbólico pressupõe a capacidade imaginária.” (LAPLATINE & TRINDADE, 1996).

Por outro lado, tais possibilidades, se mal assimiladas, podem resultar na deformação da simbologia antiga e tradicional contida nas imagéticas arcânicas e, consequentemente, em seus atributos ou significados, fenômeno esse já bem percebido a partir da consolidação do conceito de tarô esotérico no século XIX, com o ocultismo moderno.

No que diz respeito às representações do feminino na Idade Média, os artistas, de acordo com os valores sociais da época, os ditames da Igreja e influenciados por seus dogmas, retratavam a mulher em suas obras, por exemplo, associando-a ao pecado, ao mal, geralmente através da imagem de Eva colocada junto a da serpente, mas, dicotomicamente, a imagem da Virgem Imaculada era outro tipo de representação do feminino enaltecida e divinizada nas obras de arte, com o intuito simbólico de talvez redimir os pecados da primeira.

O culto à Virgem Maria, em pleno século XII surge como uma espécie de resgate do feminino, embora com claros limites, exatamente pela mesma via que tratou de extingui-lo, quando do advento do Cristianismo em solo romano. Nesse contexto, as representações clássicas do feminino no Tarô guardam por si mesmas toda uma linguagem simbólica relacionada a alguns personagens e às várias e históricas épocas; hermética, por si
mesma, que anseiam por ser reveladas, através de um simples olhar sobre o seu belo cabedal artístico, estético e imageticamente rico de significações sublimares, as quais penetram nos sentidos humanos, preenchendo-os de denotações e conotações que sugerem expressões da vida, das pessoas e de suas próprias histórias no decorrer do tempo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS






ARGAN, Giulio Carlo. História da arte italiana: da Antiguidade a Duccio. São Paulo: Cosac Naify, 2004. V.1.






BENEDETTI, Marina. Io non sono Dio: Guglielma di Milano e i Figli dello Spirito Santo. Milano: Edizioni Biblioteca Francescana, 1998.






BLAVATSKY, Helena Petrovna. Isis sem véu: teologia. São Paulo: Pensamento, 2008. V. 3.






CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. Trad. Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1988.






CAWTHORNE, Nigel. A vida sexual dos papas. São Paulo: Ediouro, 2002.






ECO, Humberto. Arte e beleza na estética medieval. Trad. Mario Sabino Filho. Rio de Janeiro: Record, 2010.






ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. Trad. de Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes, 1992.






ESCOLÁSTICA, Maria. O gozo feminino. São Paulo: Iluminuras, 1995.






LAPLANTINE, François; TRINDADE, Liana Maria Sálvia. O que é imaginário. São Paulo: Brasiliense, 1996. (Col. Primeiros Passos).






LAVER, James. A roupa e a moda: uma história concisa. São Paulo: Cia das Letras, 1989.






MOOREY, Teresa. A Deusa. São Paulo: Pensamento, 2002.






MOURA, Regina. Iconografias do feminino: mitos, arte e outras representações. Rev. História, imagem e narrativas, Rio de Janeiro, n. 10, abr. 2010.






PRATAS, Glória Maria D. L. O feminino na arte medieval. Rev. Mandrágora, [s. l], v. 15, n. 15, 2009.


Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!




Karla


NUNCA SE ESQUEÇA QUE:









☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

A PAPISA OU GRANDE SACERDOTISA



Olá Irmãs e Irmãos! Espero que o seu domingo tenha sido mágicko. O nosso assunto de hoje é o Tarô. E é o meu tema preferido porque estas cartas estão na minha vida há muito tempo.

Gostaria de dividir com vocês um pedacinho do livro Jung e o Tarô, escrito por Sally Nichols. É um livro imprescindível para quem quer aprender a Arte. Jung sempre foi o meu preferido pelo seu pensamento, pelos seus estudos sobre o Inconsciente Coletivo e pela grande influência de Schopenhauer em sua obra entre outros. Encontrá-lo neste livro aliado ao Tarô foi maravilhoso. Espero que vocês gostem também. Download do livro citado no final desta postagem.


A PAPISA OU A GRANDE SACERDOTISA

O Trunfo número dois do Taro retrata uma papisa de antiga e misteriosa origem Historicamente nunca houve uma papisa mas, por vários séculos, uma muher chamada "Papisa Joana" desfrutou de uma existência alegre na imaginação pública. Disfarçada de padre, esse personagem lendário finalmente subiu através das ordens para tornar-se papa. Ninguém suspeitava de que o "Papa João" era mulher, até que o fato, um dia, se revelou de maneira constrangedora. No meio de solene procissão papal, o "Papa João", de repente, deu à luz uma criança! Essa lenda não teve origem num fato externo mas, como todos os mitos, envolve uma verdade interior tão óbvia que é amiúde ignorada. A principal atividade criadora que distingue Joana de João — o fator relevante e revelador - é o parto. O gênio para fazer bebês é o poder secreto da mulher e sua fraqueza pública.
Se bem pudesse governar vastos reinos espirituais e temporais, o verdadeiro Papa João não poderia ter realizado esse milagre de todos os dias. O homem pode propagar e celebrar o Espírito Divino mas somente através da mulher o espírito se faz carne. É ela quem capta a centelha divina em seu ventre, a protege e alimenta e, finalmente, a gera na realidade. Ela é o vaso da transformação.
Do ponto de vista masculino da lei e da ordem, o ato criativo de Joana pode parecer um infeliz acidente que interrompe a procissão civilizada. Que choque há de ter sido o ver-se diante da sanguinolenta confusão da realidade - o infante a berrar e todos aqueles cueiros - no meio da pompa e circunstância! Que falta de consideração da Natureza desmazelada interromper tão rudemente a celebração do puro espírito! Mas até quando diz isto, o homem se vê obrigado a reconhecer a tremenda importância do poder da mulher. "Puro espírito" é puro disparate. A menos de ser apanhada, trazida ao terreno e instalada na realidade, a inspiração alada se espalha sem finalidade e sem propósito. Sem o nascimento não haveria procissão. A não ser que o espírito fosse realmente feito carne, a celebração papal não teria sentido.
Portanto, aqui, diante de nós na carta número dois, está sentada a Mulher. Embora chamada Papisa, não é literalmente a esposa do papa. Visto que, na seqüência, ela se segue ao Mago, que é um sábio revestido da dignidade sacerdotal, ou mago, podemos pensar nela como numa Suma Sacerdotisa, nome, aliás, que lhe dão alguns baralhos modernos. O Mago representa o yang primário, ou princípio criativo masculino. A Papisa pode ser vista como representação do yin primário, ou aspecto feminino da divindade. Personifica as qualidades de Ísis, Ishtar e Astarte, todas deusas que reinaram sobre os rituais dos mistérios das mulheres. Em seus aspectos espiritualizados surge como a Virgem Maria e como Sofia, a Sabedoria Divina. O seu número dois é um número sagrado para todas as divindades femininas.
A Papisa é uma figura feminina substancial, pesada, sentada - possivelmente entronizada. Ostenta as vestes cerimoniais e a tiara da Igreja, representando, assim, o poder espiritual além da sua pessoa individual. Segura na mão um livro aberto, sem dúvida um livro sagrado, simbólico da Palavra Divina.
Talvez esteja refletindo sobre o que acabou de ler. Talvez mantenha o livro aberto para podermos ver a Palavra... vede como estava escrito "no princípio''. Nos quadros da Anunciação, a Virgem Maria, não raro, se apresenta com um livro aberto; segura o livro dos Profetas, que lhe prediz o destino como portadora do Divino Infante. Aqui no Taro se diria que o livro tem significação semelhante, indica que, através da Papisa, o espírito será realizado, trazido à realidade. Tradicionalmente, não é a mulher quem faz a lei, ela é o instrumento da sua promulgação; não controla o próprio destino, que evolverá como estava escrito. A mulher não se põe a agir para procurar o seu fado, pois a essência do feminino é a receptividade. Não escolhe; é escolhida. Suceder-lhe-á como estava predito "no princípio".
A pala amarela que atravessa o peito da Papisa de um lado a outro pode indicar que ela aceita o
destino, que suportará o fardo com paciência bovina e servirá o espírito com humildade. A pala enfatiza o eixo horizontal da cruz, a dimensão da realidade terrena. Liga o direito ao esquerdo, o consciente ao inconsciente, unindo-os de um modo prático. De maneira semelhante, suas mãos se unem para segurar o livro da profecia; ela aceita a Palavra com todo o seu ser. Esse sentimento de compromisso ecoa na touca branca, parecida com a que ostentam certas ordens de monjas e as mulheres ao fazerem a primeira comunhão. Usada de um modo geral nos tempos medievais, a touca hoje se conserva como sinal de dedicação especial ao Espírito Santo. Esconde os cabelos da mulher, sua "glorificação", símbolo de atração sexual e de poder de sedução. A Papisa, porém, está enfeitada com uma tiara cravejada de jóias, que chama a atenção para uma glória mais preciosa do que os cabelos mortais, e cuja forma de colméia indica fertilidade perpétua, organização instintiva e nutrição doadora de vida. Suas três camadas mostram que esse poder se manifesta em todos os mundos: no celeste, no terrestre e mesmo debaixo d'água.
O toucado de três camadas também liga a pessoa que o usa à feiticeira de três caras, Hécate,
escura personagem pré-olímpica, de cujo domínio partilhará a Papisa nos três mundos. A dama do nosso Taro simboliza um requinte e uma espiritualização de natureza instintiva aparentemente muitas eras distantes da vingativa Hécate: sem embargo disso, a Papisa não se senta satisfeita no trono. O toucado em forma de colméia lhe serve de constante lembrete de que os instintos, contrariados, podem atacar com ferrões maldosos.. Atrás da Papisa estendeu-se um grande véu ou cortina sustentada por dois pilares, rapidamente vislumbrados debaixo do véu à sua direita e também debaixo do seu cotovelo esquerdo. É evidente que ela está sentada à entrada de alguma coisa - talvez um templo ou santuário íntimo, de cujos mistérios é a guardiã.
Podemos apreciar as qualidades misteriosas da Papisa colocando-a em contraste com o Mago,
retratado fora de casa, num campo aberto. Tudo nele - a forma de lemniscata do chapéu, a varinha
empunhada no alto por uma das mãos, a bolinha segura com tanta delicadeza entre o dedo e o polegar da outra mão, juntamente com os implementos e instrumentos do seu ofício sobre a mesa à sua frente - tudo sugere ação. Ele está em vias de fazer alguma coisa. Até os cabelos, com cachos dourados, caindo livremente debaixo do chapéu, parecem vivos. Sua posição com os pés espalhados é a do maestro no pódio, pronto para dirigir uma execução. Como o condutor, o Mago não está fixado permanentemente no lugar. Concluída a execução, mudar-se-á para outros campos. Tampouco está constrangido pelas limitações do tempo terrestre. As curvas extravagantes da lemniscata do chapéu ligam-no ao infinito - indicando que quem o usa tem aceso a dimensões mágicas de percepção impessoal, transcende as realidades mundanas do tempo e do espaço.
Não assim com a Papisa. Ela está quase enraizada no lugar, passivamente sentada, imóvel.
Sentimos que sempre esteve ali sentada e assim continuará até o fim dos tempos. Ao passo que o
chapéu e a varinha do Mago sugerem ação e experiência, a tiara e o livro dela indicam contenção e
tradição. Em contraste com a liberdade do Mago no espaço, os pilares da Papisa marcam as limitações da dura realidade.
O poder do Mago é o fogo: o poder quente, brilhante, rutilo do sol. O poder da Papisa é a água: o
poder frio, escuro, fluido da lua. Ele controla por meio da força rápida, do conhecimento e da idéia. Ela governa pela lenta persistência, pelo amor e pela paciência feminina.
Os pilares reiteram a dualidade expressa no número dois da Papisa. Sua essência é o paradoxo.
Ela abrange tudo, abarca assim o bem como o mal - até a vida e a morte. Ela, que é a mãe da vida,
também preside à morte, já que tudo o que vive na carne precisa, um dia, morrer na carne. Somente a luz não confinada do puro espírito é imortal.
A magia do Mágico, como o seu sexo, está na frente. A magia da Papisa, velada e oculta como os
seus cabelos, está escondida pelas cortinas atrás dela? Ou ela a guarda "debaixo do chapéu"? Ou a sepultou entre as águas do seu ventre? Onde quer que esteja escondido, o segredo da mulher, como o da natureza, permanecerá sempre oculto à penetração da consciência masculina. Na base da estátua de Ísis em Sais, estão inscritas as seguintes palavras: "Sou tudo o que era, que é, e que sempre será. Nem mortal algum jamais pôde descobrir o que jaz debaixo do meu véu." Dela é o reino da profunda experiência interior; dela não é o mundo do conhecimento exterior.
Sentimos que o poder do Mago está, de certo modo, sob o seu controle consciente, que ele pode
"usar de franqueza". Não é este o caso da Papisa: a natureza da sua magia está escondida até mesmo dela. Acontece, em parte, "nas suas costas", como está representado. Guardiã do nascimento e do renascimento, ela nos guarda mas não os controla.
Nas culturas primitivas, a mulher era vista como a única fonte da vida, porque não se considerava
o ato sexual ligado de algum modo à gravidez. Entendia-se que o homem não representava papel algum no processo da concepção. Era até conhecido como intruso, uma força destrutiva da criação, como está exemplificado mitologicamente na história do rapto de Perséfone. Uma vez que não se compreendia o papel do homem no processo da vida, cada mulher que engravidava havia de sentir-se misteriosa eincompreensivelmente escolhida pelos deuses. Como aconteceu a Maria, a notícia do seu destino devia parecer ter descido inexplicavelmente como anunciação do céu. O parto era um santo mistério, e um mistério da mulher. Os primeiros limites sagrados que se conheceram foram os destinados ao parto. Mais tarde, erigiram-se templos nesses sítios. Assim o princípio feminino personificado em Ísis, Ishtar, Astarte e, depois, em Maria, vieram a ser ligados não só ao nascimento no corpo, mas também ao renascimento numa nova dimensão de percepção, que transcende a carne.
Hoje em dia, a despeito da pílula, da educação sexual e da liberação das mulheres, o parto
continua a ser, graças a Deus, um mistério sagrado. O planejamento familiar é mencionado com
desenvoltura, mas a verdade é que cada gravidez ocorre (ou não) pela graça de Deus. Toda mãe em perspectiva, por mais disposta que esteja, ainda precisa ser escolhida pelo destino para assumir esse papel. O próprio acontecimento milagroso ainda é um mistério, e ainda é um mistério da mulher. Acontece a ela. Com o homem, o ato da propagação acontece fora dele, tanto física quanto psicologicamente. O homem pode procriar uma dúzia de filhos sem jamais ter conhecimento de que o fez. Mas, em se tratando da mulher, a concepção e o próprio filho acontecem dentro do seu corpo - no próprio centro do seu ser. A partir do momento em que ela concebe, quer o saiba quer não, a mulher está literalmente grávida de um filho. Seja qual for a sua atitude intelectual, no fundo do inconsciente de cada mulher a gravidez ainda é experimentada com uma anunciação profética. Para ela, cada nascimento é uma recriação do Divino infante. Parece significativo que as mulheres estejam começando hoje a restabelecer uma conexão consciente com a experiência do parto. Através do parto natural e de outras técnicas que dispensam o emprego de drogas, as mulheres permanecem conscientes no momento de parir, de modo que podem ligar-se emocional e espiritualmente à experiência e participar conscientemente desse supremo ato de criação. Mais significativo ainda é o fato de que os maridos, longe de serem excluídos do "recinto sagrado", são convidados a participar do ritual do parto e a partilhar da experiência como co-criadores.
Finalmente, a criatividade feminina e o princípio feminino (negado por um período demasiado longo em nossa cultura) estão conquistando os seus direitos.
A liberação das mulheres é encarada, às vezes, estreitamente, como um movimento que visa a
libertar as mulheres da maçada do trabalho de casa e dos preconceitos dos homens em todas as áreas da vida. Mas o que está sendo realmente almejado é a libertação, tanto dos homens quanto das mulheres, da subserviência ao princípio masculino, um dirigente cuja autonomia há muito estabelecida converteu-se em tirania para homens e mulheres ao mesmo tempo. Em seu nível mais profundo, esse movimento não é uma guerra entre os sexos mas, antes, uma luta árdua da parte de ambos os sexos para libertar a Papisa das masmorras do inconsciente e para elevá-la ao lugar a que tem direito como cosoberana do seu equivalente masculino. A atual revolução psicológica e social pode ser vista como a promulgação, em termos humanos, da Assunção da Virgem Maria, recém-dogmatizada pela Igreja Católica. Teologicamente, a Virgem tem agora um lugar seguro no céu à mão direita de Deus. Mas depois de séculos de genuflexão espiritual diante do princípio do pai (que dominou por tanto tempo nossa cultura judeu-cristã), é difícil, tanto para as mulheres quanto para os homens, dar o mesmo destaque ao princípio feminino.
Um dos nossos problemas pode ser que o conceito "igual mas diferente" é de aceitação difícil para
uma sociedade competitiva, em que cada pessoa, lugar ou coisa é instantaneamente computadorizada, avaliada e rotulada. Dir-se-ia que em nosso esforço por experimentar os sexos como iguais às vezes tendemos a obliterar-lhes as diferenças. Compreensivelmente, a atual fase de transição é uma fase de confusão para todos; mas parece particularmente assim para os que dentre nós fomos educados numa era em que as diferenças sexuais, por mais distorcidas que fossem pela cultura, eram claramente definidas. O mesmo não acontece hoje. Simples donas de casa passam por nós nos supermercados vestidas como alguma coisa saída dos Anjos do Inferno; heróis do futebol, antigamente pouco amigos das fitas do avental, agora posam para a imprensa vestindo o avental inteiro - e com os cabelos encaracolados! Mais desconcertantes ainda são os trajes e o procedimento uniformes do chamado unissexo, em que todos trazem cabelos compridos e blue jeans e todos carregam os próprios cobertores e mochilas; e não é fácil achar uma pista do verdadeiro sexo da pessoa.
Talvez não mereçamos nem precisemos saber quem é o quê (supondo, naturalmente, que os
próprios indivíduos tenham uma boa compreensão dos fatos da vida). Mas podemos compreender a
confusa admiração de Ogden Nash pela tartaruga, em que o sexo é similarmente escondido: "Creio que é muito esperta a tartaruga / sendo, em tais condições / tão fértil." E podemos esperar que esteja prestes a nascer um novo papel "igual mas diferente" tanto para os homens quanto para as mulheres. Um dos modos com que talvez possamos ajudar-lhe o parto é através de uma experiência mais plena e mais consciente do princípio feminino, por tanto tempo negligenciado, e da compreensão de como opera em todos nós, homens e mulheres.
Como primeiro passo, seja-nos permitido esclarecer a nossa terminologia. Não se pretende que os
termos feminino e masculino, tal como Jung os emprega, se correlacionem com a dicotomia fisiológica homem-mulher. Eis por que são úteis conceitos como yang-yin ou Logos-Eros, pois deixam claro que o que nos interessa aqui são dois princípios de vida, ambos os quais operam em todos os homens, em todas as mulheres e em toda a natureza. Entretanto, parece importante também conservar alguns tons harmônicos em nossa linguagem. O sexo é um paradigma na experiência humana para a compreensão dos opostos e sua transcendência final. Através da não-identidade da relação sexual chegamos a experimentar a força dinâmica dos opostos em nossas entranhas e, através do êxtase da sua reconciliação, vislumbramos sugestões de uma totalidade que transcende a carne moral.
Assim os termos masculino-feminino são usados aqui para denotar pólos positivos e negativos de
energia, cuja interação dinâmica propaga, motiva e ilumina nossas vidas. Por exemplo, assim como o corpo do homem tem características femininas secundárias, assim a sua psique - seus humores e
comportamento — sofre a influência do chamado lado feminino, a cuja personificação Jung deu o nome de anima. Quando o homem não tem consciência da sua anima, pode ser inteiramente dominado e destrutivamente influenciado por ela. Quando toma consciência dela e das suas necessidades, ela pode inspirá-lo e conduzi-lo à sua própria totalidade. Em termos junguianos, a Papisa representaria para o homem um desenvolvimento muito elevado da anima. Simbolizaria a figura arquetípica que o relaciona com o inconsciente coletivo. Sendo mulher, a Papisa seria uma forma altamente diferenciada de Eros; simbolizaria a feminilidade, um eu espiritualmente desenvolvido.
As muitas facetas da feminilidade espiritual não podem ser captadas em palavras, nem mesmo em
imagens; mas escolhi algumas ilustrações que podem ampliar e enriquecer o significado dessa carta.
Examinando essas imagens talvez possamos ligar-nos à "magia da Lua" em nós mesmos. Pois todos,
homens e mulheres, temos ao nosso alcance dentro de nós os poderes assim do Mago como da Papisa.
Se esses dois pólos não interagissem em nós não haveria vida - nem criatividade.



Abençoadas/os e Glorificadas/os sejam!


Karla




☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

terça-feira

TARÔ EM DETALHES



Olá Irmãs e Irmãos! Tudo bem? Aqui mais um artigo sobre o Tarô.Andei pesquisando por ai e coloquei alguns downloads de livros de Tarô para os interessados.Abençoadas/os sejam!


O SIMBOLISMO DO TARÔ E O OCULTISMO


O Taro é reconhecido como a pedra fundamental do Hermetismo no Ocultismo Tradicional do Ocidente. Ouspensky no seu trabalho "The Symbolism of the Tarot - Philosofy of Occultism in Pictures and Numbers", resume a ligação entre o Ocultismo e o Simbolismo do Taro, como a seguir:


Nenhum estudo de filosofia oculta é possível sem uma familiaridade com simbolismo, pois se as palavras ocultismo e simbolismo são corretamente utilizadas, elas significam quase que a mesma coisa. O Simbolismo não pode ser aprendido como se aprende a construir pontes ou a falar uma língua estrangeira, e a interpretação de símbolos requer um estado mental especial; além de conhecimento, faculdades especiais como o poder do pensamento criativo e o desenvolvimento da imaginação são necessários. Alguém que entenda o uso do simbolismo nas artes, sabe, de maneira geral, o que significa simbolismo oculto. Porém, mesmo neste caso, um treinamento especial da mente é necessário, para a compreensão da "linguagem dos Iniciados", e para expressar nesta língua as intuições, à medida em que são levantadas.


Existem muitos métodos para o desenvolvimento do "sentido dos símbolos" para aqueles que procuram conhecer as forças ocultas na Natureza e no Homem, assim como ensinar os princípios fundamentais e os elementos da linguagem esotérica. O mais sintético, e um dos mais interessantes destes métodos, é o Taro.
Este estudo, entretanto, obedece regras especiais, pois um símbolo pode servir para engatilhar e transferir nossas intuições e sugerir novas, apenas enquanto seu sentido não é definido; por isso, símbolos reais como o Taro, estão perpétuamente em processo de criação, porque se recebem um significado definido, tornam-se hieróglifos e finalmente, um mero alfabeto. Desta forma passam a expressar conceitos ordinários, deixando de ser a linguagem dos Deuses ou dos Iniciados e tornando-se meramente um língua, que qualquer um pode aprender....


Em sua forma exterior o Taro é um pacote de cartas utilizado para jogos e adivinhação da sorte. Estas cartas foram inicialmente conhecidas na Europa no final do século XIV, quando eram utilizadas por ciganos espanhois, como quer Ouspenski; Taro do Bohemios, para Papus.
Embora sua origem exata seja desconhecida, diversos ocultistas famosos como Paracelso (Teophrastus Bombastus von Hohenheim), Papus (Gerald Encausse), Fabre d'Olivet, Court de Gebelin e Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) a atribuem aos egípcios, outros aos Atlantes.


Segundo Ouspensky, durante a Idade Média, quando os Taros apareceram históricamente na Europa, existia uma tendência para a construcão de sistemas lógicos, simbólicos e sintéticos análogos à "Ars Magna" de Raymond Lully. Mas produções similares ao Taro existiram na China e na Índia, desse modo impedindo-nos de imaginar que o Taro foi um destes sistemas criados na Europa, durante a Idade Média. Por diversos motivos, é também evidente que o Taro está conectado aos Antigos Mistérios e Iniciações Egípcias. Entretanto, embora de origem discutível e de objetivos desconhecidos o Taro é sem nenhuma dúvida o mais completo código de simbolismo Hermético que possuímos.


Diz Eliphas Levi no seu Dogma e Ritual da Alta Magia:
O Taro é uma verdadeira máquina filosófica que impede a mente de vagar, embora mantenha sua iniciativa e liberdade; é matemática aplicada ao Absoluto e aliança entre o positivo e o ideal, uma loteria de pensamentos tão exatos quanto números, talvêz a mais simples e maior criação do gênio humano...
Ainda relacionando o Taro à Cabala diz em outro trecho:
...A Tétrada simbólica representada nos mistérios de Menphis e Tebas pelos quatro aspectos da esfinge - homem, águia, leão e touro, correpondia aos quatro elementos do mundo antigo: água, ar, fogo e terra. ...Agora estes quatro símbolos com todas as suas analogias, explicam o mundo único e oculto em todos os santuários. ...Além do mais, a palavra sagrada que não era pronunciada, era soletrada e expressa em quatro letras: Iod, He, Vau, He...


Eliphas afirma ter encontrado uma peça de Taro cunhada no antigo Egito, e sobre ela diz:
...Essa Clavícula, considerada perdida durante séculos, foi por nós recuperada e temos sido capazes de abrir os sepulcros do mundo antigo, de fazer os mortos falarem, de observar os monumentos do passado em todo o seu esplendor, de entender enigmas de cada esfinge e de penetrar todos os santuários. ...Ora a chave em questão era esta: um alfabeto hieroglífico e numérico, expressando por caracteres e números uma série de idéias universais e absolutas.


Laurens van der Post em sua introdução para o livro "Jung e o Taro - uma Jornada Arquetípica" de Sallie Nichols, coloca:


... Ele (Jung) reconheceu de pronto, como fêz com muitos outros jogos e tentativas primordiais de adivinhação do invisível e do futuro, que o Taro tinha sua origem e antecipação em padrões profundos do inconsciente coletivo, como acesso a potenciais de maior percepção à disposição desses padrões. Era outra ponte não-racional sobre o aparente divisor de águas entre o inconsciente e a consciência, para carrear noite e dia o que deve ser o crescente fluxo de movimento entre a escuridão e a luz... Desta forma o Taro é no mínimo uma autêntica tentativa de ampliação das possibilidades das percepções humanas...


AS QUATRO CIÊNCIAS HERMÉTICAS NO TARÔ


Muitos comentaristas do Taro acreditam que este é um sumário das quatro Ciências Herméticas: Cabala, Astrologia, Alquimia e Magia, com as suas diferentes divisões. Todas estas ciências, atribuidas a Hermes Trismegistus, realmente representam um sistema amplo e profundo de investigação psicológica da natureza humana em sua relação com o mundo "noumena" (Deus e o Mundo do Espírito) e com o mundo fenomênico (o visível, o Mundo Físico), conforme Ouspensky:


...As letras do alfabeto hebraico e várias alegorias da Cabala; os nomes dos metais, ácidos e sais da Alquimia; os planetas e constelações da Astrologia; os bons e os maus espíritos da Magia - todos estes aspectos estão contidos no Taro, de modo velado aos não iniciados. Mas quando o verdadeiro alquimista procura pelo ouro, procura o ouro da alma humana; quando o astrólogo fala de constelações e planetas ele fala de constelações e planetas na alma humana ou seja nas qualidades da alma humana e sua relação com Deus e com o mundo; e quando o verdadeiro cabalista fala no Nome de Deus, imagina Seu Nome na alma humana e na Natureza, não em livros mortos ou textos bíblicos, como faziam os cabalistas escolásticos. Assim Cabala, Astrologia, Alquimia e Magia são sistemas paralelos de metafísica e psicologia, simbolicamente representados pelo Taro. Desta forma, qualquer Arcano do Taro ou qualquer sentença alquímica pode ser lida de modo cabalístico ou astrológico, mas o seu significado será sempre psicológico ou metafísico.


Diversas analogias existem entre o Taro e os ensinamentos da Cabala:
Os vinte e dois arcanos maiores correspondem as vinte duas letras do alfabeto hebraico e aos vinte e dois caminhos que interligam o Sephiroth.
Os quatro naipes (Pentáculos, Espadas, Copas e Paus) e as quatro figuras dos arcanos menores (Rei, Dama, Cavaleiro e Valete) correspondem aos quatro elementos alquímicos, as quatro letras do tetragramaton (Iod, He, Vau, He) ou ainda os quatro mundos no caminho do Relampago Brilhante (Olam ha Aziluth - Mundo da Emanação, Olam ha Briah - Mundo da Criação, Olam ha Yezirah - Mundo da Formação e Olam ha Aziah - Mundo da Manifestação ou Concreto).
As dez cartas dos arcanos menores (de As a Dez) representam as sephiras da Árvore da Vida.
E assim por diante, de tal forma que é impossível não notar as similaridades entre os dois sistemas..


O TARÔ NOS TEMPLOS EGÍPCIOS


Oswald Wirth em seu "Essay upon the Astronomical Tarot" refere-se à sua origem assim: "De acordo com Christian (Histoire de la Magie) os vinte e dois arcanos maiores do Taro, representam pinturas hieroglíficas que foram encontradas nos espaços entre as colunas de uma galeria, onde os neófitos deviam passar nas iniciações egípcias. Haviam 12 colunas ao norte e 12 colunas ao sul, ou seja, onze figuras simbólicas de cada lado. Estas figuras eram explicadas ao candidato em ordem regular, e elas continham as regras e os princípios da iniciação. Esta opinião é confirmada pela correspondência que existe entre os arcanos quando eles são desta forma arrajandos."


Na galeria do Templo, as figuras eram arranjadas em pares, uma oposta à outra, de tal modo que a última era oposta à primeira; a penúltima à segunda, e assim por diante.
Qaundo as cartas são colocadas, encontramos uma significação interessante e profunda. Desta forma a mente encontra a unidade a partir da dualidade, o monismo à partir do dualismo, o que podemos chamar da unificação da dualidade. Uma carta explica a outra e cada par mostra mais do que cada uma de per sí.


Assim, por exemplo, os arcanos X e XIII (Vida e Morte) significam em conjunto uma certa unidade, uma condição complementar que não pode ser concebida pelo processo mental normal e imperfeito. Pensamos em Vida e Morte como dois opostos antagonicos um ao outro, mas, se pensarmos mais longe, veremos que cada um depende do outro para existir e nehum dos dois pode existir separadamente.


OS 22 CAMINHOS E OS ARCANOS MAIORES


"Eis a chave religiosa e cabalística dos Taros, expressa em versos técnicos à maneira dos antigos legisladores" - (Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia)


1 - Aleph - Tudo mostra uma causa inteligente, ativa.
2 - Beith - O número dá prova da unidade viva.
3 - Ghimel - Nada pode limitar aquele que tudo contem
4 - Daleth - Só, antes de qualquer princípio, está presente em toda parte.
5 - He - Como é o único senhor, é o único adorável
6 - Vau - Revela aos corações puros seus belos dogmas
7 - Zain - Mas é preciso um só chefe às obras da fé.


8 - Cheth - É por isso que só temos um altar, uma lei
9 - Teth - E nunca o Eterno mudará sua base.
10 - Iod - Dos céus e dos nossos dias regula cada fase
11 - Caph - Rico em misericórdia e nérgico no punir
12 - Lamed - Promete a seu povo um rei no porvir
13 - Mem - O túmulo é a passagem para a terra nova, só a morte acaba, a vida é eterna.
14 - Nun - O bom anjo é aquele que acalma e tempera


15 - Samech - O mau é o espírito de orgulho e cólera
16 - Ain - Deus manda no raio e governa no fogo
17 - Phe - Vesper e seu orvalho obedecem a Deus
18 - Tzadi - Coloca sobre nossas torres a lua como sentinela
19 - Quph - O seu sol é a fonte em tudo que se renova
20 Resh - O seu sôpro faz germinar o pó dos túmulos
0 ou
21 - Shin - Aonde os mortais sem freios descem em multidão 21 ou
22 - Thav - Sua coroa cobriu o propiciatório


IOD - HE - VAU - HE - Quatro sinais que contém todos os nomes.


... Os quatro signos, isto é Paus, Copas, Espadas e Círculos ou Pentáculos, vulgarmente chamados de Ouros. Estas figuras são heiróglifos do tetragrama; assim Pau é o PHALLUS dos egípcios ou IOD dos hebreus; Copa é o CTEIS ou Hê primitivo; a Espada é a conjunção de ambos ou o lingham figurado do hebreu, anterior ao cativeiro pelo Vô, e o Círculo ou Pentáculo, imagem do mundo, é o Hê final do nome divino.


Agora tomemos um Taro e reunamos, quatro por quatro, todas as páginas que formam a Roda ou a ROTA de Guilherme Postello; ponhamos juntos os quatro ases, os quatro dois, etc, e teremos dez montes de cartas que dão a explicação hieroglífica do triângulo dos nomes divinos, de acordo com a escada do denário:


(Os cabalistas. multiplicando os nomes divinos, uniram todos, quer à unidade do tetragrama, quer a figura do ternário, quer a escada sephirótica da década: traçam assim a escada dos nomes e dos números divinos...)


A ÁRVORE DA VIDA E OS ARCANOS MENORES


1 - KETHER- Os Osquatro ases: A coroa de Deus tem quatro florões
2 - HOKMAH - Os quatro dois: A sua sabedoria se espalha e forma quatro rios
3 - BINAH - Os quatro tres: De sua inteligência dá quatro provas
4 - CHESED - Os quatro quatro: Da sua misericórdia há quatro benefícios
5 - GVURAH - Os quatro cinco: O seu rigor quatro vêzes pune quatro erros.
6 - TIPHERETH - Os quatro seis: Por quatro raios puros sua beleza se revela
7 - NETZAH- Os quatro sete: Celebremos quatro vêzes a sua vitória eterna
8 - HOD - Os quatro oito: Quatro vêzes triunfa na sua eternidade
9 - YESOD - Os quatro nove: Por quatro fundamentos seu trono é suportado
10 - MALKHUTH - Seu único reino é quatro vêzes o mesmo. E conforme os florões do divino diadema.


... Vê-se por esse arranjo tão simples, o sentido cabalístico de cada lâmina. Assim por exemplo, o cinco de paus significa rigorosamente Gvurah de Iod, isto é Justiça do Criador ou cólera do homem; o sete de copas significa vitória da misericórdia ou vitória da mulher; oito de espadas significa conflito ou equilíbrio eterno, e assim as outras. Assim podemos compreender como faziam os antigos pontífices para fazer este oráculo; as lâminas lançadas à sorte davam sempre um sentido cabalístico nôvo, mais rigorosamente verdadeiro na sua combinação, unicamente a qual era fortuita; e, como, a fé dos antigos nada dava ao acaso, eles liam as respostas da Providência nos oráculos do Taro, que eram chamados Theraph ou Theraphins entre os hebreus, como o pressentiu primeiramente o sábio cabalista Gaffarel, um dos magos habituais do cardeal Rechelieu.




Luz!


Karla








Tarô Encantado


Tarõ e Cristaisl


Cartas do Tarot


Tarot das Bruxas




☽✪☾ Nas Mãos da Lua ☽✪☾

domingo

CARTA DO DIA



Bem, a carta do dia para hoje é o 10 de copas. Desta vez, usei o Tarô Hanson Roberts que é um dos meus preferidos e que comprei quando comecei a trabalhar. Aliás, foi o presente que me dei quando recebi o meu primeiro salário. Nossa! Isso foi em 1989.Bem , esse Tarô foi inspirado no Tarô Rider-Waite e ele é lindo também. Gosto muito de Tarôs que mantém a iconografia original. Não quero desmerecer o trabalho de ninguém pois, cada um veicula a sua crença e ideologia quando desenha/cria um Tarô. No entanto, continuo fiel aos Tarôs que não fogem de sua origem. Bem, isso deve ser coisa de gente antiga como eu rsrsrs.Então vamos lá falar um pouco do 10 de copas.



Esta carta representa harmonia dentro dos relacionamentos e na família também.É acima de tudo, uma carta de prosperidade e contentamento.
Quando a carta cai na posição correta, ela é um emblema de alegria e felicidade.É uma carta positiva e que indica contentamento no amor e nas questões espirituais. É uma carta que aponta para dar e receber, ela te encoraja a dividir tua alegria com aqueles que ama. É um tempo de festas e convites e se a pergunta for sobre o amor, o 10 de copas denota casamento, gravidez ou nascimento. Viagens também estão associadas com esta carta. Quem sabe aquela tão sonhada viagem possa vir acontecer?
Esta carta significa sucesso e harmonia nos relacionamentos. Um senso de bem-estar é encontrado em todas as áreas da vida. Quando ela sai num jogo, pode-se esperar melhoria e progresso.
Em termos financeiros, o 10 de copas aponta para prosperidade e realizações e não é apenas isso. Pode-se esperar também uma atmosfera de cooperação no trabalho, aumento e até reconhecimento por parte de superiores.
Contudo, se a carta cai invertida, a coisa muda de figura.Nesta posição o 10 de copas denota falta de apreciação pelas coisas que você tem.Portanto, deixe que as pessoas que você ama, saberem que você as ama, especialmente, os filhos.
Talvez você possa enfrenta conflitos e em casa, no trabalho e nos relacionamentos em geral.Algumas situações levarão a brigas e desacordos.
Emocionalmente, esta carta aponta para um sentimento de tristeza e perda. Se você for casado, pode haver problemas de comunicação entre vocês dois ou mesmo com os filhos, como você lida com eles.Eles podem ficar rebeldes.Em alguns casos, essa carta aponta para uma separação e problemas na família.Evite discussões e tenha cuidado com o que você fala.
Esse é o recado de hoje. Tenha um domingo de Luz!E não se esqueça: Mabon amanhã.

Blessed Be!

Karla Bardanza

CARTA DO DIA

Bem, antes de falar sobre a carta do dia, vou falar um pouco sobre o Tarô que eu usei e que é um dos meus preferidos: Tarot of the Old Path. Quando comprei este Tarô há muito tempo atrás, mais ou menos uns quatorze anos foi isso, eu nem imaginei que este Tarô era destinado aos wiccanos e pagãos em geral. Tempos depois eu soube que Margot Adler assistiu e ajudou os criadores desta cartas que amo.Adler for a primeira escritora a falar sobre a emergência do Paganismo nos Estados Unidos e sua pesquisa resultou no livro Drawing Down The Moon. A primeira edição é de 1979.Aqui estão três links para você saber mais sobre ela: dois em português e um em inglês:


Aqui estão algumas das cartas do meu Tarô:


É um lindo Tarô e a carta que saiu para o dia de hoje foi o 5 de Pentáculos ou Ouros


Bem, então te digo que esta carta nas questôes financeiras aponta para tempos difíceis, para problemas materiais, para a perda material e do trabalho,também deve-se evitar correr riscos financeiros. Dessa forma, evite gastos desnecessários. Essa carta mostra insegurança praticamente em todos os aspectos da vida. Em termos emocionais e de  saúde, essa carta evidencia o sentimento de depressão, de negligência com o cuidado com o corpo e com a saúde, há muito cansaço envolvido também. Deve-se evitar ir além dos seus próprios limites, abusar de seu corpo. Acima de tudo esta carta aponta para o sentimento de ostracismo e exclusão no sentido geral, as portas podem estar fechadas e você terá que segurar esse momento difícil sozinha/o.
Esta carta pede para que você tenha fé, ou seja, é o tempo de redirecionar suas energias para o plano espiritual e de se livrar dos velhos hábitos: abra as mãos.
Em termos de amor, pode-se dizer que os seus problemas financeiros estão interferindo na sua vida amorosa ou talvez venha a interferir e se esta carta for o resultado de um jogo que fale de amor, essa relação não será duradoura.
Se o cinco de Pentáculos estiver de cabeça para baixo e eu quando jogo, levo em consideração isto, a carta revela-se justamente ao contrário, ou seja, marca o fim de um período difícil em todos os sentidos em sua vida. É sempre importante prestar atenção nas cartas ao redor para poder definir se o período negro realmente acabou ou se ele se mantém.

Se você quiiser ver todas as cartas do tarô of The Old Path, aqui esta o link:


Esse site é bem bacana porque cada vez que você escolhe uma carta e clica nela, você pode ver a mesma carta em diferentes tipos de tarô e do lado direito há um resumo da carta em inglês.

sexta-feira

ARCANO PESSOAL

ARCANO PESSOAL
Calcula-se o dia + o mês + o ano do nascimento da pessoa.

E depois soma-se cada algarismo do resultado

31
+08
1948
__________
1987

Soma-se o resultado:1+9+8+7=25

Assim 2+5=7 ou seja o Arcano O Carro



*Se o resultado obtido for maior que 22, subtraia dele o número 22.

1- O MAGO:


Você é motivada a lutas pela independência e pela realização dos sonhos. Deseja fazer uma ponte entre o céu e a terra. Versátil, comunicativa e criativa, sente-se atraída por tudo o que é novo. Precisa desenvolver a paciência, a perseverança e a capacidade de pôr em prática os projetos. Aprender a enfrentar situações desagradáveis, agir eticamente e não se deixar iludir são outros desafios de sua vida.





2- A SARCERDOTISA :


Paciência, moderação e sensibilidade são suas maiores qualidades. Você tem sentimentos profundos e um ar de mistério que atrai naturalmente as pessoas. A maneira como compreende as coisas não pela razão e sim pela intuição. Seu comportamento tende à timidez, à insegurança e à dependência dos outros --- a menos que desenvolva a determinação e a firmeza de caráter, que são os grandes aprendizados de sua vida.





3- A IMPERATRIZ :


Sociável. Criativa e entusiasmada. Você precisa estar envolvida com algo --- um trabalho, um projeto --- para sentir-se bem. É dedicada às pessoas e às coisas: gosta de vê-las dar frutos. Para que tudo caminhe bem, é importante disciplinar-se e direcionar as energias para objetivos concretos. Necessita aprender a cuidar de si, a controlar a irritabilidade e desenvolver o senso de responsabilidade.





4- O IMPERADOR :


Você tem um caráter firme, honesto e positivo. Autoconfiante, prega a estabilidade, a organização e a eficiência. É uma pessoa em quem se pode confiar. Por ser exigente, tende à impaciência com relação às limitações dos outros e à falta de flexibilidade para driblar imprevistos. Precisa demonstrar mais os sentimentos, superando o medo de parecer vulnerável. Sua postura rígida pode prejudicar a saúde.





5- O HIEROFANTE :


De espírito aventureiro, sempre disposto a experiências, você vive em busca de equilíbrio e de conhecimento. É leal e correta com tudo e todos, mas tem dificuldades em aceitar o que não é tão coerente quanto gostaria; desenvolver a flexibilidade é um de seus desafios. Outro é assumir e expressar as emoções, deixando de lado o padrão de comportamento que criou. Deve também evitar o excesso de preocupações.





6- OS ENAMORADOS :


Pessoa de muitas idéias e curiosa, você aprende com facilidade. Curte fazer várias coisas ao mesmo tempo, seu caráter dinâmico e flexível favorece isso. Está sempre em busca de novas emoções, sempre apaixonada. Tanta agitação acaba criando depressão, ansiedade, indefinição, dificuldade para realizar planos. Seu aprendizado é desenvolver a confiança em si mesma, a objetividade e a firmeza.





7- O CARRO :


Crescimento pessoal é o seu objetivo. Com coragem, determinação e intuição, você persegue o conhecimento a respeito de si mesma e a superação de todos os limites. Autoconfiante, não se deixa influenciar pelos outros; prefere tomar decisões sozinha. Seu grande desafio é cultivar essas virtudes sem pender para a impaciência e a indiferença com relação às pessoas. Compreenda que você também precisa delas.





8- A JUSTIÇA :


Desenvolver o equilíbrio, essa é a tônica da sua vida. Você busca a paz, a tranqüilidade, e a harmonia nos relacionamentos, a justiça em tudo o que faz. Ponderada, só toma atitudes depois de muito refletir. É ambiciosa e tem grande capacidade para realizar coisas. Por ser muito racional, tende a sufocar as emoções. Precisa aprender a mergulhar na riqueza do seu mundo interior, a viver com intensidade e paixão.





9- O EREMITA :


Você veio ao mundo para desenvolver a sabedoria. Destaca-se por sua naturalidade e experiência de vida. De temperamento prudente, sereno e um tanto metódico, não se deixa seduzir pelas coisas “mundanas” e superficiais. Mas isso não quer dizer que tenha que fugir do envolvimento com os outros ou manter-se isolada. Desenvolver a capacidade de doar-se sem esperar nem exigir nada em troca é o seu maior desafio.





10- A RODA DA FORTUNA :


Com esse caminho de vida, você precisa estar sempre mudando, em expansão, em busca de conhecimento. É suficientemente ousada e corajosa para manter um ritmo assim, constantemente agitado. Tem o potencial para conquistar o que deseja, mas às vezes, leva alguns tombos, age com imprudência, atrai o ciúme e a inveja. Seus desafios são viver numa rotina mais equilibrada e saber sustentar aquilo que adquiriu.





11- A FORÇA :


Cheia de energia, criatividade, alegria e paixão, você é uma pessoa que vive intensamente. Perfeccionista fica nervosa com facilidade, deixando que sentimentos como a raiva e o orgulho dominem o seu coração. Manter as emoções e os impulsos sob controle e exercitar a diplomacia e a flexibilidade é uma das lições a serem assimiladas. Procure ainda direcionar sua vitalidade para conquistar sonhos e idéias.





12- O ENFORCADO :


Idealista e prestativa, preocupa-se em ajudar as pessoas, sacrificando até mesmo os próprios interesses. Muitas vezes, não percebe que elas abusam de sua boa vontade. Aí está um dos desafios a ser encarado; saber dizer não e impor limites. Procure também espantar a preguiça; seja mais dinâmica. Enxergue as coisas de maneira positiva para que você mesma não impeça que seus objetivos sejam alcançados.





13- A MORTE :


A busca da evolução é a sua meta de vida. Para isso, você deve estar sempre pronta para lidar com as mudanças. Sensível e fácil de ser magoada, talvez sinta muita dificuldade para renovar seu interior e se livrar daquilo que não é mais útil. Ao mesmo tempo, é dedicada e cheia de vitalidade. Use essa energia de forma construtiva, não dando espaço para atitudes radicais que só atrasam o crescimento pessoal.





14- A TEMPERANÇA :


Você tem habilidades artísticas, é muito alegre, gosta de viajar e de tudo que a divirta. Normalmente, sente a necessidade de ser valorizada e reconhecida pelo que faz. Bastante atuante, tende a cometer exageros, desgastando-se. A grande meta é desenvolver o equilíbrio, a moderação e também a espiritualidade. Sua bondade, aliada à perseverança pode ser a chave para dar continuidade a tudo que planeja.





15- O DIABO :


Vivendo a mil por hora, você está sempre em busca do prazer e diversão. Sedutora e bastante determinada, geralmente alcança aquilo que deseja, sendo capaz até de passar por cima para ser bem sucedida. Para aprender a sua lição de vida, que é ser responsável por seus atos e respeitar os outros, corte os excessos como o ciúme e a possessividade. Evite também de conviver com quem é eternamente insatisfeito.





16- A TORRE :


A grande tarefa a ser realizada por você é romper com as amarras que impedem o crescimento pessoal. Como? O primeiro passo é ter fé e confiança em si mesma. Depois, livre-se dos preconceitos e tente dividir suas experiências com o outro --- manter-se reservada e ser orgulhosa não vai levá-la a lugar nenhum. Como muda de idéia com certa facilidade, precisa aprender a controlar os impulsos. Pense bem antes de agir.





17- A ESTRELA :


Acreditar no seu taco e cultivar a esperança é o seu desafio de vida. Você tende a desanimar diante dos obstáculos e a desistir do que deseja, mas, acredite: possui potencial para atingir objetivos. É honesta, sensível e criativa, além de possuir dons artísticos. Tente desenvolver o otimismo e a persistência. Procure também assumir o que sente e, sempre que possível, livre-se do que não lhe serve mais.





18- A LUA :


Com tendência a ser pessimista e a sentir-se culpada por tudo, tem de mergulhar dentro de si e liberar o coração das mágoas e dos medos. Assim, estará realizando parte de sua meta de vida. É preciso ainda desenvolver a compreensão para que as relações sejam saudáveis. Tente também, por meio de intuição --- que é acentuada ---, perceber a real intenção das pessoas. Evite atitudes escapistas, como beber e fumar.





19- O SOL :


Desânimo é uma palavra que não pode contar no dicionário de quem tem o objetivo de estar sempre atrás de um novo caminho, uma saída diferente para as questões. Você tem tudo para se dar bem nas suas investidas: basta controlar a impulsividade, a arrogância e a vaidade. Não perca tempo se mostrando para os outros --- direcione sua energia para as próprias realizações. Otimista e alegre é uma excelente amiga.





20- O JULGAMENTO :


Não cometer os mesmos erros do passado essa é a sua lição de vida. Utilize os conhecimentos que possui com discernimento e terá êxito em sua empreitada. Acredite. Você pode, sim, ser dona da própria vida e assumir o comando das decisões. Saudosista e tradicional, precisa aprender também a libertar-se do que já aconteceu --- não vale a pena ficar presa ao ontem --- e a eliminar tudo que não é útil. Abra-se para o novo sem medo.





21- O MUNDO :


Bastante determinada e livre de qualquer convenção. Você é de traçar metas e leva-las adiante com entusiasmo e confiança. Não seja muito extravagante na hora de definir os objetivos, nem perca a paciência no meio do percurso, porque sua principal tarefa na vida é concluir etapas. Sempre que idealizar um novo empreendimento, use o conhecimento que adquirir, sobretudo em viagens, com equilíbrio e firmeza.





22- O LOUCO :


Ampliar os horizontes e provocar mudanças, usando todo o seu potencial criativo, é o grande desafio que deve encarar. Sensível e alegre, você tem capacidade de transformar os sonhos e as fantasias em realidade. Canalize, então as energias para o que deseja concretizar. Para que tudo caminhe bem, evite os exageros e procure respeitar as regras sociais --- conquiste a liberdade de ação com responsabilidade.




Recomendo o livro
Tarô - um instrumento de auto-ajuda escrito por Angela Druzian. Minha edição é de 1994.É um excelente livro escrito em português.






Olá! Você estã Nas Mãos da Lua!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Krishna e Radha

Krishna e Radha

Lakshmi e Vishnu

Roda do Ano do Hemisfério Sul

Roda do Ano do Hemisfério Sul

Roda do Ano do Hemisfério Norte

Roda do Ano do Hemisfério Norte